República Paz & Amor

Por favor, aguarde...

República Paz & Amor

O desafio lançado pelo grande Dunlop.

Por | 28 de maio de 2020
Desafio Form
30 Comments
  • author avatar
    Alvaro Paes Leme 4 meses ago Responder

    Escrevi, abaixo, sobre o jogo Flamengo 4 x 0 Fluminense. Relendo o texto, e motivado pelo elogio do Murtinho, a bem da precisão, gostaria de corrigir alguns pontos.

    O jogo foi em 1978, não em 1979. Foi o ano da Copa da Argentina, de muitas decepções, dentre as quais a apagada participação de Zico. Flamengo teve uma participação decepcionante no brasileiro daquele ano, que pode ser simbolizado pelo vareio de 5 x 2 que o Grêmio impôs no Olímpico, fazendo o que quis com a zaga formada por Adriano e Cidade. O retrato daquele período até então pode ser simbolizado pelo primeiro gol, no qual Cláudio Adão, então perseguido pela torcida, se enrolou com a bola embaixo do gol. Para quem quiser conferir o show de horrores, segue o link: https://www.youtube.com/watch?v=XNeJXu2NN8s

    O narrador do jogo na TVE não foi o José Cunha, que comandou o microfone por muito tempo, até ser substituído pelo Januário de Oliveira: foi o Técio de Lima.

    Para quem quiser ver o show, agora não de horrores, vai o link. Destaque para a jogada do prmeiro gol do Cláudio Adão, que começa com o Carpegini e com ele acaba, com um passe tão sutil quanto meticuloso.

    https://www.youtube.com/watch?v=Gd2B5hXNtAo

  • author avatar
    Muhlenberg 4 meses ago Responder

    Grande seleta, Murtinho. Se chorei ou se sofri, o importante é que o Mengão vai ser TRI.

  • author avatar
    Marcos 5 meses ago Responder

    Interessante é que na foto que ilustra o artigo sensacional vemos um time perfilado e ao que me parece o saudoso Jaime da Charanga junto. Como mudou a relação das torcidas com os clubes!

    • author avatar
      Jorge Murtinho 5 meses ago Responder

      Fala, Marcos.

      Obrigado pela força e pelo “artigo sensacional”.

      Não tenho certeza, mas também acho que é o Jaime de Carvalho – e com a camisa da Charanga. Sendo ele ou não, fato: a relação mudou inteiramente.

      Abração. SRN. Paz & Amor. Se cuida.

  • author avatar
    chacal 5 meses ago Responder

    fala murtinho,

    sou fraco de lembranças e ai resolvi copiar um que mexeu com a minha memória,foi no jogo contra o patético mineiro em pleno mineirão,3×2 pro mengão com show do renato gaucho.

    SRN !

    • author avatar
      Jorge Murtinho 5 meses ago Responder

      Fala, Chacal.

      Sem dúvida: jogaço. Zico, mesmo no sacrifício, engolindo a bola. E Renato Gaúcho arrebentando.

      Abração. SRN. PAz & Amor. Se cuida.

