{"id":9412,"date":"2021-03-27T15:09:11","date_gmt":"2021-03-27T15:09:11","guid":{"rendered":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/?p=9412"},"modified":"2023-04-06T15:50:21","modified_gmt":"2023-04-06T15:50:21","slug":"de-domingosdaguia-para-gabigol-flamengo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/de-domingosdaguia-para-gabigol-flamengo\/","title":{"rendered":"De DomingosdaGuia@Ceu a Gabi@CRF"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Meu caro Gabriel do Gol,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Tudo na santa paz? Escrevo-lhe gra\u00e7as \u00e0 insist\u00eancia de um camaradinha que jogou pouca bola, grande admirador seu e meu: Jos\u00e9 Ely de Miranda, tal de Zito. Conhece? Ele manda um abra\u00e7o afetuoso e sopra daqui que ainda tem uma Libertadores a mais que voc\u00ea. Ele garante que voc\u00ea foi o segundo ou terceiro melhor garoto que ele revelou na base do Santos, ali ali com o Neymar e o Diego. Top tr\u00eas. N\u00e3o tenho motivos para discordar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Voc\u00ea talvez conhe\u00e7a um pouco da minha hist\u00f3ria, meu mo\u00e7o Gabi. Assim como voc\u00ea, desde os 8 anos eu j\u00e1 tratava bem o caro\u00e7o, nas peladinhas atr\u00e1s da igreja. Comecei a ganhar fama no meio-campo do Bangu, at\u00e9 que o tio do J\u00f4 Soares, o treinador Togo Renan \u201cKanela\u201d, precisou substituir um bec\u00e3o contundido e me puxou, ainda mo\u00e7oilo, para a zaga. N\u00e3o sa\u00ed mais. Fui dali para a sele\u00e7\u00e3o \u2013 a brasileira e a carioca, que jogava o tempo todo. Mesmo deslocado para a zona do agri\u00e3o, a verdade \u00e9 que fiz quest\u00e3o de manter meu estilo e personalidade, e continuei a driblar quem aparecesse, ainda que fosse na pequena \u00e1rea. Ficavam loucos comigo, afinal era um tempo que defensor tinha que bicar pro mato. Sim, meu bom Gabriel do Gol, dizem que fui um dos grandes \u2013 at\u00e9 1957, quando surgiu um certo Pel\u00e9, eu era apontado como o maior craque que o Brasil j\u00e1 vira. Novamente, n\u00e3o tenho l\u00e1 tantos motivos para discordar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Mas preciso ser franco: Gabi, rolamos de rir c\u00e1 em cima com sua malfadada incurs\u00e3o \u00e0s roletas em S\u00e3o Paulo. Alto l\u00e1, n\u00e3o pense que nos faltou sensibilidade, nada disso. \u00c9 que seu epis\u00f3dio no cassino clandestino nos lembrou as diabruras que aprontamos em nossos tempos de Flamengo, notadamente eu, o estupendo Fausto dos Santos e Le\u00f4nidas da Silva, meu chapinha e craca\u00e7o que a imprensa francesa batizou como \u201cLe Diamant Noir\u201d. Senta e larga um pouco o fliperama que l\u00e1 vem hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Excurs\u00e3o do Flamengo pela velha Bahia, para encher as burras da G\u00e1vea, sempre necessitadas. Nosso primeiro amistoso, veja voc\u00ea, foi contra o Botafogo baiano, que nem sei por que divis\u00e3o anda. Pois enca\u00e7apamos os anfitri\u00f5es sem d\u00f3, em Salvador: 7 a 1. A data? Foi 20 de mar\u00e7o de 1938, bons tempos! Banho tomado, gravatas nos trinques, zarpamos para celebrar no cabar\u00e9, na roleta e no bacar\u00e1. N\u00e3o esque\u00e7o do lugar: Cassino Tabaris! Era ali na pra\u00e7a Castro Alves, onde hoje \u00e9 o teatro Greg\u00f3rio de Mattos. Tanto o Castro Alves como o Greg\u00f3rio adoram quando conto essa hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Avalie voc\u00ea, mo\u00e7o Gabriel, que meu uisquinho estava descendo macio e as