República Paz & Amor

Por favor, aguarde...

República Paz & Amor

Para emoldurar.

Por | 26 de agosto de 2019
Bike 1Form
28 Comments
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    chacal 3 meses ago Responder

    ai murtinho,avisa para a Bia rago que o jogo liverpool x palmeiras foi adiado !

    SRN !

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    Rasiko 3 meses ago Responder

    Não lembro a última vez que fiquei assim tão nervosinho e ansioso prum jogo chegar logo. E essa bem vinda ansiedade é fruto da segurança que o time tá passando pro torcedor, que se sente confiante.

    Impossível, impossível, não é, mas vai ser muito difícil tirar esse pão da boca do Flamengo. Não pela vantagem, mas pelo que o time está jogando. Os primeiros 15, 20 minutos vão ser decisivos. O Inter vai vir com tudo pra marcar um gol e aí qualquer contrataque nosso pode e deve ser letal. Alguns comentaristas disseram que o Flamengo só precisa de 1 gol, porque aí o Inter iria precisar de 4. Mas na verdade o Flamengo não precisa de gol nenhum; ele não pode é tomar gol, ou melhor, gols. Repito: não me baseio apenas na vantagem que é enorme, mas numa conjunção de fatores – time embalado, com consciência tática, maturidade pra não sofrer pressão da torcida, JJ barrando qualquer possibilidade de oba-oba, compromisso e entrega, somados ao rolo compressor que tem sido o time como um todo e não apenas o ataque (o 1º gol foi dos zagueiros, Rodrigo Caio e Pablo Vittar). Aliás, esse é outro aspecto que os “especialistas” insistem em ignorar quando se referem ao Flamengo como uma máquina do meio pra frente, esquecendo que a defesa, incluindo o goleiro, tem 4 jogadores de seleção e o espanhol aparecendo como gratíssima surpresa (o custo-benefício é excelente).

    Tô preparado e concentrado. Vamu pru jogo.

    snr p&a

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      João Neto 3 meses ago Responder

      Que passa, man? Pablo Vittar?

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    Xisto Beldroegas 3 meses ago Responder

    Não sei se eu estou enxergando coisas que não existem, mas achei que num pronunciamento de um dirigente lá deles, “quem não confiar não deve aparecer”, ou coisa semelhante, uma carga pesada de medo. Além do que é tanta falação, tipo “a derrota contra o Goiás não modifica nada” sem que lhes tenham perguntado nada que se o lado psicológico prevalecer os caras já estão derrotados.

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      Jorge Murtinho 3 meses ago Responder

      Grande Xisto!

      Eu não sei, rapaz. Claro que no futebol o lado psicológico conta demais, mas a coisa acaba se resolvendo mesmo é no campo. E esse é o esporte das surpresas. Aliás, no mesmo capítulo do livro que recomendei ao João Neto (“O drible”, de Sérgio Rodrigues), o personagem aprofunda isso. Começa o jogo, alguém escapa pela ponta, vai cruzar, erra o cruzamento, a bola encobre o goleiro e entra, pronto. Muda a porra toda.

      Agora: não há como entrar em campo, contra esse time do Flamengo, sem sentir um certo arrepio.

      Abração. SRN. Paz & Amor.

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    Ricardo 3 meses ago Responder

    Da gosto ver esse Flamengo jogar. E pode muito mais. Porque o Jesus quer mais, cada vez mais.
    Pro meu gosto só falta uma cria do ninho entre os titulares. No time campeão de 2009 eram só dois.
    Mas nesse agora tem jogadores pra todos os gostos, raçudos, precisos, velozes e os que jogam chupando manga.
    E parece que o ambiente entre eles é muito bom. São cobrados e não reclamam.
    A jogada do segundo gol contra o Ceará é a carta de intenções desse time. Bola de pé em pé, coisa de time que sabe o que quer. E o garoto das chuteiras amarelas pra finalizar, chupando manga.
    Só falta a Taça

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      Jorge Murtinho 3 meses ago Responder

      Fala, Ricardo.

