República Paz & Amor

Por favor, aguarde...

República Paz & Amor

Post para ser lido ao som de McFerrin.

Por | 9 de dezembro de 2019
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24 Comments
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    Rasiko 4 meses ago Responder

    Pra quem não viu a festa da torcida Fla-Londres. Tem flamenguista na porra do mundo todo.

    https://www.youtube.com/watch?v=VeDNsGfzv8M

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    Xisto Beldroegas 4 meses ago Responder

    Murtinho, segundo a nova onda dos analistas esportivos, o Flamengo só vai lá disputar o mundial, assim mesmo se chegar à final, para perder, pois o time do Liverpool é o melhor time do mundo, imbatível. Parece que essa onda surgiu depois das entrevistas “realistas” do Filipe Luís e do Rafinha. Durma-se com um barulho desses.

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      Jorge Murtinho 4 meses ago Responder

      Sim, Xisto, o time do Liverpool é bom pra cacete. E certamente tem mais experiência que o nosso em jogos desse calibre.

      A questão é que o nosso time também é muito bom e tem algumas características que nos permitem sonhar em surpreender. Além disso, o pessoal às vezes esquece que o nome do jogo é futebol.

      Bora sonhar. E, quem sabe, acordar com mais um Mundialzinho no bolso.

      Abração. SRN. Paz & Amor.

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    Marco Becker 4 meses ago Responder

    Salve, mestre Murtinho!

    Esperei um pouco para entender qual sentimento foi esse após a derrota para o Santos. Demorou, mas entendi: se não valia nada, salvo algum orgulho para os lados de lá, o que eu sentia ainda era ressaca da orgia protagonizada a partir de 23/11 misturada com o alívio de ninguém ter se lesionado.

    Sentimento estranho.
    Obrigado por tudo que escreveu esse ano, mestre! Nos avise quando for lançar o livro!

    SRN

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      Jorge Murtinho 4 meses ago Responder

      Fala, Marco.

      Claro, meu amigo, claro: a ressaca – física e emocional – é a melhor explicação.

      Eu que tenho que agradecer.

      Quanto ao livro, aí vai a novidade: essas coisas a gente não pode falar antes de ter tudo acertado, mas vai rolar sim. Com Natal, Ano Novo, Mundial, recesso das gráficas etc., o lançamento está previsto para meados de janeiro. E olha só que bacana: será assinado por mim e por minha queridíssima amiga Nivinha. Textos meus, QR Codes para os pós-jogos dela. Tudo para funcionar como uma espécie de registro histórico, pra rapaziada consultar sempre que quiser lembrar de cada jogo desse ano inacreditável.

      Abração. SRN. Paz & Amor.

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    Valois Corrêa 4 meses ago Responder

    Ontem, vendo a festa da CBF, uma repórter perguntou o por quê do Gérson jogar aquilo tudo no Flamengo. Ele disse que tava jogando no time do coração, no Rio. Ou seja, exatamente aquilo que eu te disse quando o futebol dele começou a impressionar. O cara tá em casa, Murta. No Globo Esporte do último domingo, o pai dele disse que deu uns tabefes no moleque pra ele ir treinar no Fluminense, já que não tinha dinheiro para as passagens de ônibus até a Gávea. O moleque é Flamengo, desde sempre. Igualzinho a nós, fora a grana, of course! Abraço.

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      Jorge Murtinho 4 meses ago Responder

      Fala, meu irmãozinho.

      Sim, Gerson é rubro-negro de verdade, mas parece que o jogo dele mudou muito devido à passagem pelo futebol italiano, em que há muita marcação, muita pressão pela bola, muita disciplina tática.

      Melhor pra nós, né?

      Abração. SRN. Paz & Amor.

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    Jorjão Lopes 4 meses ago Responder

    SRN! Não é mais “normal perder” em casa ou fora dela, reservas seriam melhor ainda que não valesse nada, o pessoal do banco mostraria fibra, muita libra!

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      Jorge Murtinho 4 meses ago Responder

      Fala, Jorjão.

      Então, rapaz, a questão não é ser normal ou não, um dirigente ou técnico de um clube jamais pode afirmar isso. Só que é humano. Por isso, concordo: teria sido muito melhor, até para evitar qualquer tipo de controvérsia, escalar os reservas.

