República Paz & Amor

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Uma Oitava Acima

Por | 17 de maio de 2018
capamartha
34 Comments
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    Rasiko 3 meses ago Responder

    Espero não me indispor com ninguém, mas que meu queixo cai com as loas ao casamento imperial, cai. Ainda mais vindo de tão nobres e esclarecidos amigos.

    Uma amiga negra americana, hoje vivendo em Portugal, também entrou nessa pilha achando que era um grande feito uma afro-americana divorciada ter se casado com um príncipe.

    Respondi que o grande feito seria se ela tivesse levado ele pro lado dela e não ao contrário, como aconteceu nas cenas patéticas do grande circo armado onde têm que acenar pros idiotas da plateia sem poder levantar o braço porque é contra a etiqueta.

    My gosh! Sorry, mas a imbecilização da espécie humana é tragi-cômica.

    Será que não dá pra perceber que os negros foram os bobos da corte?

    Será que não dá pra perceber que a escravidão continua, apenas com novos contornos e aparências de acordo com a necessidade estratégica do momento pra manter as coisas como sempre foram nessa sociedade doente?

    Será que não dá pra perceber que o plano da elite é exterminar o pobre (de preferência o negro, o pardo e o índio) e não a pobreza?

    Me emocionaria se visse um negro íntegro dizer um sonoro NÃO a essa palhaçada.

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    Romano 3 meses ago Responder

    Que time medíocre e sem vontade…

    Vice passou praticamente 45 minutos marcando pressão no campo do Flamengo. Fla não fez isso em nenhum momento

    Deviam estar muuuuito desgastados e cansadinhos da dura batalha de quarta-feira contra o poderoso esquadrão do Emeleca, segundo alguns.

    Proximo jogo contra o Patético-MG fora de casa, sem zaga e sem volante. Aos iludidos com a liderança mais fajuta da história, hora de voltar ao modo “falso flamenguista”.

    SRN

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      Carlos Moraes 3 meses ago Responder

      Três palavras. apenas.

      DE PLENO ACORDO

      Fraternas SRN
      FLAMENGO SEMPRE

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    Carlos Moraes 3 meses ago Responder

    Não posso deixar de registar, até porque estamos a falar (Viva Portugal e Cristiano Ronaldo !) de música !

    Na sabedoria própria das mulheres, a minha adora os casamentos reais.
    Televisão ligada, aconteceu o que jamais poderia imaginar.
    Emocionei-me e muito !
    Stand by me, cantada por um coral inglês que desconhecia, o responsável.
    Que beleza, meus amigos.
    O solista, logo ao começar, abalou-me .
    Não só de John Lennon vive a Inglaterra !

    … e vamos Liverpool, tirar a máscara da Invencível Armada mais uma vez !

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      Danilo Bruxolobo 3 meses ago Responder

      Perfeito grande mestre!
      No casamento de um dos herdeiros de um império outrora colonizador e escravagista, um coral de negros cantando “stand by me”…
      Arrepiante e emocionante ironia do destino…
      SRN/CDN

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      Xisto Beldroegas 3 meses ago Responder

      Pois, Carlos:
      Me responda o seguinte: qual a diferença do ritual desse casamento, cheio de pompas e circunstâncias, já agora impostas pela mídia ( leia-se milhões de dólares) e o de um outro com suas tradições, talvez milenares, numa perdida aldeia amazônica?

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    Aureo Rocha 3 meses ago Responder

    Eu creio que o Arthur Muhlemberg, em menos de um mês, se contradisse em relação aos preços dos ingressos e a consequente presença de torcedores no Maracanã. Se eu estiver errado, que desde já me desculpe pelo meu seguinte comentário.

    No artigo, “Mais fortes são os poderes do povo”, ele afirma:

    “… Foi só o Flamengo baixar o preço dos ingressos para que as habituais multidões que historicamente seguem o Mais Querido pelos gramados do mundo livre, temporariamente afastadas dos nossos estádios gentrificados, afluíssem aos magotes para lotar o Maracanã… para exibir suas roupas, cantar seus cantos, se ver e se aplaudir…”

    Entretanto, no presente artigo, ele conclui:

    “… Ontem o jogo era decisivo, o ingresso tava caro pra chuchu, a arquibancada não lotou e mesmo assim os 40 mil “ricos” que botaram a cara cantaram como se não tivessem um só dente na boca. Sociólogos de botequim e doutorandos em precificação, ao combate, seus malas!”

