{"id":856,"date":"2015-03-23T20:14:32","date_gmt":"2015-03-23T20:14:32","guid":{"rendered":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/?p=856"},"modified":"2015-06-27T20:16:38","modified_gmt":"2015-06-27T20:16:38","slug":"secos-e-molhados","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/secos-e-molhados\/","title":{"rendered":"Secos e Molhados"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin-bottom: 24px; text-align: justify;\">H\u00e1 uns 200 mil anos o pai do nosso craque Z\u00e9 Roberto, o radialista Benjamin Wright, cunhou a frase eterna e exata \u201c Futebol \u00e9 uma caixinha de surpresas\u201d. Mas isso foi no tempo do epa, quando o futebol era mesmo surpreendente e os resultados dos jogos, a despeito da diferen\u00e7a de for\u00e7a entre os <em>scratches<\/em>, eram sujeitos \u00e0 incr\u00edveis reviravoltas. Mas isso acabou, pelo menos quando nos referimos aos jogos do Meng\u00e3o com a baranga. J\u00e1 faz um temp\u00e3o que em mat\u00e9ria de Flamengo x Vasco o futebol virou ci\u00eancia exata. Como eu sempre digo, basta que o jogo entre n\u00f3s e o bacalhau valha alguma coisa para que a 1\u00aa v\u00edtima seja a imprevisibilidade do resultado. Sei que parece soberbo e seboso afirmar tal coisa, mas o que podemos fazer se a vasca s\u00f3 apanha?<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 24px; text-align: justify;\">O domingo 22 de mar\u00e7o, tamb\u00e9m conhecido popularmente como ontem, manteve a escrita e sustenta minha marra. Foi um dia de grande sofrimento pras hostes vice\u00ednas. O dia raiou com o Meng\u00e3o faturando mais uma regata na Lagoa e deixando os camisa-feiona adivinha em que posi\u00e7\u00e3o? Isso mesmo, vices na regata, <em>\u00f3 Jesuis!<\/em> Logo depois os cora\u00e7\u00f5ezinhos infantis foram ao Maraca, debaixo de temporal do 5o ato de Rigoletto, pra ver os nossos crias do sub-20 esculacharem com os crias deles na preliminar. Pra completar a via crucis dominical os filhos da bigoduda ainda assistiram, todos molhadinhos, \u00e0 espetacular vit\u00f3ria do Meng\u00e3o Papaiz\u00e3o, tirando o selo da vasca no carioqueta e removendo-os violentamente da lideran\u00e7a do certame rural que ocupavam imerecidamente. Foi barba, cabelo, bigode e brazilian wax.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 24px; text-align: justify;\">N\u00e3o obstante a previsibilidade, o Flamengo x Vasco foi um jog\u00e3o. Emo\u00e7\u00e3o desde a hora de entrar no est\u00e1dio, com participa\u00e7\u00e3o especial da PM, sempre jeitosa, distribuindo com grande equanimidade, sem se importar com a cor da camisa, tiro, porrada e bomba pra quem ousasse tentar adentrar \u00e0s depend\u00eancias do M\u00e1rio Filho. E mesmo assim, mais de 50 mil almas enfrentaram o pelot\u00e3o de boas vindas e elevaram a temperatura da panela de press\u00e3o. Eram 2 rubro-negros para cada sofredor, o que \u00e9 mais ou menos a m\u00e9dia hist\u00f3rica de comparecimento ao finado Cl\u00e1ssico dos Milh\u00f5es. Um \u00f3timo p\u00fablico, sob qualquer aspecto, mas era jogo pra ter pelo menos o dobro de gente. Fico muito triste com quem diz que Flamengo x Vasco \u00e9 um jogo de vida ou morte. Ignorantes, \u00e9 muito mais importante do que isso.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 24px; text-align: justify;\">Por entender a real dimens\u00e3o de um duelo desse naipe dessa vez levei as crian\u00e7as ali no Oeste Inferior, onde se misturavam os bem vestidos e os camisas feiona sem qualquer animosidade e o clima era de muita civilidade e carioquismo. Geral se espremendo lado a lado pra escapar da chuva e torcendo pro seu time na boa, sem nenhum stress. Sem pachequismo, n\u00e3o existe torcida no mundo como a torcida carioca. N\u00f3s somos foda e temos muito a ensinar \u00e0s torcidas de todo o Brasil. Orgulho de fazer parte dessa popula\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 de bobeira que os maiores p\u00fablicos da temporada em todo o pa\u00eds s\u00e3o dos jogos do Meng\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 24px; text-align: justify;\">\u00c9 principalmente por causa das suas torcidas que o Futebol Carioca, com letras mai\u00fasculas, \u00e9 raiz, matriz e deveria ser a locomotriz do futebol brasileiro. S\u00e3o elas que o mant\u00e9m vivo apesar de todo o esfor\u00e7o da nossa cartolagem pra acabar de vez com o nosso barato. Palmas e parab\u00e9ns pra todas as torcidas cariocas, de todos os tamanhos, afinal s\u00e3o elas que d\u00e3o a medida da grandeza da torcida do Flamengo, que carrega \u00e0 todas nas costas. Esse \u00e9 o destino e a miss\u00e3o do Meng\u00e3o Provedor Master Pagador de Pens\u00e3o Aliment\u00edcia do Futebol Nacional.