      Hahaha! Saldanha usava a expressão “joga chupando laranjas”. Você prefere “chupando mangas”. Dá no mesmo: ambas definem o cara que joga fácil.

      Ponto importante: ao contrário de corpo mole e chinelice, tá parecendo mesmo que os caras compreenderam o “no pain, no gain” de Jorge Jesus. Independentemente do estilo de cada um, não há outro jeito de fazer história no clube.

      Vamos torcer para que, ao final da temporada, não fique faltando nada.

      Abração. SRN. Paz & Amor.

      PS: Posso estar enganado, mas no time-base de 2009 – e mesmo se levarmos em conta mais cinco ou seis que foram importantes na campanha – o único formado na Gávea era o Adriano. O outro poderia ser o Ibson, mas ele saiu antes do final do primeiro turno. E Bruno Mezenga jogou pouquíssimo, aí não conta. Tô errado?

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        Carlos Moraes 3 meses ago Responder

        Daria nota 8,5 para a sua memória.

        Ibson saiu ainda nos primeiros jogos, quando quase nada fizemos de bom, Mezenga atuou apenas em 7 jogas, quase sempre entrando ao curso de partidas, por sinal pouco brilhantes.

        Houve outros, como os dois garotos do meio campo Lenon e Camacho (este está no Athletico, era titular, mas, junto com o Thiago Heleno, andou tomando um certo chá de ervas e pegou suspensão), de outra geração o Erick Flores, todos atuando muito pouco.

        Ainda sem qualquer importância o goleiro Diego, que atuou em uma partida, a única que o Bruno não atuou (foi o jogador que mais esteve em campo, por trinta e sete vezes, integralmente).

        Sabe que não me lembro bem !
        Aquele zagueiro horrível, o Wellinton, foi da base (Int.) Acho que sim.
        Este atuou muitas vezes, para desespero de muitos.

        Todos sem expressão, como ainda Bruno Paulo (só fez de bom aquele gol no Santos, no turno) e Rafael Galhardo.

        OITO E MEIO é uma ótima nota.
        Aprovado com louvor !

        SRN
        FLAMENGO SEMPRE

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    Fernando Amadeo 3 meses ago Responder

    Prezado Murtinho,
    Que delícia ver o Flamengo de hoje. Um time integrado por 11 excelentes jogadores, muito bem organizado em campo, cada um sabendo o tem que fazer, onde se posicionar, praticando futebol solidário, objetivo, obcecado pelo gol, infernizando as defesas adversárias. Ou seja, Flamengo sendo Flamengo!
    Que grata surpresa o João Lucas! Como sói acontecer em suas perfeitas análises pós jogos, você disse tudo: após seus acertos na defesa, culminando com o seu “golaço”, como bem classificou The Trooper, o garoto se encontrou e fez um partidaço. Aliás, no “tiki-taka” que antecedeu o 2º gol a bola que ele recebeu do Pablo Marí veio difícil, um pouco alta. Mesmo pressionado, JL dominou bem, quase sobre a linha lateral do campo e, sem deixar sair, serviu o Berrío. Pena que o péssimo campo estragou a tentativa, quando de sua subida ao ataque, de cruzamento para a área, já no 2º tempo. Também podemos atribuir aos inúmeros buracos no gramado, por sinal muito mal cuidado, o gol perdido pelo Berrío no início do jogo.
    Alô, CBF? Que tal distribuir um pouquinho da sua fortuna para contribuir para a preservação de bons gramados no Brasileirão?
    Não à toa o campo é a regra número 1. Somente sobre um campo plano, sem buracos ou ondulações, pode-se jogar futebol. Do contrário, estaremos praticando outro esporte. João Saldanha dizia isso, desde sempre.
    Atribuo menção honrosa ao René, pela feliz e oportuna visão, na reta final do “tiki-taka” que culminou no bonito 2º gol, descobrindo e infiltrando-se no buraco que se abriu na intermediária do adversário e, com propriedade, serviu o Gabigol igualmente livre, que também serviu o Berrío, ainda mais livre.
    Bom, o gol Puskás do Arrascaeta fechou com chave de ouro o excelente jogo do Flamengo. Linda jogada, desde o lançamento do Arão para o Rafinha e o passe deste, típico de quem sabe jogar futebol, trata a bola por “você”. Nossa lateral direita, depois de um longo e tenebroso inverno, voltou a ser ocupada por craque de bola.
    Enfim, espero que o Gabigol seja menos “fominha”, que nossa dupla de zaga central deixe de atrasar bolas para o goleiro com emoção e que nossos atacantes reduzam a zero as perdas de gol!
    SRN! Quarta-feira, pra cima deles, Flamengo!

