{"id":891,"date":"2015-04-05T04:05:40","date_gmt":"2015-04-05T04:05:40","guid":{"rendered":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/?p=891"},"modified":"2015-04-05T05:18:00","modified_gmt":"2015-04-05T05:18:00","slug":"fla-flu-e-o-bom-combate","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/fla-flu-e-o-bom-combate\/","title":{"rendered":"Fla-Flu e o Bom Combate."},"content":{"rendered":"<p style=\"margin-bottom: 24px; text-align: justify;\">Bastou que os pais da Na\u00e7\u00e3o, Jos\u00e9 Agostinho Pereira da Cunha, M\u00e1rio Spindola, Nestor de Barros, Augusto Lopes, Jos\u00e9 F\u00e9lix da Cunha Meneses e Felisberto Laport dessem suas primeiras remada na velha baleeira Pheruza, em 1895, pelas \u00e1guas da Ba\u00eda da Guanabara, para que todos percebessem que para ser grande o Flamengo n\u00e3o ia precisar de ningu\u00e9m. O protagonismo vocacional do vermelho e preto surgiu naturalmente, como parte indissoci\u00e1vel de sua pr\u00f3pria exist\u00eancia, encantando as gatinhas do peda\u00e7o e deixando os \u201csem-barco\u201d da \u00e1rea bolad\u00f5es. Quase 120 anos se passaram desde ent\u00e3o e a sua simples exist\u00eancia continua a bastar para que seus incont\u00e1veis seguidores fa\u00e7am do Flamengo, indiscutivelmente, o maior. N\u00e3o \u00e9 de hoje que a arco-\u00edris pira.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 24px; text-align: justify;\">Ao mesmo tempo em que o Flamengo enche seus torcedores de orgulho c\u00edvico, espalha o terror em quem n\u00e3o fecha com o certo. \u00c9 um dos motivos para que 11 em cada 10 torcedores de clubes do Brasil elejam o Meng\u00e3o como o seu maior rival. Pode perguntar a qualquer mal vestido que cruzar seu caminho qual \u00e9 o time que mais deseja vencer e a resposta, invariavelmente, ser\u00e1 Flamengo. Acostumados que estamos a circular em bocas-de-matildes nem nos importamos mais com o tom beligerante em que os torcedores dos times pequenos, times que sequer frequentam a primeira divis\u00e3o assiduamente, se referem a n\u00f3s. Por pura mania de grandeza dos baixinhos s\u00e3o cultivadas artificialmente, em todo o Brasil, rivalidades plat\u00f4nicas das quais s\u00f3 ficamos sabendo que existem quando ouvimos os lamentos de seus torcedores.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 24px; text-align: justify;\">O que n\u00e3o \u00e9 o caso do pr\u00f3ximo advers\u00e1rio do Meng\u00e3o Bicho-Pap\u00e3o pelo carioqueta, o recalcitrante fugitivo das divis\u00f5es subalternas, protagonista de in\u00e9ditos 4 rebaixamentos no Brasileiro. O Fluminense, queira-se bem ou n\u00e3o \u00e0quela gente esquisita, \u00e9 um l\u00eddimo rival do Flamengo. Rival no \u00e2mbito do Campeonato Carioca, l\u00f3gico, que no Brasileiro elas s\u00e3o <em>caf\u00e9 au lait<\/em>. Mas s\u00e3o muitos anos jogando contra elas, dividindo o palco do Maior do Mundo em suas tardes e noites mais antol\u00f3gicas, acabou criando-se um v\u00ednculo (v\u00ednculo sem maiores intimidades, que o Flamengo nunca foi muito de ir \u00e0 praia na Farme). No carioqueta o Flor \u00e9 nosso rival, sim. \u00c9 s\u00f3 por isso que o Fla x Flu \u00e9 o cl\u00e1ssico mais famoso do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 24px; text-align: justify;\">Temos imenso prazer em ganhar delas. A hegemonia da competi\u00e7\u00e3o, que hoje nos pertence, foi arrebatada das delicadas m\u00e3os tricolores em 2009 ap\u00f3s quase um s\u00e9culo de persegui\u00e7\u00e3o implac\u00e1vel e desde ent\u00e3o a dist\u00e2ncia entre n\u00f3s, que j\u00e1 era imensa no campo moral, s\u00f3 faz aumentar. Queremos a vit\u00f3ria no domingo porque assim carimbamos o passaporte para as finais dessa palha\u00e7ada de Carioca com a vantagem dos dois empates, aumentamos a nossa vantagem em confrontos diretos de 9 para 10 vit\u00f3rias (111 vit\u00f3rias Fla- 100 empates -102 derrotas) e porque \u00e9 uma del\u00edcia fazer as meninas sair chorando do Maraca.