<\/p>\n<div id=\"attachment_860\" style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/fixing-a-hole-e1427141526313.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-860\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-860\" src=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/fixing-a-hole-e1427141526313.jpg\" alt=\"Fixing a Hole Where The Rain Gets In\" width=\"800\" height=\"480\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-860\" class=\"wp-caption-text\">Fixing a Hole Where The Rain Gets In<\/p><\/div>\n<p style=\"margin-bottom: 24px; text-align: justify;\">O jogo em si foi pobre em t\u00e9cnica, disputado na base do chut\u00e3o e com a bola aquaplanando em grande parte do 1o tempo. Desacostumado a trabalhar com fartura de H20, o goleirinho da baranga deu logo um mole e foi punido pelo impiedoso Alecsandro, Cone Assassino sem n\u00f3 na garganta. Uh, Terror! Alecsandro \u00e9 matador! Ligado no jogo, Alecsandro foi mais r\u00e1pido at\u00e9 que os c\u00e2meras que faziam a transmiss\u00e3o. Viu a bola estacionada na po\u00e7a d\u2019\u00e1gua e meteu uma bicuda seca no campo molhado, estufando a rede da vasca e deixando o beque deles de bunda pra cima. Uma verdadeira pintura.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 24px; text-align: justify;\">A chuva continuava intensa e em pouco tempo o gramado do est\u00e1dio de um bilh\u00e3o de dinheiros estava em estado lastim\u00e1vel. O juiz\u00e3o, com personalidade, parou o jogo e como naquela altura da brincadeira, com menos de 30 minutos jogados, se houvesse suspens\u00e3o da partida ela teria que ser reiniciada com o placar zerado, os vasca\u00ednos j\u00e1 se preparavam para se evadir do local. O bus\u00e3o deles chegou a manobrar no estacionamento 2. Rapidamente, Luxemburgo mandou nossos formid\u00e1veis rapazes entrarem em campo com roupas secas e come\u00e7arem a bater bola, para mostrar pra todo mundo que o gramado estava em condi\u00e7\u00f5es e que o \u00faltimo a voltar do vesti\u00e1rio era mulher do padre. Um estratagema pueril, que s\u00f3 funciona com crian\u00e7as de at\u00e9 6 anos de idade, mas que com os vices, n\u00e3o sei bem porque, funcionou.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 24px; text-align: justify;\">O resto do 1o tempo recome\u00e7ou e tomamos logo um gol estranho, em que a bola, pelo menos do \u00e2ngulo em que me encontrava, n\u00e3o chegou a cruzar a linha fatal. Mas com a vasca, sempre ajudada pelos homens de preto, \u00e9 sempre assim, \u00e9 preciso fazer dois gols para que um valha. N\u00e3o nos deixamos abater, seguramos a onda e no 2o tempo metemos correria pra cima delas. Cirin\u00e3o da massa, peixe ensaboado, deu uns ol\u00e9s l\u00e1 no seilaquenzinho e foi atropelado pelo cachorr\u00e3o deles na grande \u00e1rea. P\u00eanalti indiscut\u00edvel que foi cobrado com perfei\u00e7\u00e3o por Alecsandro. A justi\u00e7a estava sendo feita, no placar estava escrito, Flamengo 2 x 1 vasca. E assim foi at\u00e9 o fim. Teve at\u00e9 porradaria e farta distribui\u00e7\u00e3o de cart\u00f5es, <em>de rigueur<\/em> em nossos <em>rendez-vous<\/em> com a baranga, que n\u00e3o foram suficientes para mudar o panorama da partida. Ao contr\u00e1rio, confirmaram nossa superioridade, na bola e no bra\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 24px; text-align: justify;\">Enfim, tudo rotina, mais do mesmo de uma hist\u00f3ria que se repete h\u00e1 um porrad\u00e3o de tempo. J\u00e1 s\u00e3o dez jogos sem perder pra esses pregos. Esperamos, sinceramente, que a vasca n\u00e3o feche as portas nas pr\u00f3ximas temporadas. Porque \u00e9 bom demais ganhar deles e se um dia eles vierem a faltar, vamos ficar com saudades. Fica, Eurico!<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 24px; text-align: justify;\"><strong>Meng\u00e3o Sempre<\/strong><\/p>\n<div class='button-row'>\n\t<a href='http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/arthur\/' class='button small-button \n\t\t\t \n\t\t\trounded-corners \n\t\t\torange-button text-uppercase' style=\"color: #ffffff; background-color: #000000; box-shadow: 0 0 0 3px #991b1b inset;\">\n\t\t\t\tSobre Arthur Muhlenberg\t<\/a>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 uns 200 mil anos o pai do nosso craque Z\u00e9 Roberto, o radialista Benjamin Wright, cunhou a frase eterna e exata \u201c Futebol \u00e9 uma caixinha de surpresas\u201d. 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