{"id":8547,"date":"2020-08-07T19:50:22","date_gmt":"2020-08-07T19:50:22","guid":{"rendered":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/?p=8547"},"modified":"2020-08-07T20:09:15","modified_gmt":"2020-08-07T20:09:15","slug":"9-coisas-sobre-o-flamengo-que-o-tecnico-domenec-devia-saber","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/9-coisas-sobre-o-flamengo-que-o-tecnico-domenec-devia-saber\/","title":{"rendered":"9 coisas que Domenec devia saber"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><em><strong>Caro Domenec Torrent,<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Ao longo desta passagem pelo Flamengo, voc\u00ea ver\u00e1 o acento original de seu primeiro nome ser salpicado em praticamente todas as letras, com poss\u00edvel exce\u00e7\u00e3o do D\u00ea. Para poupar voc\u00ea, o leitor e em especial o teclado do meu computador j\u00e1 combalido, vamos com seu nome desacentuado neste texto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Um texto que, sem delongas, pretende listar o b\u00e1sico e o fundamental sobre o Clube de Regatas do Flamengo que seus contratantes ainda n\u00e3o contaram, tudo para que tudo corra bem nesta temporada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>1. Da imprensa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Na quinta vez que for perguntado sobre o som do seu nome, caso voc\u00ea se canse, d\u00ea um sorriso maroto e lasque para as c\u00e2meras: \u201cVoc\u00eas j\u00e1 tiveram um grande jogador chamado Dejan Petkovi\u0107 e dois treinadores de nome Izidor K\u00fcrschner e Fleitas Solich, certo? Pois \u00e9, sei que a pron\u00fancia exata de meu nome n\u00e3o tem tanta import\u00e2ncia, em breve ganharei um apelido carinhoso do torcedor. Falem do jeito que preferirem.\u201d Pronto. Com isso as mesas redondas ter\u00e3o horas e horas para debater se voc\u00ea \u00e9 um g\u00eanio ou um grosso \u2013 e voc\u00ea ter\u00e1 o que precisa: tempo para trabalhar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>2. Rio x Catalunha<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">H\u00e1 profundas diferen\u00e7as culturais entre o Rio e a Catalunha. Por l\u00e1, o p\u00e3o com tomate \u00e9 apreciado; por aqui, quem manda \u00e9 o p\u00e3o de alho (experimente o do Galeto Sat\u2019s, divino). A mais importante, contudo, \u00e9 a quest\u00e3o do oceano. Aqui, morar no litoral \u00e9 para os ricos; na sua terra, era o lugar dos miser\u00e1veis \u2013 volta e meia pintava um barco mouro ou invasores franceses, e quem estava de bobeira na praia era logo degolado \u2013 o que devia atrapalhar bastante as vendas de mate. Nossas praias n\u00e3o oferecem, portanto, grandes perigos. Por via das d\u00favidas, passe longe das redes de futev\u00f4lei do Edmundo e do Renato Portaluppi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>3. O segundo maior crime<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">O Rio virou um lugar de maluco \u2013 praticamente uma Chicago dos anos 1930 com u\u00edsque e sem o Robert DeNiro. Hoje, como algu\u00e9m bem reparou, a cidade lembra uma bela casa de praia, de vista magn\u00edfica mas paredes carcomidas. O quarto dos fundos abriga um doente, e na sala, h\u00e1 um bando de crian\u00e7a querendo jogar bola: \u201cMas pai\u00eaeee! Por que qui n\u00e3o pode? O que o futebol tem a ver com a doen\u00e7a do vov\u00f4?\u201d. Paci\u00eancia, entender\u00e3o um dia. Tem ainda muito carioca fazendo vista grossa para crimes hediondos, de mil\u00edcia ao roubo de hospitais, mas dois pelo menos s\u00e3o abominados por 100% da Na\u00e7\u00e3o Rubro-Negra. Anota a\u00ed: o segundo \u00e9 fazer gol e recuar pelo resultado. O primeiro \u00e9 desonrar o Manto Sagrado.\u00a0Tome cuidado com as m\u00e1s companhias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>4. Somos normais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">O adepto flamengo \u00e9 um torcedor como outro qualquer, um daqueles apaixonados que voc\u00ea cansou de conhecer ao longo desses seus 30 anos de carreira. Como um certo leitor aqui do Rep\u00fablica Paz &amp; Amor, que um belo dia saltou do metr\u00f4 e deu de cara com cinco brutamontes de uma torcida uniformizada do Vasco. Pensou r\u00e1pido: pagou de brabo e chamou o mais forte (esse detalhe \u00e9 importante) para sair no pau. &#8220;Calma a\u00ed, deixa eu dar uma alongada no ombro e pesco\u00e7o&#8230;&#8221; Tirou a camisa e\u2026 tacou a blusa na cara do Wanderlei Silva vasca\u00edno, catando pneus numa corrida louca e desabalada pela vida, da esta\u00e7\u00e3o Maracan\u00e3 a uma delegacia mais pr\u00f3xima. Acabou, no desespero, se atirando para dentro de um port\u00e3o gradeado \u2013 era um pres\u00eddio, onde os guardas o receberam com canos de fuzis apontados para sua boca \u2013 que ufa, sorria aliviada. Vai dizer que isso n\u00e3o era comum nos seus tempos no Girona ou no New York FC?