    Mas, será que 50 reais para sócios torcedores e 90 reais para o público em geral, para uma arquibancada, num jogo de tamanha importância como o passado, era um preço caro prá chuchu, se levarmos em conta que o litro da gasolina já passa dos 5 reais?

    Eu creio que não. Caro prá chuchu eram os 300 reais, por uma arquibancada, cobrados na Ilha do Urubu.

    Talvez, poucos saibam que ricos e pobres, quando se misturam em manifestações esportivas ou culturais, deixam de lado as suas diferenças, para viverem um só momento. No Carnaval, por exemplo, o rico desfila pela avenida com toda pompa e glamour do favelado.

    Creio que tolice é querer buscar uma luta de classe nessas manifestações.

    O que os “sociólogos de botequim” clamam é que seja dada a OPORTUNIDADE às camadas mais pobres da sociedade de também poderem assistir a algumas partidas do Flamengo.

    E eu não li nenhum “sociólogo de botequim” afirmar que pobre canta mais alto e com mais alegria do que o rico.

    É claro que o valor do ingresso de uma final ou semifinal de qualquer competição pode e deve ter preços mais salgados, enquanto uma partida de meio de tabela um valor menor, acessível assim ao povão.

    A cada dia eu me convença mais da assertiva da surrada frase de Umberto Eco:

    “As mídias sociais deram o direito à fala a legiões de imbecis que, anteriormente, falavam só no bar, depois de uma taça de vinho, sem causar dano à coletividade. Diziam imediatamente a eles para calar a boca, enquanto agora eles têm o mesmo direito à fala que um ganhador do Prêmio Nobel. O drama da internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade”.

    E antes que algum imbecil entenda da forma equivocada, convém destacar que esta frase não é dirigida ao Arthur Muhlemberg.

    Sempre Flamengo e ao lado do povão de arquibancada, do qual sempre fui parte integrante.

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      Muhlenberg 3 meses ago Responder

      Aureo, não percebo oposição entre os dois trechos que voce destacou. São meras observações de momentos, e preços, distintos. Acho até que são complementares, que sublinham uma politica de precificação que diferencia a Libertadores da Copa do Brasil.Quanto ao valor relativo do ingresso da jogo do Emelec, é tema de foro íntimo, o galo que os bacanas deixam de gorjeta no pé sujo depois de uma noite de vitória podem significar em um contexto menos festivo os 5 PFs que um trabalhador dispõe pra sua alimentação durante a semana de correria. Ainda mais é uma espécie de estelionato contábil considerar apenas o preço pago pelo socio torcedor,já que pro torcedor comum os preços são sempre bem mais salgados. E como eu ainda não tirei minha pós graduação em precificação na internet não me sinto à vontade pra usar a terminologia ticket-médio. Escrever que tava caro pra chuchu é mais seguro, porque hoje em dia barato mesmo só o marido da barata. SRN

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    Carlos Moraes 3 meses ago Responder

    Tudo bem.
    Amanhã, no início da noite, no mesmo MaracANÃO, teremos a ^obrigação^ (quando nunca, moral) de encaçapar os Vices.
    Eis senão quando que mais importante é o jogo lá de ^mi Buenos Ayres querida^ contra os milionários do River Plate.

    Clássico da parte periférica do continente.
    Jogo de primeira linha e, ao contrário do que possa parecer, de reflexos importantíssimos na Libertadores.
    Se perdermos (até se empatarmos, menos mal pouca coisa) entreramos com dificuldades na fase do mata-mata, a não ser que …

    Creio que poucos leram o Regulamento da competição, descrevendo como vai ser o sorteio das famosas Oitavas.
    Simples, muito simples.
    Os oito que se classificarem em segundo lugar, são sorteados em primeiro lugar, para os grupos de A a H.
    Depois, os oito primeiros.
    Sem qualquer defesa.
    TImes do mesmo país ou times do mesmo grupo anterior podem se cruzar. Não há impedimentos no Regulamento.
    Mando de campo da segunda e decisiva partida para os primeiros colocados. Primeiro perigo à vista, se não ganharmos do RP.

    O pior, no entanto, está na qualidade dos times que devem chegar em primeiro lugar, embora haja também bons entre os segundos.

    Examinemos, dando conceito de Excelente (E), Muito Bom (MB), Bom (B), Regular (R) e Fraco (F), para cada um deles.

    Pela ordem dos atuais Grupos.
    Grêmio (E) – Atlético Nacional (R) – Libertad (F) – River Plate (MB) – Racing/Cruzeiro (B) – Santos (B) – Corinthians (MB) – Palmeiras (E).

