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De DomingosdaGuia@Ceu a Gabi@CRF

Por | 27 de março de 2021
DomingosdaGuia Divulgacao
17 Comments
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    Xisto Beldroegas 1 semana ago Responder

    Dunlop, eu revisitei o blog e vejo que a sua bela história sobre Domingos da Guia, narrada pelo mesmo em outras bandas, ainda está viva por aqui. Lembrei-me que Domingos era tão importante que até um termo foi criado para homenageá-lo, nem sei se está no Aurélio: “domingada” que significava um jogador que se achava craque, que era metido a fazer jogadas de efeito e geralmente se dava mal, não passava de um presepeiro. O termo envelheceu, não é mais usado, aliás, presepeiro vai para o mesmo caminho. Ah, essa memória remota da velhice…

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      Uma dúvida: meu pai costumava usar o termo “domingada” justamente no sentido oposto, ou seja, do zagueiro que se garantia muito e saía driblando área afora, como se nada houvesse na sua frente. Fica o questionamento. Cartas para a redação.

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        Xisto Beldroegas 1 semana ago Responder

        Verdade, algumas vezes o cabeça-de-bagre se dava bem e saía da jogada como o verdadeiro Domingos.

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    Xisto Beldroegas 2 semanas ago Responder

    Esmagamos o Bangu.

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    Mario Dunlop 2 semanas ago Responder

    A cara não sei, caro Chacal, torço que ele tenha depreendido alguma coisa. E concordo contigo, caro Xisto, outra bela história, tão boa quanto a sua, que, certamente, pode ter ocorrido em algum lar alhures.

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    CARLOS MORAES 2 semanas ago Responder

    Nasci em 1938, no dia 1o. de março, sendo em minha homenagem aquela rua no centro da cidade, onde fica a Pharmacia Granado, ah !, meus avozinhos portugueses.
    Mesmo assim, com tantos anos atrás, não vi jogar o Domingos da Guia.
    Quando começaram as minhas incursões futebolísticas, já havia se aposentado.

    Vi, isto sim, ao lado de uma foto da ^seleção^ rubro-negra tri-campeã, um enorme retrato do mesmo.
    Na garagem Barcellios, alí na Francisco Sá, bem em frente da Conselheiro Lafayette, onde m.
    Claro que, como de costume nas garagens e mecânicos, do lado uma foto sensual (na época, de pernas de fora) de uma das belezas em moda, talvez a Rita ¨Gilda¨, filme que motivou tesões múltiplos na rapaziada um pouco mais velha.

    Quis saber quem era o cara de uma foto grande e isolada.
    A resposta do meu pai foi curta e imediata – ” o maior jogador do mundo”, que cometeu o pênalti também o mais idiota do mundo, poucos meses após o seu nascimento.

    Dali pra frente, como seria natural, pela admiração que tinha pelo meu pai, passei, como um papagaio, a repetir a frase.

    Muitos anos depois, tive a confirmação.
    Vi jogar um craque, de futebol refinado e leve.
    Chamava-se, tal qual o Menezes, Ademir, Ademir da Guia.
    Meu pai só podia estar certo.

    Despretensiosas SRN
    FLAMENGO SEMPRE

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    chacal 3 semanas ago Responder

    Dunlop

    fiquei imaginando a cara de babaca do Gabi com esse texto kkkkkk

    SRN !

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    Xisto Beldroegas 3 semanas ago Responder

    Dunlop, ando cansado de dar parabéns pra você, por suas belas histórias. Mas já que o futebol anda meio chato e ninguém quer falar, aí vai uma historinha, claro longe da sua verve. Qualquer semelhança com fatos atuais é mera coincidência.

