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O momento Gabigol de cada um

Por | 11 de julho de 2020
capadunlop
25 Comments
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    Flavio Tanaka 5 meses ago Responder

    Meu momento gabigol ocorreu lá pelos idos dos anos 70 quando em férias no RJ, provalvemente 1975 ou 76. Minha mãe me levou à gávea pela primeira vez. tinha eu na época 11 ou 12 anos e era uma manhã agradável, gávea quase vazia, tínhamos a esperança de acompanhar uma parte do treino do time de futebol.

    Havia um senhor sentado na arquibancada de concreto e minha mãe lhe perguntou se haveria alguma atividade marcada ? Ele respondeu que não sabia, de repente se virou em direção ao portão de acesso e falou. Bem o zico ali deve saber. Neste exato instante o zico caminhava calmamente em nssa direção portando uma calça jeans e camise polo.

    Quando ele chegou perto da entrada para os vestiários foi chamado pelo senhor da arquibancada e veio em nossa direção. Ficou conversando com minha mãe por uns 2/3 minutos e foi muito solícito, respondeu sobre o horário do treinamento , excursões do flamento pelo brasil etc. Até me convidou para ir conehcer o elenco, mas eu tolamente (encabulado) nem fui. Naquele dia eu comecei a ver como um ídolo deve se portar, não só em sua atividade, mas nas pequenas coisas do dia a dia.

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    Marcos 5 meses ago Responder

    Reminiscências brotaram aqui, e nem vou me atrever a narrar pra não parecer pretensioso e sem noção.

    Obs: Dunlop, vc prezou tanto pela correção na escrita que escreveu Conlurb, qd na verdade é Comlurb.

    SRN

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    claudio barbosa 5 meses ago Responder

    Sorvo suas palavras assim como vc chupetilha a caipirinha. Sinto prazer e alegria de cada frase, pensando esse é meu sangue. Longe mas é . Espetacular. Se o Verissimo ler essa crônica vai ficar com vergonha de não saber atingir esse climax. PARABENS PRIMO

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    Roberto Fla 5 meses ago Responder

    Já encomendei o meu!

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    Petronio 5 meses ago Responder

    Foi perfeito, desde a nossa viagem até o épico final, ouso dizer que foi o maior ‘fim de semana Flamengo’ da minha vida! ESPETACULAR

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    Wallace Souza 5 meses ago Responder

    Que cronica sensacional… viajarei por muitos anos em minhas lembranças…nascimento dos meus filhos,o dia q joguei vi e joguei bola com o Zico, o dia q fiz gol no Maracanã…faz a gente pensar que nossa ” vidinha” na verdade está repleta de momentos Gabigol…obrigado!!! SRN

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    Muhlenberg 5 meses ago Responder

    Espetáculo de cronica. Não me convide pra jogar Perfil, não curto fazer figuração.

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    Gabriel Barbosa 5 meses ago Responder

    Teu momento tá chegando…tem cadeira na ABL com teu nome. Grande mestre, não conheço ninguém com vida mais recheada de causos, humor e golaços!

    Ps. Que isso de “joga nada”? Jogo o fino…cheio de momentos gabigol…só ainda não passei em nenhuma peneira, mas tamos aí.

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    Mario S Dunlop 5 meses ago Responder

    Quanta história sobre sorte, todas ótimas, e todas de gente importante (ou mais ou menos). Ainda acho, depois de certa idade, que sorte mesmo é ter nascido. E que a melhor história virá amanhã

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    Alvaro Paes Leme 5 meses ago Responder

    Dunlop, parabéns, mais uma bela crônica. Eu diria que meu “gabriel” foi ver o Garrincha jogar em 1977, em uma pelada em Secretário, distrito de Petrópolis. Mas não vou contar essa estória, vim aqui fazer um pedido.

    Li uma reportagem segundo a qual você estaria fazendo uma coletânea inédita e única de crônicas do Veríssimo. Meu pedido, quase um rogo desesperado, é para que você inclua nessa busca uma crônica sensacional escrita em 1980, sobre o atentado que Ronald Reagan sofreu.

    Nela, dois aposentados, sem ter o que fazer, ficavam debatendo acerca daquela tentativa de assassinato, à luz do comentário que pululava à época, segundo o qual presidente americano eleito em ano que começava em zero nunca chegava ao final do mandato.

    E um dos aposentados, que não tinha mais o que fazer, começou a falar sobre aquelas clássicas coincidências sobre os assassinatos de JFK e Lincoln e começou a tirar da algibeira diversas outras coincidências sobre diversos outros presidentes e vice-presidentes americanos (não que ele acreditasse nelas, sempre esclarecia, era apenas porque não tinha mais o que fazer…) que envolviam até revezamento de signos astrológicos entre presidentes assassinados. Ao final, após uma teoria louca, mas que fazia todo o sentido, ele demonstrou que, a soma dos números do ano de nascimento do determinado presidente resultava no calibre da bala que atingiu Reagan. O outro aposentado, que ouvia atentamente, não aguentou e disse que o amigo tinha que levar isso ao conhecimento do governo americano, porque os americanos saberiam o que fazer com aquelas informações. Porém, os dois, analisando todos os aspectos levantados, descobriram alguns furos na linha de raciocínio e resolveram deixar para lá, pois, afinal, tudo aquela teoria havia sido feita porque eles não tinham mais o que fazer.