    Entre os segundos possíveis colocados.
    Cerro Poirteño (F) – Bolivar ou qualquer outro (F) – Atlético Tucuman (F) – nós – Racing/Cruzeiro (B) – Nacional (R) – Independientes (MB) – Boca Juniors (MB).

    Sentiram a diferença, indago.

    Se ficarmos em segundo lugar (cá entre nós, o mais provável), teremos que rezar muito para pegarmos o Libertad, pois até o Atlético Nacional, com o segundo jogo lá em Medelin, não seria fácil.

    Bola prá frente que o jogo é de Campeonato – e dos bons.

    SRN
    FLAMENGO SEMPRE

    PS – o sorteio, a ser realizado no mês de junho, sem data marcada ainda, é o único. Depois, pelo Regulamento, jogam A x H, B x G, C x F e D x E nas quartas, estabelecendo-se o mesmo sistema para as semis e para a grande final.
    A pior campanha SEMPRE jogando o segundo e decisivo jogo fora de casa.

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    Romano 3 meses ago Responder

    De todas as baboseiras que já ouvi de sociólogos de botequim, esse papo de que pobre canta mais que rico está no top ten.

    Imagina que o cara é ajudante de produção, tira pouco mais que um salário mínimo por mês, trabalhando 12 horas por dia, e grita como um louco no Maracanã. Aí o cara progride na profissão, vira chefe dos pedreiros, monta uma pequena empresa e se torna classe média, aí não grita mais no Maracanã.

    Sensacional.

    Hahahaha

    O que aconteceu, prezados sociólogos de botequim (alguns nunca puseram os pés na arquibancada do Maracanã), é que as principais organizadas do Flamengo, responsáveis por puxar as músicas e dar ritmo à arquibancada (Raça e Jovem) foram asfixiadas (tardiamente) pela Justiça e pelo Ministério Público.

    Isso gerou um vácuo numa arquibancada acostumada por décadas a seguir as vozes das suas duas maiores torcidas organizadas.

    Normal. Isso se ajeita com o tempo. Novas lideranças vão surgindo. Espero que essas mais sadias.

    Quanto à suposta “pressão insana”, vaias, etc., a torcida do Flamengo pressiona e cobra muito desde 1895, à mesma medida em que incendeia o estádio quando o time responde em campo.

    A frase “o Maracanã vaia até minuto de silêncio” não foi dita depois do New Maracanã.

    Não foram poucas as vezes que Zico foi vaiado no estádio.

    Logo, jovens, devagar com o andor. A torcida do Flamengo é a mesma. Sempre a maior e melhor. Isso não vai mudar.

    E embora a torcida ajude (e atrapalhe), quem ganha jogos e títulos são os jogadores.

    Não fosse assim e o Real Madrid jamais teria ganho nada em seu estádio-geladeira.

    Agora, falta setor popular no Maracanã, faltam bandeiras, falta um cerimonial marcante de entrada do Flamengo em campo, faltam ações de marketing que tornem a experiência de ir ao jogo mais intensa.

    Observem a entrada em campo da Juventus de Turim e entenderão o que digo.

    Falta criatividade.

    Esse papo de rico canta mais que pobre, e saudade de organizada violenta é que não vai levar a lugar nenhum.

    SRN

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      Romano 3 meses ago Responder

      *ajudante de PEDREIRO, não de produção, logicamente

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      Carlos Moraes 3 meses ago Responder

      Como autêntico sociólogo de botequim, peço vênia para discordar.

      Pobre desabafa, enquanto rico esnoba.

      Desta forma bem simples, eis o meu ^douto parecer^.

      Fraternas SRN
      FLAMENGO SEMPRE

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      Marco Gama 3 meses ago Responder

      Também acho leviano qualquer tese levantada por sociólogos de botequim sobre o comportamento das torcidas em função da renda familiar.

      Tb acho que não há relação direta de casualidade (neste caso, inversa) entre nível de renda e apoio ao time no estádio.

      O que me parece (puro empirismo) é que os torcedores de outros cantos do País (fora do Rio) sentem uma puta saudade de ver o Flamengo de perto, no estádio, e isso é determinante no comportamento em relação ao time (não é gritar mais ou menos, mas pelo menos não vaiar e pegar no pé de jogador no primeiro erro de passe ou falha, o que já ajuda demais). Essa característica me parece particularmente evidente nos jogos no Nordeste e em Cariacica. Neste caso, tanto faz se o torcedor é rico ou pobre, ele quer é ver o time dele de perto, extravasar a saudade que sente do time vendo os jogos apenas pela TV.

