{"id":8187,"date":"2020-07-11T07:36:20","date_gmt":"2020-07-11T07:36:20","guid":{"rendered":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/?p=8187"},"modified":"2020-07-12T13:07:36","modified_gmt":"2020-07-12T13:07:36","slug":"o-momento-gabigol-de-cada-um","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/o-momento-gabigol-de-cada-um\/","title":{"rendered":"O momento Gabigol de cada um"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Qual foi o maior momento particular da sua vidinha? Aquele lance \u201ciiiincr\u00edvel, \u00e9pico, memor\u00e1vel\u201d, nas palavras do profeta Jo\u00e3o Guilherme, de que voc\u00ea se orgulha at\u00e9 hoje, na sua trajet\u00f3ria pessoal ou profissional?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">No mais novo livro de Luis Fernando Verissimo, uma antologia dos seus 50 anos de carreira, h\u00e1 uma cr\u00f4nica impag\u00e1vel na qual amigos desandam a recordar seus dias mais felizes, epis\u00f3dios memor\u00e1veis que, de certo modo, justificaram suas vidas at\u00e9 ali.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Isso \u00e9, o dia em que voc\u00ea brilhou absoluto, mais ou menos como fez Gabigol naquele 23 de Novembro no Peru. A bola quicando, os zagueiros mordendo, mas voc\u00ea n\u00e3o desperdi\u00e7ou: mandou para dentro com categoria e correu para o abra\u00e7o. A sua \u201cgl\u00f3ria eterna\u201d privada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Mas fiquemos com um exemplo do pr\u00f3prio Verissimo, tirado da tal cr\u00f4nica &#8220;O maior momento&#8221; <em>(In \u201cVerissimo antol\u00f3gico\u201d, Editora Objetiva, 2020)<\/em>:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">\u201cA Bela disse que foi a primeira vez que acertou um pudim. A m\u00e3e vivia dizendo que ela n\u00e3o acertava o pudim porque era muito nervosa. Fazia tudo certo, n\u00e3o errava nos ingredientes, n\u00e3o errava na mistura, mas de alguma maneira seu nervosismo se transmitia ao pudim e o pudim desandava. O pudim tamb\u00e9m ficava nervoso. No dia em que acertei o pudim \u2014 contou a Bela sorrindo \u2014, tive uma crise de choro. Sa\u00ed da cozinha para n\u00e3o influenciar o pudim, que poderia ter uma reca\u00edda. Mas na mesa, quando a m\u00e3e disse \u2018O pudim \u00e9 da Bela\u2019 e todo mundo aplaudiu, meu Deus do c\u00e9u. Nunca mais senti a mesma coisa. Nunca mais.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">N\u00e3o sei voc\u00eas, mas ap\u00f3s cem dias asilado em casa durante a pandemia, passei a me dedicar sem d\u00f3 ao v\u00edcio solit\u00e1rio da nostalgia. Ah, meus dias de gl\u00f3ria&#8230; Qual teria sido o maior? Aquela tarde m\u00e1gica em Paraty? Talvez um certo beijo molhado, naquele momento de indecis\u00e3o&#8230; Ou teria sido aquele nado improv\u00e1vel, com uma equipe da pesada na Costa do Sau\u00edpe? Apelemos para o Verissimo mais um pouco, enquanto a inspira\u00e7\u00e3o n\u00e3o vem:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">\u201cPara o Raul Pedro, foi a vez em que ele acertou uma bicicleta. Nunca tinha testado uma bicicleta antes, mas do jeito que a bola chegou nele n\u00e3o havia alternativa. Fechou os olhos e fez o que tinha visto outros fazerem. Atirou-se para tr\u00e1s, pedalou no ar, sentiu o segundo p\u00e9 acertar a bola, e quando levantou-se do ch\u00e3o viu que a bola tinha entrado no \u00e2ngulo. Bem, no \u00e2ngulo n\u00e3o, porque era uma goleira improvisada de praia. No que seria o \u00e2ngulo