  • author avatar
    Maxwel A.Rodrigues 5 meses ago Responder

    Caro Jorge aqui vai a minha contribuição,mesmo não sendo uma lista tão extensa;Vou colocar 3 jogos,mas como um desta minha lista já foi retratado aqui,o fantástico jogo dos 3X4 pra gente na Vila Belmiro,só vou relatar que foi neste jogo que tive a felicidade de ver(pela TV) ao lado do meu sobrinho mais velho,de nome Artur,hoje com 19 anos,(sem o H pq nem o pai e nem a mãe sabiam da grafia exata do nome do Galinho,ao qual eu quis homenagear ao ganhar um sorteio entre nossa família para ver qual seria o nome do tal sobrinho),e que felizmente consegui trazer pro lado Rubro-negro da força,pra desespero do pai cruzeirense e justamente após este jogaço.O segundo vai ser um Fla X Santos no Maraca em 92 pela última rodada da segunda fase onde todos os 4 times do grupo(Flamengo,Santos,São Paulo e Vasco) entraram nesta rodada com chances de classificar para a final e eu quase tive um ataque de nervos,no auge dos meus 15 anos e vivendo o ápice do meu fanatismo Rubro-negro ,ao ouvir pela rádio Globo,um jogo daqueles de tirar o folego pelo fato de dependermos justamente de uma vitória do Vasco,e que veio,contra o SP que liderava o grupo com um ponto de vantagem,e é bom lembrar que naquele tempo a vitória valia 2 pontos.E felizmente tudo acabou dando certo com nossa vitória,3×1 sobre o Santos,com gols de Nélio,o volante Bernardo (contra),Marcelo Passos fez o de honra deles e o saudoso Gaúcho fechou a conta pra gente.E por último e não menos importante,o jogo Flamengo X Santa Cruz pela última rodada da primeira fase da Copa União de 87,com aquele golaço do Zico de falta já no fim do jogo,aquele do folclórico “eu tb quero ver o gol do Zico”que teria sido dito pelo Zé do Carmo que estava na barreira do Santinha.Vi este jogo tb pela TV na casa de um amigo de meu falecido pai,onde eu comemorei muito e fui repreendido pelo meu velho por sermos visitas.Pra completar,o anfitrião amigo de meu pai me disse após o fim do jogo,”não fique tão eufórico moleque,pq seu time vai enfrentar o futuro campeão deste ano,o meu Galo”.Mal sabia ele que a freguesia deles continuaria,e eu é que comemoraria mais um título brasileiro.SRN com muita P&A.

    • author avatar
      Jorge Murtinho 5 meses ago Responder

      Fala, Maxwel.

      Bela lista tríplice.

      Houve um errinho de digitação ali no resultado de Flamengo e Santos. 5×4, e não 3×4, né?

      Rapaz! Demais essa história de você ter sido sorteado para dar nome ao sobrinho, e escolher Artur. A ausência da letra h não importa, o que vale é a homenagem. Bacana.

      Muito bem lembrado: o fato da gente ter que torcer para o Vasco torna aquele dia realmente histórico. Fizemos a nossa parte, eles deram uma mãozinha. E na final o Botafogo pagou o pato.

      “Eu também quero ver o gol do Zico” – e que golaço! – é sensacional. E o amigo do seu pai continua esperando, até hoje, o título brasileiro do Atlético.

      Valeu demais.

      Abração. SRN. Paz & Amor. Se cuida.

      • author avatar
        Maxwel A.Rodrigues 5 meses ago Responder

        Falha minha caro Jorge,valeu pela correção.

  • author avatar
    Valois Corrêa 5 meses ago Responder

    Seguem meus jogos. Abraço, Murta!

    6 de abril de 1979 – Flamengo 5 x 1 Atlético Mineiro. Maracanã lotado, jogo amistoso a favor das vítimas das chuvas em Minas, Pelé jogando no primeiro tempo pelo Flamengo, Zico no auge e meu último jogo na companhia do meu irmão. Inesquecível.

    9 de novembro de 2009 – Flamengo 3 x 1 Atlético MG. Ali começou a caminhada para o nosso hexa. Teve gol olímpico do Pet, gol do Maldonado e do Adriano.

    31 de janeiro 2010 – Flamengo 5 x 3 Fluminense, de virada. Os tricolores me perturbaram e ligaram pra minha casa porque o primeiro tempo terminou 3 x 1 pros caras. Eu ainda falei: calma que tem o segundo tempo. E a gente ainda tinha o Imperador. Virada histórica.

    27 de julho 2011 Flamengo 5 x 4 Santos. Um dos melhores jogos que já assisti. Apesar do Santos ter mais time, eu tinha certeza de que a gente ganharia. Sofrimento e alegria. Que jogo!

    23 de outubro de 2019 – Flamengo 5 x 0 Grêmio – Jogaço da semifinal de Libertadores, que acabo de assistir no Fox Sport, hoje, dia 31 de maio 2020

    • author avatar
      Jorge Murtinho 5 meses ago Responder

      Fala, irmãozinho.