      No caso do Rio de Janeiro, o torcedor mais pobre vem sendo alijado dos jogos em função do preço dos ingressos. Quando têm a chance de ir (como recentemente contra a Ponte), o comportamento é muito similar ao observado nos estádios em outros estados, embora haja possivelmente diferenças regionais quanto ao jeito de torcer.

      Tá, mas e no caso do jogo contra o Emelec, ingresso caro, em que o time foi apoiado o tempo todo? Acho que, neste caso, é uma combinação de 3 fatores: o primeiro é a necessidade de empurrar o time na marra e tentar evitar mais um vexame na fase de grupos da Liberta (o tal parto complicado que o Arthur se referiu). O segundo é consequência da punição sofrida pela confusão da final da Sula, que fez desse jogo o único da primeira fase da Liberta em que o torcedor teve a chance de ir ao estádio. Tava todo mundo (rico ou pobre) com saudade do ver o Flamengo na Liberta, que é realmente uma competição especial. O terceiro me parece ter sido a raça que o Flamengo demonstrou durante todo o jogo, mesmo quem não estava em noite inspirada, como Diego e Dourado. Todo mundo jogou no limite, e aí mesmo os mal-humorados e críticos de plantão parecem ficar constrangidos de vaiar.

      Mas no fundo mesmo, acho que o Xisto está certo: se essa garra toda entrasse em campo em todos os jogos, mesmo que o time não faça um jogo de encher os olhos, e mesmo que o publico seja formado predominantemente por torcedores que estão acostumados a ver o Flamengo em campo (neste caso, pelo menos nos últimos anos, é o torcedor que tem grana), o apoio é quase incondicional.

      Não sou sociólogo e, portanto, é apenas a opinião de um leigo, que pode não ter qualquer conexão com a realidade.

      SRN.

      PS: Romano, quer dizer que o Renê só se destacou porque jogou contra o time de cegos do Emelec? Vc por um acaso assistiu ao jogo do Emelec contra o River na Argentina? Ontem, no redação SPORTV, o Lédio Carmona mencionou justamente isso, que o número de pontos do Emelec na chave não condiz com os jogos do time, que sempre vendeu caro as suas derrotas. E foi isso que vimos no Maracanã, poderíamos ter tranquilamente perdido ou empatado o jogo, não foi nada fácil.

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        Romano 3 meses ago Responder

        Concordo com tudo Marco.

        Apenas reafirmo, em acréscimo aos seus argumentos, que o fato das maiores organizadas terem sido asfixiadas tem um grande peso.

        Basta observar que o Maracanã pré-organizadas (anos 70 pra trás), embora repleto de pobres, não tinham torcidas cantando em peso durante o jogo, cultura que as organizadas trouxeram para as arquibancadas.

        A política de preços absurda e burra praticada pelo Flamengo nos últimos anos foi felizmente revista. Mas a razão pela qual essa revisão era necessária não é a de que a torcida rica torce menos, que isso não faz o menor sentido.

        Moraes, discordo totalmente do seu argumento, que não passa de uma visão preconceituosa e discriminatória que fundamenta o caráter e o comportamento de uma pessoa em razão da sua renda. Conheço pessoas ricas de enorme simplicidade, honestidade e bom coração. Assim como conheço pessoas pobres mau-carater, desonestas e arrogantes.

        Não tem como aceitar esse tipo de determinismo.

        Quanto ao Renê, mantenho minha opinião. Jogou bem contra um time fraco, jogou mal em várias outras partidas contra times fracos. Não é jogador para Flamengo. Mas atualmente tem que ser o titular absolutíssimo.

        SRN

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      Henrique 3 meses ago Responder

      Ahhh – entao rico se comporta como pobre e pobre se comporta como rico, mera questao de – individualidade?

      Aham.

      Sugiro uns dias de leitura – começando com o Bourdieu “A distinçao”.

      Depois falamos.