      Abração. SRN. Paz & Amor.

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    Marcos 4 meses ago Responder

    Verdade mr. Jorge, muito bem resgatados os exemplos de Bahia e CSA. Fenômeno parecido aconteceu nesse 0x4, acrescendo-se a elevada possibilidade de um gás extra por parte dos caras do Santos, interessados em vir para o poderoso Flamengo em 2020.

    Não há dúvidas de que a postura no mundial será diametralmente oposta.

    SRN

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      Jorge Murtinho 4 meses ago Responder

      Fala, Marcos.

      Além de ter acontecido mais ou menos a mesma coisa, de certa forma foi bem pior, porque já tínhamos conquistado as duas competições – algo que nunca ninguém conseguiu no futebol brasileiro. Repito: não me venham falar do Santos de 62 ou 63, que ganhou a Taça Brasil, competição com cinco ou seis jogos e apenas dois adversários.

      Abração. SRN. Paz & Amor.

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    Rasiko 4 meses ago Responder

    Não entendi e não gostei.

    Se de antemão o Mister já sabia que o time estava desmotivado e sem querer arriscar seus preciosos tornozelos de olho no Mundial, não entendi porque não escalou todos os reservas que, é muito provável, iriam querer mostrar serviço.

    E não gostei simplesmente porque não gosto de ver o Flamengo perder, que dirá daquele jeito e com goleada, não importa a explicação e a desculpa que venha a cavalo.

    Como consolo, o Mister também é humano. Mas que errou feio, errou.

    srn p&a

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      Rasiko 4 meses ago Responder

      Jorge, como a essas alturas você já deve saber, quando ainda jornalista minha editoria era de música, cultura e entretenimento – especialmente música, paixão de sempre. Quando cobria a 1ª edição do Free-Jazz Festival em 1985 pro Correio Braziliensenaquele hotel (acho que Nacional), o Fernando Henrique ainda jovem senador estava presente (a referência é só pra situar) e fui entrevistar o McFerrin enquanto minha fotógrafa tinha a missão de achar heroína pro Chet Baker, o genial pistonista doidão. O maluco colocou como condição sinequanon pra se apresentar – dizia que “without my love, no business”. Não por acaso, eu tinha a mania de fazer sons com a boca e batendo no corpo antes mesmo de conhecer o McFerrin. Quando subimos no elevador sugeri a ele que cada um falasse na sua língua o mais acelerado possível e tentando encontrar um ritmo naquela confusão. Ele adorou, todos gostaram, rimos muito e ficamos amigos. No ano seguinte nos encontramos quando fui morar em NYork como correspondente do Correio e da Última Hora (tenho até hoje a carteira-identificação de jornalista dada pelo DPNY pra facilitar a entrada em locais só permitidos à imprensa).

      Curiosidades: o nome Free-Jazz não tem nada a ver com Free-Jazz, mas sim com o cigarro Free da patrocinadora Souza Cruz.
      Chet Baker foi o inspirador de João Gilberto no seu jeito intimista de cantar.

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        Jorge Murtinho 4 meses ago Responder

        Meu querido Rasiko,

        Essas suas histórias são das melhores coisas que acontecem aqui no blog. Cada experiência mais bacana que a outra, e é muito legal você compartilhar com a gente.

        Sim, sim, essa do Free Jazz eu sabia. O projeto morreu, creio, com o aperto na legislação a respeito da propaganda e de ações promocionais envolvendo o produto cigarro.

        Abração. SRN. Paz & Amor.

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      Jorge Murtinho 4 meses ago Responder

      Fala, Rasiko.

      Pra não te dar o trabalho de ter que procurar outras respostas, vou copiar e colar aqui o que respondi no comentário do Xisto. Lá vai:

      “Não há dúvida: nos acostumamos mal. Como escrevi no post, perder nunca é prazeroso, mas também não é pra sentir a derrota como algo humilhante. Os caras correram como se estivessem numa final de Libertadores, enquanto nós tínhamos acabado de sair dela. Não havia por que correr atrás deles.