baianas estavam para l\u00e1 de catitas. Sei que, do nada, come\u00e7ou uma discuss\u00e3o e eu, calmo feito gelo, desferi uma bofetada no rosto do Le\u00f4nidas, nem lembro o motivo. Na hora baixou a delegacia de costumes, para ver que baderna era aquela com os craques do Flamengo. Com minha serenidade de \u201cDivino mestre\u201d recuperada, eu j\u00e1 estava contornando a situa\u00e7\u00e3o do lado de fora quando, descompensado, saiu l\u00e1 de dentro o Fausto, a proferir obscenidades e inconveni\u00eancias, creio que at\u00e9 balan\u00e7ando as partes pudendas como voc\u00ea fez naquele jogo em Lima. Pronto, o delegado de jeit\u00e3o italiano levou todo mundo para a delegacia. Le\u00f4nidas e eu fomos liberados, ap\u00f3s uns aut\u00f3grafos, mas Fausto ficou. Dormiu no xadrez.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Gabi, voc\u00ea e eu somos bem diferentes, j\u00e1 que h\u00e1 um oceano de dist\u00e2ncia entre um centroavante e um beque, n\u00f3s disputamos esportes diferentes, talvez nem falemos a mesma l\u00edngua. Mas possu\u00edmos algumas afinidades \u2013 entre elas, termos sido mordidos pelo micr\u00f3bio do Flamengo, bem no \u00e1pice da carreira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Voc\u00ea sabe, do Bangu fui para o Vasco, recebi uma bolada para defender o Nacional do Uruguai, fui comprado pelo Boca Juniors (chupa, River) e, quando era disputado a peso de ouro por clubes franceses e espanh\u00f3is, decidi assinar com o Mais Querido. Ah, feliz decis\u00e3o. At\u00e9 hoje recordo aquele dia 31 de julho de 1936, que acabou em todas as primeiras p\u00e1ginas dos di\u00e1rios esportivos. Cheguei \u00e0 G\u00e1vea ali pelas sete da noite, assinei contrato e fui ao cinema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Se bem me lembro, comprei um bilhete no Cine Mem de S\u00e1, ali na rua Haddock Lobo, para ver a fita \u201cAl\u00f4, al\u00f4, Carnaval\u201d. No meio do escurinho, surgiu um cupincha meu, o Jo\u00e3ozinho, com um rep\u00f3rter, atr\u00e1s do furo mundial: \u201cDomingos no Mengo!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">N\u00e3o vi o fim do filme at\u00e9 hoje, mas valeu a pena. Foram os oito anos mais felizes da minha vida, como morador de uma boa casa na rua Ana Leon\u00eddia 160. O Engenho de Dentro era uma paz celestial, e para melhorar n\u00e3o tinha aquele frio terr\u00edvel de Montevid\u00e9u, Buenos Aires e S\u00e3o Paulo, valha-me Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Eram outros tempos. Pratic\u00e1vamos um futebol 70% humano, 20% t\u00e9cnico e 10% t\u00e1tico, onde o dedo do t\u00e9cnico valia menos que as m\u00e3os de um bom massagista. Ganhava-se pouco mas era divertido. Espie, isso tem tanto tempo que ainda tentavam chamar o futebol de nomes estranh\u00edssimos, como bal\u00edpodo, pedibola e, creia, bolap\u00e9! Um tempo t\u00e3o jur\u00e1ssico que o goleiro que falhava era chamado de \u201cpateiro\u201d, pois ainda se criavam patos nas granjas. Pateiro! Conte essa para o menino Hugo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Mas n\u00e3o era nada disso que eu queria dizer. Meu mo\u00e7o Gabriel, de pato para ganso: preciso lhe falar de Pipi. O bom e velho Pipi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">N\u00e3o, voc\u00ea n\u00e3o o conhece, talvez ningu\u00e9m mais o conhe\u00e7a, salvo talvez o Juca Kfouri e mais dois velhos escribas paulistas. Pipi jogou comigo nos anos 1940, depois que o Corinthians me prop\u00f4s o triplo do que eu embolsava na G\u00e1vea. O