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      Jorge Murtinho 3 meses ago Responder

      Fala, Fernando.

      Há quanto tempo não sentimos esse prazer em ver um time do Flamengo jogar?

      Muito bem lembrado o domínio de João Lucas no passe do Pablo Marí, seguido pelo giro rápido para acionar Berrío com uma bola rente à linha lateral.

      A qualidade dos gramados no Brasil é um absurdo. Acho que caberia aos clubes com maior capacidade de investimento – Flamengo, Palmeiras, São Paulo, sei lá quem mais – a iniciativa de pressionar a CBF, porque é inadmissível você gastar uma grana preta para contratar o Bruno Henrique e o Arrascaeta, manter o Dudu e o Antony, e botar os caras pra jogar em campos sem a mínima condição. E nem é o caso de se falar em Inglaterra ou Alemanha: outro dia eu vi o comecinho de LDU e Boca Juniors, pela Libertadores, partida disputada em Quito. O gramado parecia um tapete. E também não é o caso de se falar em clima: o campo da Vila Belmiro parece sempre em excelentes condições. A gente não consegue porque não tem vergonha na cara e porque não há a devida cobrança.

      Concordo: a emoção poderia ficar apenas com os caras lá da frente.

      Abração. SRN. Paz & Amor.

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    Xisto Beldroegas 3 meses ago Responder

    E o nosso Berio, hein, eu estou me penitenciando, o general da banda deu duas assistências fundamentais, aliás, não sei se é a tal jogada ensaiada , mas ele há muito vem tentando esses passes fundamentais, dessa vez deu certo. Parabéns, Blecaute.

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    Alessandro Matos 3 meses ago Responder

    O time tem variações, coisa rara de se ver, não joga a bola a esmo pra grande área como o Flamengo fazia pouco tempo atrás.

    A cada jogo o Flamengo vai demostrando maturidade e confiança, os jogadores estão quase no automático , procurando jogadas e executando com mais frequência, isso é treinamento, treinamento e treinamento, e claro cobrança do técnico que sabe o que está fazendo e conhecendo seus jogadores está tirando o melhor de cada um.

    Acho que agora em diante o técnico vai ter mais trabalho, pois vai ter que conter a euforia e o entusiasmo que o time vai ter , fazer com que os jogadores se concentrem o máximo e focar no jogo do momento e não deixar que a soberba suba na cabeça deles.
    Pela experiência do JJ acredito que vá ter êxito e vamos ser campeão no mínimo uma vez esse ano.

    O gol do Arrascaeta é de uma beleza de parar o tempo, pensar como a vida é gratificante para quem trabalha e ao final do dia é compensado com o amor de sua família , um beijo de sua mulher, o abraço carinhoso de seus filhos, a alegria do seu cão amigo fiel que lhe abana x quando chega em casa.

    Gol de craque das antigas, gol do camisa 10, gol de placa, gol perfeito e no estilo Brasileiro perdido por tantos treineros gaúchos que preferem a defesa ao brilho do jogo,

    Quem diria que o futebol do Flamengo (Brasil) está sendo reencontrado por um português e jogado como no passado de glória por um uruguaio.