    O general desabou no sofá quase chorando em frente à mulher, uma mulher exuberante envolta num roupão de seda, se ainda fosse no tempo do papelote ou bobs (ela certamente era dessa época) aqueles cabelos louros estariam infestados deles. Ela já era bem entrada em anos, ainda assim uns vinte anos mais nova que o general. Como ele era velho o general, mas nunca morria , pois os generais são imortais. Era a quarta ou quinta mulher dele que como reza a tradição, mulher de militar é assim, vai mudando à medida em que ele vai subindo de posto e depois de uma certa hierarquia todas são obrigatoriamente louras. Pois o general sentado no sofá, pernas abertas, a cabeça apoiada entre as mãos foi se abaixando até o ponto que a coluna de um general poderia baixar, quer dizer, coluna velha, tão usada quanto um velho militar. A mulher jogou a vastíssima cabeleira para os lados num gesto maquinal, já que os cabelos armados com o penteado eterno à prova de travesseiros não estavam toldando seu ainda belo rosto. Os lábios já pintados, o lábio inferior sugado e o superior projetado na face estereotipada das inúmeras plásticas formavam uma estranha boca de sapo, no caso, sapa se é que há diferença. Ela aguardava o discurso que sabia de cor e salteado. Aprendera a ser paciente com o temperamento intempestivo do general que mudava de uma hora para outra: de chuvas e trovoadas para manhã cheia de brisa azul. O general acabou de descrever seu arco colunável até o limite e continuou a dar uns pulinhos no sofá como se estivesse chorando, mas não estava, emitia um som, algo assim parecido com resfolegar, urros contidos, tampa de panela sobre água fervendo, mas não eram ruídos de choro, raiva com toda a certeza. Depois, lentamente foi erguendo o tórax volumoso até que ficou ereto como um general, aí encarou a mulher de frente, ela em pé, braços cruzados, clássica pose de diva como a ocasião sugeria. A cena merecia ser filmada e devidamente postada para os respectivos grupos, pensaram ambos, mas nada disseram. Ela aguardava como sempre, já estava acostumada, na dor ou na alegria. As palavras saíram da boca do general, bem lentas: o presidente me demitiu, fez uma pausa, fechou os dois punhos, tremendo-se todo, aquele filho da puta sem palavra. E emendou novamente quase chorando, sujo, sujo, imundo, corrupto, agora anda ligado a um grupo que faz sua cabeça, vai ver é tudo comunista e ele posando de herói.
    A mulher achou que aquela era sua deixa, falou como uma mãe fala com o filho, dedinho indicador da mão direita em riste, unha vermelhíssima, reta na ponta: eu bem que te avisei, esse negócio de falar com a imprensa, dar entrevista a três por dois, sabe como são esses jornalistas, eles estão sempre querendo fu…, mas se conteve, ainda lhe restava alguma pudor do marido e remendou para um ferrar alguém, eu te avisei, querido e quase revirando os olhos para cima, dona da definitiva verdade, boca fechada não entra mosquito, falou e disse, pensou mais uma vez como colocaria a frase no site de relacionamentos.
    O general por fim aquietou-se no seu canto na velha poltrona de general, pensou, mas não quis dizer para a mulher, é, foi aquilo, aquele gesto indecente que mais o magoou, quando ninguém estava olhando, o presidente lançara um olhar de esguelha para ele com aquele sorrisinho diabólico no canto da boca, mão fechada e o dedo médio apontando para o alto movimentando-se pra cima e pra baixo.

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    CARLOS MORAES 3 semanas ago Responder

    Um artigo “sensacional” sobre o “craque mais completo do mundo”, “simplesmente fan-tás-ti-co”, um verdadeiro “show”, que me deixou “triste quando o final” chegou !

    Os cinco que me antecederam – pelo menos os que já foram publicados – acertaram na mosca..
    Coube-me, tão somente, tirar “cola” de cada um deles.

    Parabéns, Dunlop !
    Depois comento o que soube, que não foi muito, a respeito do Domingos, pelo menos de sua seleção flamenga.]
    Agora, não posso.
    Tenho que tentar me concentrar da emoção sentida.

    Felicíssimas SRN
    FLAMENGO SEMPRE

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      arthur maciel 2 semanas ago Responder

      Intindi nada seu Carlos. De acordo com o vídeo que o seu Rasiko mandou o craque mais completo não é o Leandro? Explica aí por favor que eu sou meio lento.

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    Leonardo tauil 3 semanas ago Responder

    Parabéns Dunlop
    Essa nao precisava nem ter assinado!
    Sensacional
    Com certeza estará no próximo livro de crônicas
    Abracos

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    Rasiko 3 semanas ago Responder

    O craque mais completo do futebol mundial em todos os tempos.

    https://www.youtube.com/watch?v=TTSNc0FHqA0

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    Henrique 3 semanas ago Responder

    Fantastico, Dunlop, simplesmente fan-tas-ti-co!
    Que don!

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    Lauro Araujo 3 semanas ago Responder

    Show! Parabéns!

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    Amaral 3 semanas ago Responder

    Daqueles textos maravilhosos que vc vai ficando triste quando o final de aproxima! ;))

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