      Imagino que o último jogo na companhia de Rothman seja mesmo inesquecível, independentemente de Pelé ou Zico.

      Nesse Flamengo x Atlético de 2009, além do gol olímpico do Pet – ele já fizera um quatro rodadas antes, no Parque Antárctica, em cima do goleiro titular da seleção brasileira pentacampeã do mundo (Marcos, do Palmeiras) -, houve outro fato raro: um gol do Maldonado. O volante chileno jogou o fino naquela campanha, mas fazer gol não era a praia dele. Sem dúvida, uma vitória fundamental na arrancada para o título.

      Esse FlaxFlu aí eu não vi. Morava em São Caetano do Sul, na hora do jogo caiu o mundo e a cidade ficou sem luz até três ou quatro horas da madrugada.

      Quanto ao Flamengo e Santos, tenho uma observação. Em termos de técnica e emoção, foi um jogo espetacular, mas o que me marcou mesmo foi o futuro: a decepção que tive com Ronaldinho Gaúcho. Um cara capaz de fazer o que ele fez naquela noite não poderia desperdiçar a chance de deixar seu nome marcado na Gávea. Cracaço de bola, Ronaldinho Gaúcho saiu do Flamengo como se fosse um fulano qualquer.

      Flamengo 5 x 0 Grêmio. Tamo junto.

      Abração. SRN. Paz & Amor. Se cuida.

  • author avatar
    Rasiko 5 meses ago Responder

    Vixe! Essa é das boas! Quer dizer, pra mim, que tenho a memória abalada pelas idiossincrasias traumáticas de batalhas épicas e derrotas acachapantes que me faziam esguichar lágrimas na horizontal e desafiar toda a torcida adversária na flor da 1ª infância, a única certeza que tenho é de que aqui cheguei (mas não me lembro) e por aqui continuo (mas não tenho ideia de até quando), nem tanto.

    Mas três são inesquecíveis: a estreia do Garcia em São Januário contra o Arsenal de Londres. Com 5 anos, foi a 1ª vez que assisti um jogo de futebol e a 1ª vez que entrei num chiqueiro.

    As outras duas têm em Almir Pernambuquinho o grande protagonista: a que ele marcou mergulhando na lama e a magistral melação do sacode e título do Bangu, quando ele declarou, anos depois, que não ia permitir o massacre que fatalmente aconteceria se o jogo continuasse com o Flamengo com menos 2 e o Valdomiro engavetado (até as pedras sabiam). Teve também um depoimento dele, não me lembro se referindo a que jogo em particular, em que dizia “Eu queria dar uma porrada no cara, encostei perto dele e então dei um bico na bola pra cima com toda força. Eu sabia que todo mundo ia acompanhar a trajetória da bola, inclusive o juiz. E foi aí que enfiei a mão nos córneos dele. Quando a bola caiu, o cara tava estirado no chão e eu longe da cena”. Nos encontramos diversas vezes no posto 6, em Copacabana, nas imediações da Galeria Alaska, e até meu primo, botafoguense, filho do Renato Estellita, era fã dele.

    Grande abraço. srnp&a

    • author avatar
      Jorge Murtinho 5 meses ago Responder

      Fala, Rasiko.

      Almir foi um personagem espetacular.

      O lance que vou descrever agora é parecido com o que você contou, mas ele se metia em tantas confusões que talvez seja outro episódio.

      Primeiro turno do Campeonato Carioca de 1966, FlaxFlu. O Fluminense tinha um lateral-direito, Oliveira, que cruzava muito bem. Com quinze minutos do 1º tempo, Oliveira já tinha feito dois cruzamentos perigosos. Almir, que gostava de cair pelo lado esquerdo do ataque, encostou em Oliveira e disse mais ou menos o seguinte (saca só o absurdo!): “Ó, esses seus cruzamentos estão tumultuando a minha defesa. É bom parar com isso, se não vai ficar ruim pra você.” Perplexo, Oliveira ainda tentou argumentar: “Mas eu só tô jogando bola, só tô fazendo meu trabalho.” E Almir, firme: “Bom, falei pra parar.”