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>5. Dos mascotes<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">O mascote do Flamengo, como voc\u00ea j\u00e1 reparou, \u00e9 o urubu. Mas h\u00e1 outro bicho que ronda o clube: o mico. Todo santo treinador do Flamengo j\u00e1 teve de encarar um mic\u00e3o gigante, sem falar em eventuais orangotangos. At\u00e9 Jorge Jesus, n\u00e3o se engane, precisou abra\u00e7ar o mico, num Bahia 3 a 0 Flamengo em que as trombetas dos cr\u00edticos soaram em altos decib\u00e9is. (Num bar em Copacabana, o cantor Sylvinho Blau-Blau berrava descompensado: \u201cDemitam esse portugu\u00eas!\u201d. Outros queriam fazer coisa pior.) Portanto, absorva o mico. Entenda o mico. E siga em frente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>6. Das rivalidades<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">O maior rival do Flamengo, saiba logo, n\u00e3o \u00e9 outro grande clube do Rio, ou do Brasil. O nosso maior rival \u00e9 o Oba-Oba, monstrengo gigante que vive nas profundezas da lagoa, tal qual um crocodilo de filme B, e de vez em quando engole nossos treinadores. Se a torcida come\u00e7ar a falar do Liverpool, fale aos jogadores sobre o Barcelona do Equador. Sobre o Atl\u00e9tico Goianiense. Evite o monstrengo. Do mico voc\u00ea pode se aproximar, fazer carinho e at\u00e9 dar uma pipoquinha. Do Oba-Oba, jamais. Fuja sempre que&#8230; epa, olha ele ali! Corra!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>7. Um Everest ou dois<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">A \u00faltima equipa a vencer duas Ta\u00e7as Libertadores consecutivamente foi o Boca Juniors, em 2001. Nos \u00faltimos 30 anos, apenas quatro clubes repetiram o t\u00edtulo do Brasileiro. Ven\u00e7a o trof\u00e9u nacional, e ver\u00e1 o Rio de Janeiro virar um imenso baile funk ao ar livre. Ven\u00e7a a Libertadores e ver\u00e1 seu povo enlouquecido bailando a Sardana, dancinha t\u00edpica catal\u00e3.\u00a0O maestro \u00e9 voc\u00ea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>8. O som do sil\u00eancio<\/strong><\/p>\n<p>Assim como anda rolando na Champions, seus primeiros jogos ser\u00e3o sem a torcida, chamada por aqui de \u201cnosso 12\u00ba jogador\u201d. Desde 1914 o Flamengo n\u00e3o \u00e9 campe\u00e3o sem ela, OK. Mas acredite: para um treinador rec\u00e9m-chegado, nada melhor que debutar sem o fumac\u00ea, berros e distra\u00e7\u00f5es. Concentre-se nas t\u00e1ticas. Aproveite o sil\u00eancio e o vazio dos est\u00e1dios para recuperar aqueles c\u00e9lebres atletas que, como diz um amigo meu, padecem da s\u00edndrome do ator porn\u00f4 amador \u2013 tremem\u00a0quando h\u00e1 muita gente olhando. Quietinho \u00e9 que \u00e9 bom. Daqui a pouco a gente chega junto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>9. O Burro e o Cagador<\/strong><\/p>\n<p>Sabemos que o simp\u00e1tico asno \u00e9 um bicho cultuado em sua terra. Assim como o bonequinho Cagador, s\u00edmbolo de boa sorte dos camponeses ao referir-se ao adubo da terra. Esque\u00e7a deles. Se ouvir o elogio de \u201cburro\u201d no est\u00e1dio, ou algum dirigente disser que \u201cest\u00e1 cagando baldes\u201d para sua opini\u00e3o, seu trabalho talvez n\u00e3o esteja indo por um bom caminho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>Bona sort. Visca el Flamengo!<\/strong><\/p>\n<div class='button-row'>\n\t<a href='http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/marcelo\/' class='button small-button \n\t\t\t \n\t\t\trounded-corners \n\t\t\torange-button text-uppercase' style=\"color: #ffffff; background-color: #000000; box-shadow: 0 0 0 3px #991b1b inset;\">\n\t\t\t\tSobre Marcelo Dunlop\t<\/a>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caro Domenec Torrent, Ao longo desta passagem pelo Flamengo, voc\u00ea ver\u00e1 o acento original de seu primeiro nome ser salpicado em praticamente todas as letras, com poss\u00edvel exce\u00e7\u00e3o do D\u00ea. Para poupar voc\u00ea, o leitor e em especial o teclado do meu computador j\u00e1 combalido, vamos com seu nome desacentuado neste texto. 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