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    Xisto Beldroegas 3 meses ago Responder

    Respondi a um excelente comentário Marco Gama, confessando a minha ignorância, se não total, pelo menos limitada sobre táticas e esquemas. Eis o que comentei literalmente:
    “Eu já disse, não entendo de táticas, nem esquemas, mas o que você falou, para gáudio dos cronistas esportivos(epa!) me parece que não se trata de “vazio”, ou “preencher espaços”, já que quem perde a bola, ou dá o passe errado é quem está ali no meio, logo, preenchendo o tal espaço. Mesmo com os grandes times europeus, todos os contra-ataques se dão nessas condições, por ali. O óbvio: não se pode é perder a bola ali naquele meio quando se inicia um ataque, pois o time está todo indo pra frente, aí sim, cria-se o tal decantado vazio. Quem perdeu, pelo menos umas três bolas ali, foi o Paquetá ou por passes errados ou por tentar driblar perigosamente naquela zona, o Diego perdeu outras.”
    Completo meu raciocínio, os famigerados comentaristas quando eu os ouço, estou cada vez mais me distanciando desse penoso hábito, pois são tantos e o festival de incansáveis chavões já está me enchendo o saco, tenho a impressão que para eles um time de futebol não é composto de 11 jogadores, e digo mais, deveriam ter no mínimo 15 jogadores e todos eles com velocidade boltiana (royalties par o Carlos Moraes) número necessário para cumprir, cobrir vazios, deslocamentos, o cacete a quatro que eles desenham em suas mirabolantes táticas. Eu fico com o meu raciocínio simplista: raça, amor a camisa, brio, e, claro, uma técnica individual, mesmo que não de craque, mas pelo menos de bom jogador dá para compor um desenho tático(epa!) dos mais simples que seja e levar um time ao sucesso. Infelizmente, futebol tem 11 jogadores, que não podem correr incessantemente 90 minutos, humanos que são. Enquanto não chegam a essa perfeição física , qualquer time normal tem que abrir algum espaço para fechar outro. É a velha história do cobertor curto…

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    Abrahão Pereira 3 meses ago Responder

    Excelente texto Grão Mestre.

    Nem vou comentar. Carlos Moraes disse tudo.

    Então apenas SRN

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    Xisto Beldroegas 3 meses ago Responder

    Tão fácil voltar a ser rubro-negro como nos velhos tempos: o time nem precisa jogar bem, é só injetar um pouquinho de sangue nos olhos, escorrer um babinha pelo canto da boca, basta dar uns galopinhos atrás da bola, sem precisar “correr atrás da bola como um prato de comida” que já é exigir demais, enfim, ter um pouquinho de garra, ficamos todos de bem, esquecemos o passado e voltamos a achar que ser flamengo é viver panglossianamente o melhor dos mundos.

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    Marco Gama 3 meses ago Responder

    Texto genial, as always.

    Haja Rivotril para aguentar esses jogos do Flamengo na Libertadores. Há um BURACO no nosso meio-campo, onde os caras do Emelec deitaram e rolaram, o “Pep Barbieri” precisa ajustar isso urgentemente. Os atacantes perdem a bola, e o time adversário parece que tá jogando sozinho na faixa central do campo até chegar perto da nossa área. Há uma questão tática e de posicionamento aí, que os ex-jogadores e comentaristas chamam de compactação, que precisa ser resolvida, é muito sufoco (logicamente tudo isso agravado pela tensão em não sucumbir mais uma vez na fase de grupos da Liberta). A sorte nossa é que Cuellar, a zaga/laterais e o Diego Alves vêm jogando muito bem.

    Quero mais uma vez destacar a atuação segura e até inspirada do Renê ontem (como já dito aqui, podem colocar boa parte do crédito do primeiro gol na conta dele). Roubou a bola, tabelou com o VJ, se apresentou na frente, driblou o zagueiro, e tocou pra trás buscando o Diego que vinha de trás pra finalizar. Trivial, né Romano? Coisa de pereba esforçado, não é isso?

    Perdeu algumas bolas no ataque no primeiro tempo? Sim, mas voltou correndo num pique a la Usain Bolt e cortou dois contra-ataques com carrinhos perfeitos, na bola.

    Como disse o Arthur, foi o destaque em campo juntamente com o Cuellar e o ER. Não é pouco, porque Cuellar é um monstro e ER um craque indiscutível. Eu colocaria o Rever nesse grupo aí, joga demais.