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 24px; text-align: justify;\">Mas, fora o futebol dentro de campo, \u00e9 for\u00e7oso admitir, que dessa vez, como na grande cis\u00e3o de 1936 entre o amadorismo e o profissionalismo, o tricolor, malgrado sua folha corrida e suas d\u00edvidas com a sociedade, est\u00e1 do lado do bem. Principalmente porque est\u00e1 ao lado do Flamengo em sua cruzada contra o entulho autorit\u00e1rio que a FERJ insiste em despejar no caminho do Flamengo, do Fluminense e de quem quer que ouse mudar a estrutura feudal e amador\u00edstica do futebol carioca. A FERJ n\u00e3o \u00e9 rival do Flamengo e nem do Fluminense, a FERJ \u00e9 inimiga.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 24px; text-align: justify;\">Pobres do inimigos do Flamengo. Quanto mais nos fustigam com vilanias, arbitrariedades e golpes abaixo da cintura, mais o Flamengo se agiganta, mais o Flamengo firma os p\u00e9s em sua posi\u00e7\u00e3o. Quanto mais nobre a causa, maior \u00e9 a coragem e maior \u00e9 o comprometimento do Flamengo. Se a FERJ nos ataca no varejo n\u00f3s respondemos no atacado. Tentaram impedir que lucr\u00e1ssemos com as bilheterias, mas n\u00e3o foi preciso que o Flamengo brigasse por dinheiro. O Flamengo das grandes causas lutou pela livre iniciativa e pelo cumprimento dos contratos. Venceu. Impedem o nosso t\u00e9cnico de exercer seu direito ao trabalho e \u00e0 expressar opini\u00e3o. O Flamengo n\u00e3o deixou Luxemburgo s\u00f3, e agora luta, com todas as suas for\u00e7as, contra a censura e pela liberdade de express\u00e3o. Alguma d\u00favida de quem est\u00e1 do lado certo? Alguma d\u00favida de quem est\u00e1 combatendo o bom combate? Alguma d\u00favida de quem vencer\u00e1?<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 24px; text-align: justify;\">Flamengo e, olha s\u00f3, vejam voc\u00eas, Fluminense, lutam sozinhos contra os desmandos e os desvarios de uma entidade cujos calend\u00e1rios parecem permanecer estacionados nos anos de chumbo e cujo maior talento aparente \u00e9 o de morder 10% das receitas dos clubes cariocas. Diante da hist\u00f3ria de Flamengo e Fluminense, de sua contribui\u00e7\u00e3o ao belo esporte e \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da identidade nacional, a FERJ n\u00e3o representa muita coisa. Mas reage com viol\u00eancia contra aqueles que a ela n\u00e3o se submetem. Fla, Flu e Luxemburgo n\u00e3o se curvaram ao arb\u00edtrio, por isso s\u00e3o, cada um ao seu modo, exemplos. Palmas pro Fluminense, pela atitude macha. Pro Flamengo, por favor, nada de palmas, atitudes machas s\u00e3o nossa obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 24px; text-align: justify;\">Censura nunca mais! Todos ao Maracan\u00e3!<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 24px; text-align: justify;\"><strong>Meng\u00e3o Sempre<\/strong><\/p>\n<div class='button-row'>\n\t<a href='http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/arthur\/' class='button small-button \n\t\t\t \n\t\t\trounded-corners \n\t\t\torange-button text-uppercase' style=\"color: #ffffff; background-color: #000000; box-shadow: 0 0 0 3px #991b1b inset;\">\n\t\t\t\tSobre Arthur Muhlenberg\t<\/a>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bastou que os pais da Na\u00e7\u00e3o, Jos\u00e9 Agostinho Pereira da Cunha, M\u00e1rio Spindola, Nestor de Barros, Augusto Lopes, Jos\u00e9 F\u00e9lix da Cunha Meneses e Felisberto Laport dessem suas primeiras remada na velha baleeira Pheruza, em 1895, pelas \u00e1guas da Ba\u00eda da Guanabara, para que todos percebessem que para ser grande o Flamengo n\u00e3o ia precisar &#8230; <a class=\"read-more-link\" href=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/fla-flu-e-o-bom-combate\/\">Read More <i class=\"ico-946\"><\/i><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":890,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[33],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/891"}],"collection":[{"href":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=891"}],"version-history":[{"count":4,"href":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/891\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":906,"href":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/891\/revisions\/906"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/890"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=891"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=891"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=891"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}