    Espero que o JJ tenha essa capacidade de conter os ânimos do jogadores até sermos campeões, pois a torcida já está num nível hard de otimismo, que agora é só esperar pra saí o grito engasgado por tantos anos .

    Como é bom ser flamenguista e saber que tem uma nação que ama o Flamengo assim como eu e fica mais otimista a cada dia vendo o Flamengo jogando com tanta segurança e sabendo o que fazer pra conquistar a vitória.

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      Jorge Murtinho 3 meses ago Responder

      Meu camarada Alessandro.

      Pois é. Além de dar a clássica freada para conter a euforia, outro trabalho de Jorge Jesus será o de buscar fórmulas para surpreender sempre. Confesso que, na condição de torcedor, me senti surpreendido com o jeito equilibrado e consciente que o time mostrou na vitória sobre o Inter. E contra o Ceará, valeram a capacidade de conter o entusiasmo inicial do mandante, a objetividade nas jogadas ofensivas e, por fim, o fato de continuar procurando o gol sem se desgastar e sem correr riscos de contusões.

      Você usou a palavra certa: maturidade. Pegando carona no comentário do Aureo Rocha, é impressionante como Jorge Jesus conseguiu tudo isso em apenas dois meses.

      Vamo que vamo.

      Abração. SRN. Paz & Amor.

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        The Trooper 3 meses ago Responder

        Perfeito comentário do Alessandro (mais um).

        Quanto à boa surpresa que o Jesus nos causa com tamanha evolução em apenas 2 meses, devo confessar que não me surpreendi tanto assim. Aliás, no momento do anúncio da contratação já comentei aqui que a evolução seria enorme.

        Primeiro, porque o Flamengo tinha um grande time. Depois, porque o nível tático primário em que o time se encontrava era capaz de ser melhorado até por mim. Por fim, trata-se de um treinador com histórico de sucesso em uma melhores escolas de treinadores do mundo, se não a melhor.

        Surpresa pra mim seria o Flamengo não evoluir brutal e rapidamente.

        Comparando, vendo um Cruzeiro e um Palmeiras jogarem, chega a ser vergonhoso que seus treinadores tenha sido técnicos da seleção em algum momento da vida, um deles inclusive em duas Copas. Nossa decadência tática e técnica não se deu à toa. Ninguém sobrevive a isso sem sequelas.

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    The Trooper 3 meses ago Responder

    Foram 4 golaços.

    O primeiro, numa jogada ensaiada sensacional. E olha que quem adorava lateral na área era o Abelão, mas aparentemente nunca se deu ao trabalho de raciocinar e ensaiar alguma coisa.

    O segundo, um dificílimo golaço do João Lucas, que evitou um empate que certamente mudaria todo o panorama do jogo.

    O terceiro, uma troca de passes de primeira de mais de um minuto, até a inteligente assistência do Berrío e a conclusão perfeita.

    O quarto, o segundo gol mais bonito que eu vi o Flamengo o fazer em vida. O gol do reserva do Abel perde apenas para o gol do tri, do Pet. Coincidências: foi no mesmo ângulo, e o Pet estava comentando a partida no Premiere.

    Partida impecável do Flamengo, sem 6 titulares.

    Apesar disso, sangue no gelo, que o jogo da semana é na quinta.

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      Rasiko 3 meses ago Responder

      Artes não se comparam, mas é bom lembrar que o gol do Pet foi com a bola parada; o grau de dificuldade do Arrascaeta foi muito maior.

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        Jorge Murtinho 3 meses ago Responder

        Grande Rasiko!

        Aquele gol do Pet tem alguns elementos muito especiais.

        Você tem razão, o fato de ter sido de falta reduz o grau de dificuldade em relação à bicicleta do Arrascaeta, mas pensa só:

        1) Era decisão de campeonato, numa época em que o estadual ainda tinha importância.

        2) Valia um raro tricampeonato.

        3) Era preciso vencer o clássico por dois gols de diferença.

        4) O relógio marcava 43 minutos do segundo tempo. (O gol de Arrascaeta foi aos 51, mas a partida estava definida.)