    Juan, o velho que deveria estar aposentado, meteu duas bolas na trave ontem, mais do que o time todo no primeiro tempo. Na primeira cabeçada deve ter saído quase um metro do chão, se fosse vôlei poderia cravar na linha dos três. Respeitem o cara, porra. O que não dá é pra jogar Juan, Rever e Trauco juntos, pq aí, por melhor que esses caras sejam tecnicamente, fica realmente muito lento. Minha zaga hj seria Rodolfo e Rever, mas Juan, Leo Duarte e Thuller são ótimas opções. Discordo totalmente de quem defende que precisamos contratar zagueiros. Precisamos é de mais dois jogadores de meio-campo de alto nível que tenham condições de substituir Cuellar e Paquetá quando esses estiverem lesionados ou suspensos. Jean Lucas é bom jogador, mas ainda tá pegando o ritmo dos profissionais. Para o lugar do Dourado temos o Lincoln, um belíssimo jogador (poderia ter entrado ontem em vez do Marlos Moreno).

    Um último comentário: esse time do Emelec, apesar de ter ficado em último no grupo, fez uma bela partida contra o River na Argentina na rodada anterior. Poderiam tranquilamente ter empatado aquele jogo tivessem um pouco mais de sorte.

    Não ganhamos de um time qualquer, embora ainda falte muito pra termos um time que inspire confiança.

    SRN.

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      Xisto Beldroegas 3 meses ago Responder

      Eu já disse, não entendo de táticas, nem esquemas, mas o que você falou, para gáudio dos cronistas esportivos(epa!)me parece que não se trata de “vazio”, ou “preencher espaços”, já que quem perde a bola, ou dá o passe errado é quem está ali no meio, logo, preenchendo o tal espaço. Mesmo com os grandes times europeus, todos os contra-ataques se dão nessas condições, por ali. O óbvio: não se pode é perder a bola ali naquele meio quando se inicia um ataque, pois o time está todo indo pra frente, aí sim, cria-se o tal decantado vazio. Quem perdeu, pelo menos umas três bolas ali, foi o Paquetá ou por passes errados ou por tentar driblar perigosamente naquela zona, o Diego perdeu outras.

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      wil 3 meses ago Responder

      Perfeito o comentário!!!

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      Romano 3 meses ago Responder

      Verdade. Renê fez mesmo uma boa jogada contra o time de cegos do Emelec. Enfim.

      Eu sou defensor da titularidade do Renê, porque o Trauco não tem nenhuma condição de ser lateral.

      Mas isso não faz dele um bom lateral. É bem fraquinho. Marca mal e é fraco no apoio.

      Uma grave deficiência do time. Que, mais uma vez, jogou muito mal ontem e poderia facilmente ter perdido o jogo se fosse o Emelec um time mais ou menos. Mas é ruim de doer.

      SRN

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    Eduardo Prokofiev 3 meses ago Responder

    Pqp, genial!

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    Vagner BSB- SSA 3 meses ago Responder

    Tiramos uma “frota de caminhões” das costas…

    Como eu já havia dito antes: o importante é ganhar e se classificar. O resto é perfumaria e assunto pro dia seguinte.
    Jogar bem, mas ficar pelo caminho é uma sensação que conhecemos bem. Ano passado na Libertadores foi assim. Jogamos melhor que o adversário em 5 dos 6 jogos da fase de grupos. E, mesmo assim, não conseguimos um mísero ponto fora de casa em função dos inúmeros e recorrentes erros de finalização.

    Assim, o que valia mesmo ontem era VENCER, e mais nada.

    O nervosismo da Nação, traduzido na “queimação” da bola nos pés dos nossos jogadores, era patente. A atmosfera de pressão e desespero, mesmo com o time ganhando o jogo, era quase material. Quase podíamos cortar a “cortina” de nervosismo que pairava no ar dentro do Maracanã. E isso, por óbvio, influenciou demais a atuação de nossos jogadores.
    A impressão que dava era a de que eles até queriam ficar mais tranquilos, mas não conseguiam.

    E, mesmo assim, o time conseguiu criar várias chances claras de gol nos dois tempos do jogo.
    E, finalmente, não fez como em 2017… conseguiu colocar a bola pra dentro das redes.
    Isso, POR HORA, é mais do que suficiente.

    O resultado gera um clima de tranquilidade e de foco no Brasileiro até o mês de agosto. Período em que poderemos (acho que deveremos) melhorar bastante o nosso jogo coletivo e termos mais opções individuais para o time.
    Afinal, desde que assumiu o cargo, Barbieri jamais teve uma semana inteira de trabalho. Foi tudo na base do treino de recuperação entre um jogo e outro & muita conversa. Treinamento específico mesmo parece que só estamos tendo em relação às bolas paradas (e com um repertório bastante interessante até aqui).