t\u00e9cnico Flavio Costa, consultado, deu de ombros. Disse ao presidente Dario de Melo Pinto que meu cartaz j\u00e1 desbotara. E assim me fui, para jogar e ser capit\u00e3o do Corinthians de 1943 a 1946. Morava ao lado do Parque S\u00e3o Jorge, ia andando treinar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Pipi \u00e9 seu grande f\u00e3 e voc\u00ea teria adorado Pipi. Serafim Pinto Ribeiro era seu nome, e seu maior talento, al\u00e9m da velocidade na ponta-esquerda e o faro de goleador, era a irrever\u00eancia em campo. Avalie voc\u00ea que ele metia gols no Palmeiras, o est\u00e1dio lotado, e sa\u00eda rindo e gesticulando na cara dos zagueiros. Um doido de pedra. E a galera se ria, gozad\u00edssima\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">A mais famosa hist\u00f3ria de Pipi, por\u00e9m, \u00e9 outra. \u00c0s v\u00e9speras de um d\u00e9rbi important\u00edssimo pelo Campeonato Paulista, em 1946, nosso treinador Foquer reuniu os jogadores para a prele\u00e7\u00e3o. Passou a nos instruir, primeiro os zagueiros, depois os componentes da linha m\u00e9dia, e ent\u00e3o os atacantes. E observou: \u201cPipi, ao receber a bola na esquerda, caia para a direita, deslocando o marcador. O zagueiro central correr\u00e1 em cima de voc\u00ea. A\u00ed ou voc\u00ea dribla o defensor e chuta em gol, ou ent\u00e3o entrega ao companheiro melhor colocado\u201d. Todos muito s\u00e9rios, e o Pipi: \u201cMuito bem, Foquer, entendido. Gostaria, por\u00e9m, de fazer uma pergunta: j\u00e1 conversou isso com os advers\u00e1rios, para que eles me deixem fazer tudo isso?\u201d E todos desabaram de rir, nem o t\u00e9cnico segurou. O Sandro Moreyra, jornalista que adorava uma lenda, leu esse meu relato no jornal e, em 1958, meteu na boca do Garrincha, o sacana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Mas eu falava de Pipi. Bem, Pipi \u00e9 enturmado com os corintianos \u2013 s\u00f3 ontem subiram uns 800 corinthianos, usem m\u00e1scara! Ele ouviu que realmente o Tite n\u00e3o vai muito com sua cara, n\u00e3o tem jeito. Ou melhor, tem: voc\u00ea conta com boas chances de ir \u00e0 Copa do Mundo, mas ter\u00e1 de se escalar na marra. Ou melhor, no talento. Saca o Rom\u00e1rio em 1994? Sim, mo\u00e7o, somente os seus gols o levar\u00e3o \u00e0 Copa. Por isso, cuide-se bem e boa sorte nesta temporada. Como diz meu velho pai, filho de escravos e grande sanfoneiro nas horas vagas, \u201cs\u00f3 falta energia quando o esp\u00edrito est\u00e1 atormentado. Quando ele est\u00e1 descansado, o corpo n\u00e3o sofre e a vida \u00e9 um c\u00e9u aberto.\u201d Confiamos em ti, eu e Pipi, Pipi e eu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Meu rapaz, eu sempre gostei de microfones, jornalistas e cronistas \u2013\u00a0era um dos raros jogadores a levar livros para a concentra\u00e7\u00e3o \u2013 e queria contar muitas outras hist\u00f3rias. Ah, os tantos macetes que aprendi em casa e busquei repassar como treinador (do Olaria) com meus irm\u00e3os, tr\u00eas craca\u00e7os: Luiz Ant\u00f4nio da Guia, o Perfeito; Ladislau, o Tijol\u00e3o (o chute mais forte que vi); e Mamede, o \u201cM\u00e9dio\u201d do Flamengo, campe\u00e3o carioca comigo em 1939 e 1942.