    Obviamente resumi a crônica e meu resumo contém imperfeições. Mas é simplesmente impagável. Foi publicada na primeira página do Caderno B e tomou a folha inteira, de tão grande (por aí, você já pode imaginar a quantidade de coincidências nunca pensadas que ele encontrou). Eu guardei essa página durante anos, mas ela se perdeu em uma mudança minha e, desde então (cerca de 10 anos), venho empreendendo uma busca incessante em arquivos do JB e da internet, mas não consigo encontrar. Pergunto a amigos, falo com pessoas. Parece que somente eu conheço essa crônica. Veríssimo está com idade avançada, reside no sul, não tenho o email dele, nem endereço de eventual assessoria de imprensa. Você surgiu do nada, qual um Gabigol, como luz de esperança para esse resgate.

    Então, peço que inclua essa crônica na sua pesquisa. Se achar interessante (acho pouco provável que não ache…) inclua na coletânea que você está montando (se é que realmente está, talvez eu tenha sonhado com a reportagem, não sei). Se você incluir, terá sido meu segundo momento Gabigol (desculpe, mas, aos 13 anos, ter pedalado mais de hora, embaixo de chuva, em uma bicicleta que só tinha armação e rodas (daquela em que se metia o pé na roda para frear) e visto Garrincha jogar ao vivo, com direito a gol anulado e famoso drible pela direita é coisa para fazer olhar o topo do Everest de cima…).

    Abraços.; Confio em você!

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      Dunlop 5 meses ago Responder

      Salve Alvaro!

      Vou na caça dessa pérola perdida! O livro já saiu e eu jamais li essa joia, mas sei onde procurar. Vou te mandar um email.

      Abraços

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        Valeu! Fico no ansioso aguardo! Segue outro email, para ter certeza de que não vou perder sua mensagem: Mesma “nick”, com sintaxe hotmail (**@hotmail.com).

        Não sei se auxilia, mas, como disse, a crônica tomou a primeira página inteira do Caderno B. O layout era a folha com o “B” garrafal no meio da página e, embaixo do “B” uma charge do Bruno Liberatti (que recentemente nos deixou): o desenho do planeta Terra, e, em cima da esfera, os dois aposentados conversando, cada um sentado em uma cadeira.

        Confio em você!

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          Marcelo Dunlop 5 meses ago Responder

          Mestre Alvaro, fiquei duas madrugadas nisso, mas como você tem Paes até na identidade, não considerei desistir nem por um segundo.

          Com a alegria de um garimpeiro congelado no Klondike, encho os pulmões e digo: ACHEI!

          Foi publicado em 11 de abril de 1981. Que maravilha de crônica.

          Vou te enviar no email. A conta Bradesco para o depósito é… brincadeira, estou enviando mesmo assim.

          Abraços e obrigado pela dica!

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            Alvaro Paes Leme 5 meses ago

            Apenas para deixar público o meu agradecimento, já li a crônica umas…. bom… Parei de contar após a 30ª…

            Registro, ainda, que consigo visualizar você, após cruzar o Yukon em um carro puxado por cães esquimós, Buck à frente, olhando para o céu, braços levantados com as duas mãos cheias de pepitas de ouro caindo pelos lado, festejando a descoberta. Tio Patinhas não teria feito melhor!…

            Valeu demais!

            Forte abraço!

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      Muhlenberg 5 meses ago Responder

      É o Alvaro Paes Leme, aquele do basquete na Band? O cara que me guiou nos primeiros passos pela NBA nos anos 80? Se for, deixo aqui meus sinceros e calorosos agradecimentos . Na epoca eu era um sólido monoglota, sem seus comentários jamais descobriria sozinho a diferença entre as regras da FIBA e da NBA ou dos papéis de um ala e de um pivô. Muito obrigado pelos ensinamentos e pela audiência. E se for um homônimo obrigado igual, e parabens pelo nome.

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        Prezado Mestre, lamento decepcioná-lo, mas não sou eu… Meu nome já deu margem a muita confusão e, principalmente, a aproveitadores, que se aproximavam de mim, pensando que eu era parente da Fernanda Paes Leme.

        Nesse passo, vale a observação de que Fernanda Paes Leme é filha de um jornalista da Band, Alvaro José, que, por seu turno, era filho de um jornalista da crônica desportiva paulistana chamado… ALVARO PAES LEME!!!

        Não sei se um deles foi o seu mentor no basquete, mas só o fato de saber que fui confundido, ainda que por breve momento, com alguém que iluminou seus horizontes em algum assunto fez com que, finalmente, eu conseguisse auferir meus 15 minutos de fama.
        Forte abraço!