      E outra: com todos aqueles fracassos listados no segundo parágrafo, há tempos o Santos está disputando apenas o Campeonato Brasileiro. Um time muito mais descansado, com muito mais tempo pra treinar, sem qualquer pressão em partidas decisivas.

      Quero destacar um ponto do seu comentário, e que não abordei no texto de propósito: apesar das “brincadeiras” sobre os desempenhos individuais, não quis me estender nos erros e o maior de todos foi, justamente, de Jorge Jesus: ter escalado o time titular.

      Tenho a impressão de que, como costuma acontecer com figuras públicas que alcançam um destaque assombroso, Jorge Jesus muitas vezes encarna um personagem. E uma das características do personagem Jorge Jesus é a de não poupar jogadores. Contra o Santos, errou. A não ser que – mistérios da alma humana, quem há de decifrá-los? – ele quisesse, justamente, que os titulares tomassem uma lambada, para perceber – às vésperas do Mundial – a necessidade da concentração, do foco etc.”

      Tá valendo, não tá não?

      Abração. SRN. Paz & Amor.

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        Rasiko 4 meses ago Responder

        A tua alma não tem mistério, meu irmão: é muito nobre. Só você pra encontrar um esconderijo na mente maquiavélica do JJ pra explicar a derrapada. Nice try – hahaha.

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    Aureo Rocha 4 meses ago Responder

    Não estou com saco para discorrer sobre o jogo de ontem.

    Mas, é isso mesmo Murtinho, o negócio é “não se preocupar e ser feliz.”

    Bobby McFerrin é gênio. Extensão de quatro oitavas. Incrível!
    Para quem respira música 24 horas por dia, como eu respiro, a lembrança dessa música foi um achado para alegrar o meu dia.

    O interessante no arranjo que trago (sem duplo sentido) é que a gravação não tem instrumentos musicais, foi cantado à capela. Magnífico o baixo feito com a própria voz pelo McFerrin.

    E já que Murtinho não nos trouxe as azuzinhas, seguem abaixo para quem pretender aumentar o fluxo sanguíneo:

    https://www.youtube.com/watch?v=d-diB65scQU

    Muito boa também a versão abaixo:

    https://www.youtube.com/watch?v=qWFs9VAsCXs

    Felizes Saudações Rubro-Negras.

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      Jorge Murtinho 4 meses ago Responder

      Fala, Aureo.

      Sabe a incompatibilidade que existe entre o Márcio Araújo e a bola? É mais ou menos a mesma que existe entre mim e as letrinhas azuis. Já me conformei com isso, jogo no time do mestre Carlos Moraes.

      De qualquer modo, não se deixe desalegrar por causa de uma pancada num jogo que não valia nada. 2019 é nosso.

      Abração. SRN. Paz & Amor.

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    chacal 4 meses ago Responder

    murtinho,

    toda a sua análise foi perfeita !
    só gostaria de acrescentar uma cena cômica que aconteceu após o jogo.
    o jogador marinho que por diversas vezes declarou que gostaria de jogar no flamengo,assim que o juiz soprou o apito final,ele correu em direção ão mister deu um puxão nele e falou algumas coisas no ouvido que na hora deu pra perceber que o JJ cagou…
    achei que foi um pedido de emprego.

    SRN !

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      Jorge Murtinho 4 meses ago Responder

      Fala, Chacal.

      Pois é, rapaz. Depois do que aconteceu com Gabriel e Bruno Henrique, e com a confusão interna e administrativa que é o Santos atual, os caras devem estar doidos pra cavar um empreguinho no Ninho. Já falaram no Gustavo Henrique, andam citando o Soteldo, tem essa história aí do Marinho.

      Foi com essa disposição que eles jogaram. Na minha opinião, não era mesmo pro nosso time correr atrás.

      Abração. SRN. Paz & Amor.

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    The Trooper 4 meses ago Responder

    No texto só constam verdades.

    E também é verdade que 4 x 0 foi pouco, e que bom que teve pouco acréscimo, porque podia ficar humilhante.

    Também é verdade que, independentemente dos títulos conquistados, e daquele que ainda conquistaremos, não se sai de um 0 x 4 dando pulinhos e rodando camisa em campo. Foi anti-natural e feio.