        5) Diferentemente do que acontece com a bola rolando, na cobrança de falta o tempo para e os olhos se fixam em dois caras: o que bate e o que defende. É muita concentração, muita expectativa e, consequentemente, muita emoção.

        6) Helton era um excelente goleiro.

        7) A bola entrou no único lugar possível. Meio milímetro pro lado e Helton pegaria.

        Sei lá. Mais bonito que o do Arrascaeta, talvez não. Mas aquele foi, sem dúvida, o gol de falta mais bonito de toda a história do futebol. E como diria meu camarada Alessandro Matos, como é bom ser flamenguista e poder discutir esse tipo de coisa.

        Abração. SRN. Paz & Amor.

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      Jorge Murtinho 3 meses ago Responder

      Fala, Trooper.

      Outro que é fã de lateral na área é o Cuca. Pelo menos foi assim no título brasileiro do Palmeiras, em 2016. Deve estar se fartando (não tenho acompanhado) com Reinaldo no São Paulo.

      Muito importante a valorização do corte feito pelo João Lucas, que obviamente valeu por um gol. Caso conseguisse o empate ali, o Ceará talvez tivesse complicado a nossa vida. Futebol é cheio disso: jogadas que mudam a história do jogo. Aliás, a por vezes maçante descrição dos “lances principais” tem como um de seus objetivos corrigir a injustiça que é feita com a turma da cozinha, na cobertura televisiva e jornalística de modo geral. A tevê só mostra o cara que dá o último passe e o que manda pra rede; os jornais e sites citam apenas esses dois.

      Por favor, Trooper, não me lembre essa história de que o cara era reserva na escalação do Abel. Uma das histórias mais cabulosas da história do futebol rubro-negro.

      Foi bacana mesmo o fato do Pet estar comentando a partida no PFC. Corneteiro toda vida (Luiz Carlos Júnior até reclamou disso, quando Pet o corrigiu por ter confundido “formação” com “escalação”), ele encheu a bola do Everton Ribeiro pelos dois passes magníficos – o primeiro para a cabeçada de Willian Arão, o segundo para a conclusão de Bruno Henrique.

      Pequena correção: o jogo da semana é na quarta. Mas o sangue no gelo continua valendo.

      Abração. SRN. Paz & Amor.

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    João Neto 3 meses ago Responder

    O jogo de ontem me fez lembrar alguns jogos da Seleção Brasileira de 1970. Copa do Mundo do México. Não que os jogos tenham sido memoráveis no transcorrer de todo o seu tempo. Com certeza, não. Mas, ocorriam lances inesperados por pleno talento dos jogadores. De uma partida aparentemente monótona, lances cerebrais surgiam por encanto. Se fizessem um resumo dos melhores momentos, algumas partidas seriam lembradas como uma das melhores de todos os tempos. Como até hoje, são. O que na sua integralidade, seria inimaginário. A peleja teve essa mesma referência. Lances geniais em uma partida arrastada em grande parte de seu todo.

    Por pura curiosidade e, agora, por sua citação, me veio à memória dois jogadores que não tive oportunidade de ver. Fatores temporários impediram a pretensão. São eles Heleno de Freitas e Fio Maravilha.

    O primeiro, conheci pela sua biografia. Um jogador fantástico que teve sua vida retratada em uma película. Esse eu gostaria de ter visto jogar. Um personagem polêmico que teve a morte abreviada. Bacharel em Direito em uma época em que o jogador de futebol era discriminado. Entra na Escola dos notáveis Afonsinho, Tostão e Sócrates.

    O segundo, Fio Maravilha. Esse por causa das reportagens e citações de flamenguistas. Deve ter sido uma mistura de Peu, Obina e Berrio. Uma figura.
    O cara foi imortalizado em uma de Jorge Ben, com quem veio a se indispor. Sem comentários…

    Pelé, Zico, Pet…Arrascaeta. A camisa 10 procura o seu potencial dono.