    Agora que estamos “livres da maldição”, poderemos respirar melhor e mais pausadamente. E, com isso, fazer as coisas com mais tranquilidade e tomar as decisões mais corretas nos momentos em que formos solicitados (chutar em vez de passar; passar em vez de chutar). E é isso que todos esperamos daqui pra frente tanto no Brasileirão quanto nas outras duas competições de mata-mata.

    Muitas vezes, é preciso se classificar, mesmo jogando mal, para podermos jogar bem no futuro.
    Ano passado, jogamos muitíssimo mal contra o Atlético/GO pela Copa do Brasil… mas, passamos.
    Na fase seguinte, jogamos um dos melhores jogos do ano contra o Santos (2×0 na Ilha do Urubu).
    Então, quando não dá pra jogar bonito, o que importa é VENCER e se classificar.

    SRN a todos!

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    Carlos Moraes 3 meses ago Responder

    Arthur sismplesmente GENIAL, mais uma vez !

    O bom ^suiço^ Henrique e o Anderson Lima me antecederam, sendo que este destaca o desconhecido, até então, lado musical do Grão Mestre.
    Correto, corretíssimo.

    Dos meus velhos tempos do Theatro Municipal, onde cheguei a ser claque ^contratado^, não me lembro de ter visto esta (então) menina ao piano, mas se não é a fabulosa argentina Martha Argerich macacos me mordam. Um gênio, também ! No mínimo, parecidíssima.

    Dito isto, extravasado o lado sentimental, vamos ao artigo e ao futebol.

    Deixando de lado as notáveis sacações do Dia das Mães e das Oitavas Musicais, uma análise com a qual concordo inteiramente da peladinha de ontem, disputada sob intensa pressão emocional, pois, se nós, torcedores, tínhamos que recorrer aos tranquilizantes, o que dizer dos jogadores !

    Enfim, passou !
    O jogo contra o River Plate valerá o primeiro lugar, que é muito importante, valendo um comentário diferente, mas muito mais importante era quebrar a ziquezira da Fase de Grupos.

    Cabe destacar quatro nomes, todos citados pelo Arthur.
    Em primeiríssimo lugar, o ex-sanguessuga (espero que não tenha recaídas) Everton Ribeiro.
    Jogou como um verdadeíro príncipe, tanto que me projetou bem mais traz do que a possível fotografia da Argerich já fizera.
    Lá para os anos 50, no seu início. O número 5 da seleção brasileira, Danilo, que começou no Mequinha para se consagrar no Vice.
    Depois este colombiano Cuellar, um monstro, com autêntico sangue rubro-negro. Se o Peckermann não o confirmar entre os 23, sendo certo que não vem sendo aproveitado nas mais recentes convocações, vai selar o seu futuro e perder o cargo.
    Diego Alves não foi lá muito exigido, mas aquela defesa no finalzinho, na bola do Preciado, foi fabulosa.
    Por fim, que Deus me perdoe pela heresia, o René, autor intelectual do primeiro gol.
    Por falar neste gol, não resisto em homenagear o Carlos-SP, sumido aqui do RPA, mas que, pelo zapp, fez um comentário prá lá de inteligente, pela originalidade,
    65% do gol para o René, 45% para o Everton Ribeiro. Tem 10% a mais. Por conta do Diego, que conseguiu perder o imperdível.

    Pelo lado negativo, também concordo com o nosso Arthur.
    Diego, Lucas Paquetá e Vinicius Júnior.
    O veterano anda muito mal, ao passo que os garotos ou sentiram o peso de um jogo traumático ou estão querendo afivelar umas máscaras tamanho família.

    Evidentemente, neste quesito, há um ^hors concours^.
    O jogador que só sabe bater pênaltis.
    Henrique Dourado, de tão ruim, não pode entrar na contabilidade.

    Como já estou percorrendo os 100 metros rasos em marca quase ^boltiana^, 9 horas, 56 minutos e 59 segundos, não posso deixar de registar (à portuguesa) a minha clássica ranzinzice, própria dos anos.
    Nota para o artigo – 9,5.
    Perde meio ponto pela injusta crítica ao primo do Guerrero (não podia falta o nome dele). Apitou muito, nos dois sentidos, Sem erros, mas exageradamente, neste particular enxendo os nossos sacos..

    Mesmo que não seja, em homenagem à suposta Martha Argerich, vou terminar com o meu bordão, que o Grão Mestre bem merece –
    PALMAS, PALMAS DE PÉ, GRITANDO BRAVOS E PEDINDO BIS, COMO NOS VELHOS TEMPOS DO THEATRO MUNICIPAL ! ! ! ! !