      Oliveira não parou e cruzou mais uma bola venenosa na área rubro-negra. Almir não disse nada. Na jogada seguinte, com a bola no outro lado do campo, Almir emparelhou com Oliveira, longe dos olhos do juiz Airton Vieira de Morais, o Sansão, e fuzilou Oliveira com uma cabeçada. O lateral tricolor desabou no gramado e lá ficou. Juiz não viu, bandeirinhas não viram, estávamos em 1966, a mais de cinquenta anos da invenção do VAR, a partida seguiu. Só que os jogadores do Fluminense ficaram ensandecidos: na primeira dividida com Almir no meio-campo, o volante Denílson deu, grosseiramente, no meio do Pernambuquinho. Denílson expulso. Logo depois foi a vez do lateral-esquerdo Bauer. Chuveiro. Com dois a mais em campo, o Flamengo fez dois a zero, gols de Osvaldo Ponte Aérea e Paulo Henrique, e venceu sem dificuldades. Almir continuou perturbando, e ainda achou um jeito de ser expulso no final. Era muito doido.

      Almir já havia parado de jogar quando foi assassinado a tiros numa briga no bar Rio-Jerez, no Posto Seis, ao tomar as dores dos integrantes do grupo Dzi Croquettes, que estavam sendo ofendidos por turistas portugueses.

      Abração. SRN. Paz & Amor. Se cuida.

  • author avatar
    Marcos 5 meses ago Responder

    Gostei do desafio, vamo nessa

    1996

    2×1 Fluminense, gol de canela do Nélio que pos fim a um jejum de não sei quantos jogos sobre eles

    1997

    2×2 Grêmio um título da CB que escorreu pelos dedos e um gol do Romário parecido com esse do Almir contra o Bangu

    1997

    1×4 Vasco, no fatídico show do Edmundo e reestréia de Jr Baiano, que fez o de honra

    1995

    2×3 fluminense, numa das finais mais épicas que já presenciei no Maracanã

    1993

    2×2 São Paulo, que para mim é a final mais emocionante de todas que vi, depois de 2019, com duas exibições espetaculares do Marquinhos

    • author avatar
      Jorge Murtinho 5 meses ago Responder

      Boa, Marcos.

      É exatamente isso aí. Não há uma lista certa, não há uma lista errada; não há jogos obrigatórios e nem os desprezíveis.

      Cada um tem sua própria lista, em função de como cada jogo impactou e ficou marcado.

      Valeu.

      Abração. SRN. Paz & Amor. Se cuida.

  • author avatar
    CARLOS MORAES 5 meses ago Responder

    Vamos lá.
    Obediente ao Mestre Murtinho, elaborei a minha lista, com OITO jogos.
    Criei uma regra diferente, obedecidas as demais.
    Os jogos teriam que ser mais velhos do que o próprio Murtinho.

    1 – 1945 – FLAMENGO 0 x 2 Botafogo – Jogo disputado na Gávea, pelo 2o. turno, quando nós jogávamos (e perdemos) a última oportunidade do tetra-campeonato. Fui com meus pais e irmãos (todos botafoguenses) de cadeira numerada, que, só com meu pai, foram compradas pela manhã, na Gávea mesmo. O Botafogo, no primeiro tempo, fez 1 x 0, sendo que, ainda com esse placar, na etapa final, Pirilo perdeu um pênalti, chutando em cima do pequenino Ari, goleiro do Botafogo. Bem do lado do campo em que estávamos, o que dava para o Jockey Club. Começo mal a minha lista, mas vai melhorar, E MUITO.

    2 – 1946 – FLAMENGO 5 x 2 Fluminense – Cariocão, última roade do primeiro turno, Nas Laranjeiras, super lotada. Mal podia ver, sendo que, do lado contrário em que estávamos , pouquíssimo eu, apenas com oito anos, conseguia ver. Fechamos invictos o primeiro turno, mas, lamentavelmente, no returno perdemos, na Gávea, perdemos pelo mesmíssimo e inusitado placar, provocando um superampeonato que os tricolores ganhariam. Ficou famosa a frase do Gentil Cardoso – ^deem-me o Ademir, que eu lhes darei o título^.