    SRN

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      João Neto 3 meses ago Responder

      Música

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      Jorge Murtinho 3 meses ago Responder

      Fala, João.

      Você abordou um ponto interessante, que embora sem ser o eixo do seu comentário merece uma observação. Da mesma forma que não existe time que jogue bem em todas as partidas, é impossível que um time – e até mesmo um único jogador – atue sem erros durante os noventa minutos. No post, classifiquei a atuação de Rodrigo Caio como irrepreensível, mas aos 22 minutos do 2º tempo, por exemplo, ele errou uma saída de bola (tá lá na descrição dos “Lances principais”) que originou uma jogada de relativo perigo em favor do Ceará. Alguns momentos da seleção de 70 são escabrosos. Pelé cobrando falta na arquibancada, uma pixotada de Everaldo que por pouco não vira gol da Inglaterra, Clodoaldo entregando o ouro no gol de empate da Itália (justo na final), etc., etc.

      Há um livro muito bom do Sérgio Rodrigues, chamado “O drible” – não é exatamente sobre futebol, mas o futebol funciona como pano de fundo -, em que ele descreve, dos 18 aos 28 minutos do 1º tempo, dez minutos do que pode haver de mais pavoroso, numa partida que até hoje é considerada uma das melhores da história das copas, a semifinal de 1958 entre Brasil e França. É genial. Se puder, leia, você vai gostar.

      Também não vi Heleno jogar. Lembro do meu pai falando dele e do que assisti no filme dirigido por José Henrique Fonseca, filho do grande escritor Rubem Fonseca. Quanto ao Fio, vi bastante, na virada da década de sessenta para a de setenta e, por coincidência, mais tarde ele viria a ter uma namorada que morava na mesma rua que eu, a Lauro Muller. O irmão mais novo do Fio, Dudu, que foi companheiro de Zico no juvenil do Flamengo, chegou a jogar no time de pelada lá da rua. (Falo sobre isso num dos meus posts aqui no RP&A de que mais gosto, “O dia em que joguei ao lado de Geraldo”, publicado em 26 de agosto de 2016.) Fio era um jogador curioso. Era inteligente e habilidoso, só que isso o fazia, muitas vezes, tentar jogadas improváveis e que quase sempre se transformavam em micos completos. Quando acertava, virava música – “Fio Maravilha”, que Jorge Benjor teve que transformar em “Filho Maravilha”, por conta da tal indisposição que você citou.

      Peu estava a léguas de distância de ser craque, mas também não era mau jogador. Às vezes, a imagem folclórica que se faz de certos caras acaba prejudicando-os. De certa forma, o mesmo pode ser dito do Obina, com a história do “ôô, Obina é melhor que Eto’o”. Dos três, creio que o que mais se aproxima do Fio é mesmo Berrío, pela surpreendente combinação de jogadas bisonhas (infelizmente, a maioria) com grandes momentos (infelizmente, poucos). O lance no segundo gol da vitória sobre o Ceará foi precioso. Ameaçou cruzar, fazendo toda a zaga correr para a pequena área, e rolou com açúcar para Gabriel encher o pé. Da mesma forma, aquele drible em cima de Victor Luis (hoje no Palmeiras) que surpreendeu o Maracanã, na semifinal da Copa do Brasil de 2017 contra o Botafogo. Fio era mais técnico, jogava como meia-atacante, mas a inconstância e a imprevisibilidade se parecem.

      Ótimo comentário, João. Valeu.

      Abração. SRN. Paz & Amor.

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    Aureo Rocha 3 meses ago Responder

    Jorge Murtinho, vou repetir aqui em parte o meu comentário postado no artigo do Arthur Muhlenberg:

    Nós temos dinheiro em caixa, ótimo elenco e excelente técnico. Porém, não basta nada disso para alçarmos voos mais altos, se não tivermos um grande time. Por isso, necessária ainda uma boa dose de cautela, porque um grande time não se constrói da noite para o dia.