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Mas chega de papo por enquanto. Se eu desando a falar, logo recome\u00e7o a cuspir marimbondos sobre os treinadores da sele\u00e7\u00e3o \u2013 por acaso voc\u00ea faz ideia de que o vitorioso Gentil Cardoso foi o \u00fanico treinador negro da velha CBD, e foi demitido em 1959 sem perder um jogo? Canalhas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Talvez eu devesse, ainda, alertar-lhe sobre as peculiaridades de uma Copa do Mundo. Apesar de minha frieza em campo, saiba que a maior burrada de toda minha carreira foi precisamente na Copa da Fran\u00e7a, contra um intrag\u00e1vel atacante italiano. Piola era seu nome \u2013\u00a0n\u00e3o confundir com Pinola. Ap\u00f3s ele me acertar e xingar tantas vezes, dei-lhe uma rasteira. O \u00e1rbitro su\u00ed\u00e7o viu, deu um penal e o Brasil voltou para casa. Oh, remorso. Ainda assim, s\u00f3 perdemos porque o treinador era uma besta e o Le\u00f4nidas sentiu a coxa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Encerro por aqui, meu mo\u00e7o. Para mais hist\u00f3rias, busque um bom livro ou converse com meu filh\u00e3o Ademir, em S\u00e3o Paulo \u2013 o Ademir, algu\u00e9m notou outro dia, jogava empinado como um cisne, bem parecido com o seu colega Gerson. Tor\u00e7o para que voc\u00eas dois tenham a cabe\u00e7a no lugar para realizar esse sonho que n\u00e3o pude concretizar: jogar uma Copa com a camisa amarelinha. \u00c9 que no meu tempo jog\u00e1vamos de branco, r\u00ea r\u00ea\u2026<\/p>\n<p><strong>Abra\u00e7o forte do seu<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=0I3REVfnhX4&amp;feature=emb_title\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Domingos Ant\u00f4nio da Guia<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">PS: Rapaz, quem \u00e9 esse insano que sabe tudo de Flamengo que apareceu aqui outro dia? Tal de Bruno Lucena. Figura\u00e7a. N\u00e3o \u00e9 que ele encontrou todos os detalhes sobre um gol meu, de p\u00eanalti, talvez o \u00fanico da minha carreira? Ele avisa que tudo est\u00e1 bem, parece feliz feito pinto no lixo entre os velhos craques, anotando tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">PPS: Certa feita me pediram para escalar meu Flamengo de todos os tempos. N\u00e3o fui cabotino de me escalar, e lasquei: Amado no gol, Bigu\u00e1, Penaforte e H\u00e9lcio, Jaime; Modesto Bria, Zizinho, Valido e Le\u00f4nidas; Per\u00e1cio e Moderato. Que talentos! Claro, hoje eu sacaria Per\u00e1cio e Moderato e encaixaria o galinho de Quintino e o menino do morro do Montanh\u00e3o de camisa nove\u2026 Sentiu a responsa? Veja se n\u00e3o vai me deixar mal, hein?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">PPPS: Soube da promessa do Braz de erguer uma est\u00e1tua sua na G\u00e1vea um dia. Just\u00edssimo, mas creia-me: tenho meu busto l\u00e1 em Bangu, de boininha e tudo, e ningu\u00e9m nem olha. A melhor homenagem \u00e9 o aplauso e o amor da torcida rubro-negra (e logo logo, a brasileira) a cada vit\u00f3ria \u00e9pica. E confie, est\u00e1 perto de voltar a acontecer. Ao contr\u00e1rio dos caras que eu marcava, vai passar.<\/p>\n<div class='button-row'>\n\t<a href='http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/marcelo\/' class='button small-button \n\t\t\t \n\t\t\trounded-corners \n\t\t\torange-button text-uppercase' style=\"color: #ffffff; background-color: #000000; box-shadow: 0 0 0 3px #991b1b inset;\">\n\t\t\t\tSobre Marcelo Dunlop\t<\/a>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Meu caro Gabriel do Gol, Tudo na santa paz? Escrevo-lhe gra\u00e7as \u00e0 insist\u00eancia de um camaradinha que jogou pouca bola, grande admirador seu e meu: Jos\u00e9 Ely de Miranda, tal de Zito. Conhece? Ele manda um abra\u00e7o afetuoso e sopra daqui que ainda tem uma Libertadores a mais que voc\u00ea. 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