    3 – 1949 – FLAMENGO 3 x 1 Arsenal – Em São Januário, em um domingo de sol. Estréia do extraordinário goleiro paraguaio Sinforiano Garcia, para mim o melhor que tivemos em todos os tempos. Durval, um bom atacante, e Jair da Rosa Pinto os artilheiros, este com dois gols, um de falta, do meio da rua, com um tirambaço que não veria mais.

    4 – 1949 – FLAMENGO 3 x 0 Bangu – pela terceira rodada do Carioca, na Gávea, lotada. Fui nas Sociais, em companhia do marida de uma prima irmã do meu pai, Mário Tavares do Silva, meu companheiro em muitos e muitos jogos. O Bangu, então emdinheirado pelo
    seu patrono Silveirinha, anterior à turma do zoológico, estaa montando um grande time, vindo embalado. O goleiro tinha um nome curioso – Mão de Onça. O extraordinário Zizinho abriu o marador, sendo que os ponteiros Esquerdinha e Bodinho fizeram os dois últimos gols. Foi a primeira vez que vi a famosa charanga do Jayme de Carvalho, que ficava sentada bem à esquerda das sociais.

    5 – 1949 – FLAMENGO 1 x 1 São Cristóvão . também na Gávea, no mesmo local e na mesma companhia do jogo anterior.Um jogo de pouca importância, que selecionei apenas pelo inusitado. TODOS os cinco jogos da rodada, realizados num domingo de chuva, terminaram empatados pelo mesmo placar – 1 x 1.

    6 – 1951 – FLAMENGO 2 x 1 Vasco – Campeonato Carioca. Maracanã. Gols de Índio e Adãosinho, Jogo importantíssimo e inesquecível. Domingo de chuva. Desde a vitória que nos deu o primeiro TRI, em 1944, não vencemos mais, até esta partida, o time de São Januário. Sete anos de pastor. Dolorosos, especialmente para uma criança. Uma vitória memorável.

    7 – 1954 – FLAMENGO 2 x 1 Vasco,novamente – Campeonato carioca, Maracanã, gols de Dr, Rubens e Índio. Era o fantástico time do feiticeiro Fleitas Solich. Garcia, Tomires e Pavão – Jadir, Dequinha e Jordan, Joel, Rubens, Índio, Benitez e Esquerdinha. Os dois últimos não tinnham condições de jogo. Solich, apesar de ter a possibilidade de utilizar o fantástico Evaristo, resolveu inovar, como era de seu hábito. Lançou a dupla Dida e Babá. Quando anunciada a escalação, o Maracanã tremeu … de medo. Excepcional exibiçao dos dois. Dida iria se consagar como o maior artilheiro rubro-negro, até que … surgisse o Zico.

    9 = 1956 – FLAMENGO 12 x 2 São Cristóvão – Maracanã, pelo carioca, em um sábado de sol. Esse jogo tem que ser incluído, eis que repesenta a maior goleada em jogos realizados no estádio. Evaristo fez cinco gols e Índio quatro.Pelo São Cri-Cri, um bom jogador, o atacante Sarcinelli, fez os dois. É possível que o Murtinho já tivesse nascido, mas certamente ainda não saia do berço.

    Saudosas SRN
    FLAMENGO SEMPRE

    PS – ia esquecendo. Vou fazer um reparo no brilhante artigo do Murtinho. Tripudiar, desta forma, é demais. No jogo do urubu,o público ea mesmo de quase 150 mil pagantes, Fui sem pagar, na cadeira cativa do pai de um amigo, que também estava presente.
    A bem da verdade, a torcida estava dividida, eis que o Botafogo estava numa fase excepcional. Tínhamos, digamos assim, um pequena maioria, mas a totalidade dos 150 mil nem de longe.

    • author avatar
      Jorge Murtinho 5 meses ago Responder

      Meu amigo Carlos Moraes.

      Arrebentou. Sensacional. Tanto que aguçou minha curiosidade, e fui checar a data exata da goleada de doze a dois no São Cristóvão. Vinte e sete de outubro. Como nasci em 1º de maio, estava a cinco dias de completar seis meses de idade. Um pouco cedo para ir ao Maracanã.