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      Muhlenberg 3 meses ago Responder

      É a Martha.

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        Carlos Moraes 3 meses ago Responder

        Provavelmente com 16 anos, após ganhar o badaladíssimo Concurso Internacional de Genebra, em 1957.

        Hoje suiça, de origem judaica, quando eu tinha meus 19/20 anos, justo em 1957, foi um tremenda paixão platônica.

        Coisas da idade e da época.

        Hoje, como disse, 100 metros rasos em 9 horas, 56 minutos e 59 segundos.

        Os franceses estão certos – C*est la vie !

        Fraternas SRN
        FLAMENGO SEMPRE

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          Carlos Moraes 3 meses ago Responder

          uma, é lógico.

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    João Neto 3 meses ago Responder

    Jogo de Libertadores é diferenciado. Muita luta, divididas, raça. A vontade prepondera à técnica. Eis a razão para os clubes argentinos estarem na dianteira em títulos.
    Se souber aliar essa determinação ao talento, seria insuperável.
    A verdade é que os supostos jogadores de talento não sabem marcar. Quando muito, fazem faltas grotescas passíveis de expulsão. Na maioria das vezes, observam o desenrolar do lance, sem nenhuma objetividade. Um tanto, abobalhados. Diego, Henrique Dourado, Vinicius Júnior e Everton Ribeiro são exemplos.
    No futebol moderno, os atacantes e meias tem de auxiliar na marcação. Caso contrário, até o mais modesto time cresce de produção. A Libertadores é predominada por estes. Muita vontade. Pouca técnica. Jogo arrastado. O de ontem foi exatamente isto.
    Falta um camisa dez no rubro-negro. Um jogador que oriente os mais novos. Pause as jogadas. Cadêncie o jogo. Houve muita afobação. Jogadas de gols perdidas bisonhamente. Individualismo.
    Os jogadores voluntariosos sobressairam. Renê, Paquetá e Cuellar. A cara da Libertadores.
    Demos sorte que a bola decisiva caiu nos pés de quem sabe finalizar.
    Precisamos melhorar.

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    Ricardo 3 meses ago Responder

    Esse time precisa de terapia. Tem boa técnica, habilidade, mas não tem frieza. Parece sempre pressionado. O Diego acha que precisa da bola o tempo todo pra mostrar que não é o que dizem dele. O Dourado não consegue fazer a única coisa que sabe, botar a bola pra dentro. E tenta fazer o que não sabe.
    Mas não falta vontade, e isso é meio caminho andado

  • […] Reprodução: Arthur Muhlenberg | Blog República Paz & Amor […]

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    Dieguito Mariano 3 meses ago Responder

    Você é FODA Arthurzão! Que primeiro parágrafo foi esse, sensacional !! Nunca deixe de escrever sobre o nosso querido Mengão e deliciar seus leitores.

    Vamos em Frente
    SRN

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    Henrique 3 meses ago Responder

    Otima postagem, Arthur.

    Discordo somente de uma coisa lah pro fim :

    “Está mais do que provado que a chave pro sucesso rubro-negro nessa carnívora competição é muito mais ética e motivacional do que física ou tática.”

    Bem, o que foi provado – ontem, mais uma vez – é que SEM uma tatica FUNCIONANDO, o que ontem simplesmente nao aconteceu nunca, em algum momento, o time corre sério risco de levar goleadas historicas.

    Nao sei pq ontem nao souberam se colocar corretamente no campo, acho que essa coisa de “lutar”, de “raça” etc. tira o foco do que é tao importante quanto: Sangue frio, tatica e cabeça clara.

    Correram e lutaram como nunca, mas como sempre deixaram buracos imensos entre uma linha e outra, estavam longe dos adversarios e a vaca nao foi pro brejo pela ruindade do ataque deles.

    Pensei que o time estava se entrosando taticamente, pois fez excelentes jogos antes (uns 2 bons jogos, falando de tatica). De um momento pro outro, perderam o norte e se comportaram como conhece-mos, de bando. Bando esforçado, mas bando.

    Nao existe a menor duvida que isso tem que mudar *imediatamente*, seja para o Brao ou para a Liberta.

    Se doar 100% é a BASE de tudo, nao o fato a ser conseguido. Nao vamos confundir.

    SRN

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    Anderson Lima 3 meses ago Responder

    Seu te u fã, e agora ainda mais depois de saber que além de escrever bem, também manja de notas musicais!!

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