    JJ, logo ao chegar no Flamengo, andou me preocupando. Houve partidas em que os jogadores pareciam perdidos dentro de campo. Um verdadeiro bando. Mas, aos poucos o time foi encorpando, tomando forma, assimilando as ideias e conceitos do português.

    E, ontem, na vitória sobre o Ceará, eu vislumbrei o início da construção de um timaço. Nada com o placar, com a beleza do segundo gol ou com a mágica do terceiro. Contudo, com a expressiva apresentação coletiva do time. Exibição de gala, do goleiro ao ponta esquerda, como se dizia no passado.

    A inegável qualidade técnica dos jogadores começa a funcionar a favor do coletivo. Assim, a capacidade individual de jogar bola de alguns some um pouco em prol do conjunto.
    É claro que esse atributo irá sempre aparecer em determinadas circunstâncias, como na bicicleta do Arrascaeta.

    SRN!

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      Jorge Murtinho 3 meses ago Responder

      Fala, Aureo.

      Sem dúvida. Os grandes times vão se mostrando aos poucos, e esse me parece outro mérito do Flamengo atual: é muito pouco tempo para jogar tudo o que está jogando.

      Claro que haverá tropeços e decepções aqui e ali, sem isso não seria futebol, mas o avanço tático e também individual (o caso do Willian Arão é o mais flagrante de todos) é impressionante.

      Acho que o que você vislumbrou contra o Ceará também pôde ser visto, apesar de todas as dificuldades do jogo, na vitória sobre o Inter. Apresentação coletiva, consciência tática, equilíbrio, maturidade. Qualidades exclusivas dos grandes times.

      Agora é torcer para continuar evoluindo, mas esses dois primeiros meses do Flamengo sob a direção de Jorge Jesus são extremamente animadores.

      Abração. SRN. Paz & Amor.

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    Carlos Moraes 3 meses ago Responder

    Há muito tempo, e ponham muito nisto, não via algo, em campos brasileiros, como a bicicleta do Arrascaeta.

    Pára tudo.

    Começaremos de novo a partir do próximo sábado.

    SRN
    FLAMENGO SEMPRE

    PS – a citação do insuperável João Saldanha foi perfeita. ^Chupando laranjas^. Ná época de ouro do nosso futebol, eram muitos.

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      Jorge Murtinho 3 meses ago Responder

      Meu amigo Carlos Moraes.

      O movimento de Arrascaeta foi perfeito, o lugar onde a bola entrou aumentou a plasticidade do lance, e é justo não esquecer o ótimo passe de Willian Arão (que quase não aparece nos replays e giffs), Rafinha levantando a cabeça (que diferença para laterais que atuam e cruzam com os olhos enterrados no chão) e sua elegante batida na bola.

      Convém também não esquecer o detalhe da sorte: se o passe do Rafinha tivesse chegado um pouco à frente – e, com certeza, era ali que ele queria lançar -, provavelmente Arrascaeta mataria no peito e faria o gol de um jeito mais tradicional. Mas o fato de ter chegado um tostãozinho atrás foi o que permitiu o lance mágico.

      E já que você gostou da citação do Saldanha, creio que vale relembrar Nelson: um homem sem sorte não deve sequer chupar um Chicabon, porque corre o risco de morrer engasgado com o palito.

      Abração. SRN. Paz & Amor.

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    chacal 3 meses ago Responder

    esse time está me lembrando o de 81….

    3×0 no ceara ficou marcado na históriaaaaa e no rio não tem outro igual,só o flamengo é campeão mundial.

    SRN !

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      Jorge Murtinho 3 meses ago Responder

      Fala, Chacal.

      O time está empolgando mesmo. Chegar ao de 81 é difícil, porque agora Deus só participa do Jogo das Estrelas. Além disso, faltam pequenas coisas, né? Tipo: Campeonato Brasileiro, Libertadores, Mundial Interclubes. Mas que tá dando gosto, isso tá.

      Abração. SRN. Paz & Amor.

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