      “Quase 150 mil rubro-negros” no Jogo do Urubu é força de expressão. Certamente há aí algum exagero, mas vamos combinar: nem oito nem oitenta. Dizer que a torcida estava dividida é um pouco demais, não? De todo modo, apliquei um refresco nos números e dei um aliviada no texto. Obrigado.

      Abração. SRN. Paz & Amor. Se cuida.

      • author avatar
        CARLOS MORAES 5 meses ago Responder

        Digamos 90 mil contra 60 mil. Uma maioria, na verdade não tão pequena assim.

        Há um detalhe curioso,
        Há anos atrás, não sei se ainda no Urublog ou se já aqui no RPA, o Arthur, em um dos seus memoráveis artigos, colocou uma foto antiga, que, salvo engano, fora enviada por um admirador, do jogo Flamengo 3 x 0 Bangu, pelo menos na minha opinião.
        Na oportunidade, fiz a observação a respeito, inclusive no tocante à minha presença.

        Mais um detalhe.
        Falar em sociais na Gávea era mera figura de retórica.
        Faziam um quadrilátero pifiamente protegido, no meio da fabulosa arquibancada, no sentido vertical, e no meio do campo, no sentido horizontal.
        Como todos sabem, a arquibancada não chega até o gol do lado da antiga Praia do Pinto, à época, e ainda por muitos anos, existente,
        Registre-se. Era uma tremenda concenotração de rubro-negros, bem perto dos 100%. Daí sermos considerados o Clube do Povo, enquanto chamados pelos infelizes de Flavelado.

        SRN
        FLAMENGO SEMPRE

        PS – fiz muitos erros de digitação no comentário. Sinto-me obrigado a corrigir um. Fui ao primeiro jogo com meus pais e meu
        IRMÃO. Só tive um, mais velho.

  • author avatar
    Miguel 5 meses ago Responder

    Atletico – MG 2 X 3 Flamengo, Campeonato Brasileiro 1987 no Mineirao. Os gols iniciais do Flamengo (Zico e Bebeto) foram muito contestados pelos Atleticanos (como sempre – tenho familia em BH e eles nao aceitam quase nenhum titulo nosso em cima deles). Achavamos que o jogo estava resolvido, mas em poucos minutos no segundo tempo eles empataram e vieram com tudo. A corrida final do Renato Gaucho, em funcao de uma bola espirrada quando o Galo estava todo na nossa area, foi EPICA. O drible no Joao Leite foi emblematico e ele so correu pro abraco. Era uma quarta a noite, eu com 13 anos gritei tanto pela janela do meu apartamento no Meier. Dali iamos pra final contra o Inter mas o Atletico era o time de melhor campanha e exibicoes extremamente convincentes. Os jogos contra o Inter foram dificeis mas esses contra o Atletico (1 X 0 no Maracana) e esta volta no Mineirao foram as verdadeiras finais, na minha opiniao

    • author avatar
      Jorge Murtinho 5 meses ago Responder

      Fala, Miguel.

      Jogaço, sem dúvida.

      Não sei se você lembra da reclamação do Zico, quando foi substituído por – veja você – Henágio. O Galinho estava uma arara com a quantidade de oportunidades claras que o Flamengo perdera, duas com Bebeto e uma com Aílton, e soltou os bichos.

      Como sempre, ele tinha razão. Após abrir dois a zero, o time poderia e deveria ter matado o jogo, e não o fez. Na verdade, depois que o Atlético empatou – resultado que ainda nos dava a vaga na final, mas nos fazia correr enormes riscos – Renato Gaúcho achou aquele gol, numa arrancada fabulosa quando a pressão era tremenda.

      Valeu, Miguel, ótima lembrança.

      Abração. SRN. Paz & Amor. Se cuida.