        E.T.: uma modesta sugestão: quando, ano que vem, você for escrever o livro sobre o octa, recomendo abrir cada capítulo com a fota da musa da vez. Fez falta no livro do hepta…

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          Muhlenberg 5 meses ago Responder

          Valeu, vc homonimo valoroso do pai da Fernanda. As fotos não sei, custam caro, mas a ideia é otima.

          Abs
          SRN

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    Cristiano Cury 5 meses ago Responder

    Ahahahah, grande OFOF

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    Xisto Beldroegas 5 meses ago Responder

    Dunlop, é um repeteco, nem sei por que e guardei esse comentário que estou colando. Fiz já há algum tempo ( conservei a data ) e agora vem a propósito . Na ocasião, me lembro, que o Carlos Moraes pediu a fórmula.

    Hoje tem gol do Gabigol
    10.3.2020, terça-feira

    O cara já estava mais pra lá do que pra cá, quer dizer, velhusco, o cara, não é que pintou o inesperado e ele teve sucesso absoluto, será que o Viagra enfim funcionou? Ou a jurubeba, ou… aquela porrada de coisa que ele utilizava chupando do YouTube e até os milagrosos de site de sacanagem. Isso é que dá misturar tudo, agora ele não sabia o que dera certo, lembrou-se da regra fundamental do jogo de batalha naval, não se deve dar os três tiros juntos, depois não sabe o que acertou o submarino. O importante é que dessa vez funcionou. Orgulhoso, ego saindo pelos poros, gagá é o cacete, aqui, ó. Olhou para o leito desarrumado, a bela emitia pelo vestígio de sorriso adormecido um tipo de ronquinho tão suave, sacana, o risinho, semblante pra lá de quem está satisfeita. O cara se levantou e foi até à janela, a madrugada azul estava chegando. Ninguém viu ele comemorar, fazendo aquele gesto típico do Gabigol quando coloca mais uma na rede.

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    Fernando 5 meses ago Responder

    Sem dúvidas, meu momento mais emocionante de Flamengo foi no Peru, terra do meu pai, no estádio Monumental, ao lado da minha filha mais nova, do desalento ao êxtase. Principalmente o segundo gol, desde o início da jogada, com toda a torcida entoando o “3 a 0 no Liverpool “. E na parte “e no Rio não tem outro igual”, a loucura do gol do título. Vi Rondinelli em 78, Pet em 2001 e Angelim em 2009, mas virar uma partida que parecia perdida a partir dos 43 minutos do segundo tempo de uma final de Libertadores é um enredo sem concorrentes.

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      Fernando 5 meses ago Responder

      Deixa eu detalhar essa emoção da minha vida flamenga.
      Tão logo o Flamengo se classificou na fase de grupos, eu e meu amigo Petrônio compramos passagem baratinha para Santiago. Eu dizia que, se o Flamengo não estivesse lá na final, pelo menos poderíamos tomar bons vinhos chilenos. Depois de decisões por pênaltis e outras fases decisivas, eis que a final com o Mengão nos abençoou! Só que nem tudo podia ser tão fácil, claro! A convulsão social no Chile nos obrigou a fazer verdadeiras peripécias! Com a definição de Lima como palco da decisão, nos foi negada a mudança da passagem de Santiago para Lima! Voo de Santiago para Lima também não havia mais! Desespero total! Solução: voar de Santiago até Arica, extremo norte do Chile, atravessar a fronteira, e pegar voo de Tacna, extremo sul do Peru, até Lima! Viagem maravilhosa com Petrônio e Luis César, outro rubro-negro a se juntar na aventura, minoria flamenga ante a torcida do River, que vinha toda por esse caminho, mas sem poupar o gogó para cantar a alegria de ser rubro-negro.
      Ao mesmo tempo, minha filha, neta de peruano e rubro-negra com certeza, pediu e ganhou uma passagem para o Peru e chegou antes.
      Gostaria de dar um intervalo nesse relato para explicar o rubro-negrismo da família. Meu pai, hoje com 83 anos de idade, foi testemunha ocular do primeiro título internacional do Flamengo. Em 1952, ele foi ao estádio de sua cidade, Arequipa, assistir à vitória acachapante do Mengão sobre o combinado da cidade por 7×4. Foi paixão à primeira vista. Poucos dias depois, o Flamengo ganhava seu primeiro título internacional em Lima. Meu pai deve ser uma das poucas testemunha vivas desse título.
      Chegando em Lima, o encontro com a fantástica torcida rubro-negra e minha filha. O resto é história. Ser campeão da Lubertadores, na terra de quem me ensinou o ser rubro-negro e que repassei a minha descendência, do jeito que foi, é difícil ter algo melhor a me esperar. Tomara que não, he, he!!

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        Dunlop 5 meses ago Responder

        Essa de Arequipa rende crônica! SRN

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          Fernando 5 meses ago Responder

          Dunlop,meu pai está vivo, lúcido e mora em Niterói. Ouço essa história desde pequeno. Seria muito bom registrar para a posteridade. Fique à vontade para entrar em contato comigo pelo email associado ao comentário. Abraço!

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        Guilherme Silva 5 meses ago Responder

        Uau, que relato! Arrepiante, Fernando! SRN

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