    Quem pensa em vencer o melhor time do mundo não pode apanhar como apanhou, mesmo sem jogar no seu 100%. Pra isso, era melhor botar a molecada pra jogar.

    Enfim, o resultado de ontem não muda em nada a temporada do Flamengo. Mas espero que esses jogadores não viajem achando que já ganharam tudo que podiam, independente do que façam em campo no outro lado do mundo. Porque o Liverpool não tem demonstrado pena.

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      Jorge Murtinho 4 meses ago Responder

      Fala, Trooper.

      Acho que as respostas vão seguir todas mais ou menos na mesma linha.

      Discordo apenas do uso, tanto aqui, Trooper, quanto no comentário do Xisto, da palavra humilhação. Se a gente não liga pro Campeonato Carioca, não liga pra Flórida Cup, não liga para amistosos (eu, pelo menos, não ligo), por que dar importância a esse jogo? Um jogo em que os caras entraram babando e – quem sabe? – talvez até cavando uma sondagem rubro-negra para o ano que vem?

      Quanto ao final do seu comentário, reitero o que coloquei lá na resposta ao Xisto: será que não era exatamente essa a mensagem que Jorge Jesus queria deixar claro aos titulares? Se não ralarem, o Mundial não vem.

      Abração. SRN. Paz & Amor.

      Concordo com o erro na escalação: que entrássemos

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    Xisto Beldroegas 4 meses ago Responder

    Murtinho, parabéns pela análise psicológica dos personagens, inclusive comparando com outros momentos semelhantes dessa maravilhosa trajetória rubro-negra, mas por mais que você untou a pílula com óleos místicos de algum mosteiro perdido nos altos do Tibet eu não consigo engoli-la, não gostei nem um pouco do que vi, o que não quer dizer coisíssima nenhuma, pois no momento atual eu não gosto de muita coisa e elas, as coisas, continuam acontecendo, cagando e andando pra mim. Não gostei nada dessa maneira grotesca como o Flamengo perdeu. Um jogo que não serviu pra porra nenhuma, não foi treino nem jogo, os caras foram lá e ficaram olhando os do Santos jogarem, nem sei se houve algum bocejo de permeio. Por que não colocar os jovens sedentos de seu lugar ao sol, pelo menos correria íamos ter. Não sei se o motivo de minha amargura é o gosto de ressaca seca, aquela que a gente tem as segundas-feiras sem ter bebido nada e que me lembrava as que eu tinha após jogo de um outro Flamengo bem recente dos abéis da vida, não me senti nada bem, achei uma escrotidão uma mancha desnecessária, talvez até humilhante na nossa atual saga. Espero que só fiquemos nesse pesadelo e que toda sua excelente análise de caracteres até se repita, claro, como um merecido relaxamento após ganharmos o mundial.

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      Jorge Murtinho 4 meses ago Responder

      Grande Xisto!

      Não há dúvida: nos acostumamos mal. Como escrevi no post, perder nunca é prazeroso, mas também não é pra sentir a derrota como algo humilhante. Os caras correram como se estivessem numa final de Libertadores, enquanto nós tínhamos acabado de sair dela. Não havia por que correr atrás deles.

      E outra: com todos aqueles fracassos listados no segundo parágrafo, há tempos o Santos está disputando apenas o Campeonato Brasileiro. Um time muito mais descansado, com muito mais tempo pra treinar, sem qualquer pressão em partidas decisivas.

      Quero destacar um ponto do seu comentário, e que não abordei no texto de propósito: apesar das “brincadeiras” sobre os desempenhos individuais, não quis me estender nos erros e o maior de todos foi, justamente, de Jorge Jesus: ter escalado o time titular.

      Tenho a impressão de que, como costuma acontecer com figuras públicas que alcançam um destaque assombroso, Jorge Jesus muitas vezes encarna um personagem. E uma das características do personagem Jorge Jesus é a de não poupar jogadores. Contra o Santos, errou. A não ser que – mistérios da alma humana, quem há de decifrá-los? – ele quisesse, justamente, que os titulares tomassem uma lambada, para perceber – às vésperas do Mundial – a necessidade da concentração, do foco etc.

      Abração. SRN. Paz & Amor.

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