  • author avatar
    Alvaro Paes Leme 5 meses ago Responder

    Não vou conseguir lembrar nem tantos jogos, nem com tanta precisão, mas seguindo a orientação, li o artigo e, de bate-pronto, lembrei-me de um que marcou a convicção de que, em, 1979, o Flamengo começaria uma nova era: Flamengo 4 x 0 Fluminense.
    Tarde chuvosa de domingo, segundo turno do Carioca de 79, onde tudo começou. Flamengo não conseguiu ganhar nenhum clássico no primeiro turno (0 x0 com o Vasco, 0 x 0 com o Botafogo (a conferir) e 0 x 2 com o Fluminense). Só conquistou o turno, porque não perdeu ponto para pequenos.
    O time era reforçado com jogadores do Cruzeiro, Zico vinha de uma Copa decepcionante na Argentina. Raul se machucara e Cantarele era o titular (por mais que contasse com a simpatia de boa parte da torcida por ser cria da casa, era famoso por sair mal do gol e havia aquela sensação de que o reserva Nielsen era bem melhor).
    Fluminense começou aquele ano com pinta de que seria o campeão e que despontaria no cenário nacional por anos a fio: trouxe Nunes e Fumanchu do Santa Cruz, formando um ataque sedutor com o arisco Zezé na ponta-esquerda e promoveu Marinho Chagas a camisa 10, que, junto com Pintinho e Cleber, constituindo um meio-campo para encantar os amantes do bom futebol.
    O Flamengo, apesar de campeão do 1º turno, particularmente, não conseguia me encher de esperanças: sabia que era um time esforçado, mas Manguito na zaga não era exatamente o tranquilizador do meu sono, mesmo com Rondinelli ao lado (que era um zagueiro raçudo, mas não chegava a paredão). O embate prometia angústias, quem sabe uma vitória (o Fluminense, no seu primeiro clássico, havia levado de 3 x 2 do Botafogo, o que arrefeceu o seu ímpeto inicial e equilibrou as forças daquele campeonato), mas nunca uma certeza tranquila de qualquer torcedor com um mínimo de racionalidade.
    Entretanto, o que vi no gramado, no auge dos meus púberes 14 anos de idade, reverteu todas as expectativas.
    O cenário era melancólico, um anticlímax de uma clássico que começou 40 minutos antes do nada: chuva, arquibancadas sem consistência, preenchidas somente na parte coberta e, mesmo assim com espaço entre seus torcedores. Da minha parte, fazia companhia a mim mesmo, pois não encontrei nenhum outro abnegado que se dispusesse a me seguir.
    O que sei, contudo, é que o placar foi de 4 x 0, dois gols de Zico; dois de Cláudio Adão. Não houve gramado encharcado, com chafariz espirrando da bola sempre que ela girava, nem poça d’água atuando como zagueiro que conseguisse parar a irresistibilidade do time: defesa bem postada, meio-campo ocupando seu espaço e ataque agressivo que, com a bola, verticalizava para gol; sem ela marcava a defesa atrapalhando a sua saída para o jogo. Usando de um termo do cancioneiro popular, “o time estava encaixado”. E mais. Percebia-se que não era uma luz fugaz, menos ainda uma mera contigência do destino, tampouco um capricho dos deuses, que para aquele domingo perdido, resolveram no cara ou coroa que, a vitória seria do Flamengo. Não. O time exigiu a conquistou respeito.
    Meu ângulo do jogo era o inverso das cabines de rádio, o que me fez revê-lo por outro prisma à noite, atentando a detalhes que me foram escondidos em virtude do ponto de vista diverso. Mas o detalhe íntimo, que só pude identificar na reprise da TVE, após chegar em casa enchardado pela chuva que tomei ao subir a pé a Avenida Maracanã, foi que, como veio a dizer Veríssimo anos mais tarde, o verdadeiro jogo é o videotape. Apesar de ter Zico em ascensão, com seus dois gols, apesar de ter Cláudio Adão redivivo, com outros dois gols, quando José Cunha declarou o final do jogo, a única coisa que pensei foi: “como joga o Carpegianni!…”

    • author avatar
      Jorge Murtinho 5 meses ago Responder

      Belíssimo texto, Alvaro.

      Deixa eu fazer apenas um esclarecimento. No post, conforme proposto pelo Dunlop, citei os jogos que me vêm automaticamente à cabeça. Até aí, beleza.

      Entretanto, claro que certos detalhes das partidas, minutos em que os gols aconteceram etc., tudo isso foi pesquisado. Do contrário, nem o PVC com sua memória prodigiosa.

      Muito bacana, show de bola. E não há como negar: Carpegiani jogava demais.

      Abração. SRN. Paz & Amor. Se cuida.

  • author avatar

    Uma verdadeira aula de história. Parabéns Murtinho

    • author avatar
      Jorge Murtinho 5 meses ago Responder

      Valeu, Consulado!

      Muito obrigado pela força.

      SRN. Paz & Amor.

  • author avatar
    Plinio 5 meses ago Responder

    O Onça!! Porra,o Onça!! haha

    • author avatar
      Jorge Murtinho 5 meses ago Responder

      Fala, Plinio.

      Quer dizer que você também é do tempo do Onça? Maravilha.

      O Onça tem dois momentos inesquecíveis pra mim.

      1)Em 1968, houve um Flamengo e Botafogo pela Taça Guanabara. Se o Flamengo ganhasse, era campeão; se empatasse, jogaria por um empate com o Bonsucesso, no Maracanã, pra garantir o título. O clássico entre Flamengo e Botafogo terminou zero a zero. No final da partida, Onça fez uma festa da porra, foi pra galera, jogou camisa, calção, chuteira, meia, saiu do campo de sunga, comemorando o título. Na quarta-feira, conseguimos a proeza de perder para o Bonsucesso, dois a zero. Fomos para um jogo extra com o Botafogo e tomamos um sapeca de quatro a um.

      2) Aí ele deu o troco. Em 1969, o time do Bonsucesso dava trabalho. Pra você ter ideia, o Botafogo tinha o timaço que foi bicampeão do Campeonato Estadual e bicampeão da Taça Guanabara (1967/1968). Pois no campeonato carioca de 1969, o Bonsucesso ganhou do Botafogo em General Severiano (dois a um, fui nesse jogo, morava ali do lado) e empatou no Maracanã (um a um e eu estava lá também, porque foi a preliminar de Flamengo um, América zero, gol de Doval). Pois bem. Na rodada anterior ao Flamengo e Botafogo que citei no post (Jogo do Urubu), Flamengo e Bonsucesso no Maraca. Jogo embaçado, primeiro tempo zero a zero, lá pelos quinze do segundo houve uma falta a cinco ou seis passos da área. Partida tensa, torcida impaciente, Onça foi lá e bateu magistralmente. Alívio. No final, Dionísio fez mais um e partimos com moral pra cima do Botafogo.

      Grande Onça!

      Abração. SRN. Paz & Amor. Se cuida.

  • author avatar
    Carlos SP 5 meses ago Responder

    O cara esbanja, cita jogo, minuto quem fez o que e etc. Só não acredito quando ele fala que jogava bola igual escreve… Aí é pedir muito sem ter sequer um videozinho pra comprovar… Kkkkk

    • author avatar
      Jorge Murtinho 5 meses ago Responder

      Meu amigo Delpupo!

      Coloquemos as coisas em seus devidos lugares.

      Quem diz que eu joguei bola não sou eu. É a história.

      Aliás: se você entrar no meu facebook, na publicação dessa postagem vai ver um comentário de um cara com quem eu estudei por mais de dez anos. Chega lá e depois me diz.
      (Minha mulher fala que eu pago esses caras pra sustentar a lenda.)

      Abração. SRN. Paz & Amor. Se cuida, nem que seja à base de cream-cracker.

  • author avatar
    Dunlop 5 meses ago Responder

    Isso é lista para nenhum programador do Sportv botar defeito! SRN, Sr. Murtinho!

    • author avatar
      Jorge Murtinho 5 meses ago Responder

      Tamos aí, meu camarada.

      Tens outro desses? Se tiver, posta e convoca a rapaziada.

      Bobeou, nóis entorta.

      Abração. SRN. Paz & Amor. Se cuida.

Deixe seu comentário