numa goleira regulamentar. N\u00e3o havia plateia para aplaudi-lo. O goleiro advers\u00e1rio, ressentido, s\u00f3 disse \u2018Sorte\u2019. Seus companheiros de time tamb\u00e9m n\u00e3o se entusiasmaram muito com o lance. N\u00e3o os conhecia, tinha sido escalado porque estava passando e faltava um jogador. Ele j\u00e1 se resignara \u00e0 comemora\u00e7\u00e3o solit\u00e1ria do seu feito, pelo resto da vida, quando viu o garoto que vendia picol\u00e9 na praia olhando para ele e sorrindo. O garoto estava sentado na sua caixa de isopor e quando viu que Raul Pedro o avistara levantou o ded\u00e3o num sinal de positivo. Sua bicicleta tinha sido positiva. A \u00fanica posteridade do meu lance, disse Raul Pedro, \u00e9 um vendedor de picol\u00e9, que j\u00e1 deve ter esquecido. Mas eu n\u00e3o esqueci. Nunca me orgulhei tanto de alguma coisa como daquela bicicleta.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Um bom modo de come\u00e7ar a abrir esse ba\u00fa do passado, que jeito, \u00e9 desfiar os lances apote\u00f3ticos dos grandes amigos, que testemunhamos incr\u00e9dulos, cientes de que est\u00e1vamos vendo epis\u00f3dios hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Como esquecer o fim de tarde em que o Mario, atleta ol\u00edmpico, acostumado a emo\u00e7\u00f5es, chegou ao bloco de sujos no carnaval e percebeu que, uh salva\u00e7\u00e3o, o homenageado daquele ano era\u2026 ele pr\u00f3prio! Ou a noite em que o Bernardo Mantu, voltando do Maracan\u00e3, aceitou um convite inusitado e pegou carona no caminh\u00e3o da Comlurb, papeando com os garis?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">E a Manu da Cu\u00edca? Ah, o dia em que a Manu ouviu seu samba levado, pela primeira vez, por toda a bateria da Mangueira&#8230; E ningu\u00e9m foi mais feliz, claro, que o primo Bruno, ao completar certinho aquele verso de partido alto \u2013 no meio da sala de estar da Beth Carvalho, durante um inesquec\u00edvel pagode de Natal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Seja como for, o que mais invejo ainda \u00e9 aquele lampejo de craque do meu amigo Gabriel Barbosa \u2013 n\u00e3o o que voc\u00eas conhecem, esse \u00e9 outro. O Gabriel a que me refiro \u00e9 um tricolor, que nunca jogou nada e estudou comigo na PUC-Rio, e hoje nem est\u00e1 mais entre n\u00f3s (n\u00e3o morreu n\u00e3o, foi para Atlanta, longe pacas.)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Era anivers\u00e1rio do Gabriel, e a feijoada comia solta em Santa Teresa, como manda o figurino. J\u00e1 tem o que isso, 20 anos? Sei que o samba estava no auge, at\u00e9 que um dos m\u00fasicos precisou ir ali rapidinho. Dada a informalidade da roda, chamaram o aniversariante para enganar ali por uns minutos \u2013 e o Gabriel topou, ap\u00f3s segurar o tant\u00e3 como um pai de primeira viagem recebe o rebento. Mas deu-se o seguinte: o grupo, seguindo o roteiro, lascou um cl\u00e1ssico do Fundo de Quintal, daqueles que previa uma sequ\u00eancia de solos, e cada ritmista come\u00e7ou a dar seu recado. Tens\u00e3o no ar!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Os velhos sambistas se entreolhavam, o Gabriel sorria amarelo, os convidados em suspense \u2013 logo logo viria o solo do tant\u00e3, e tudo poderia acontecer: o samba travar, constrangimento, vaias, panelas voando&#8230; S\u00f3 que a\u00ed&#8230; baticum tanticumbum pam-pum! O Gabriel bateu no couro redondinho e devolveu para a roda, como se fosse cria dos Prazeres ali perto, e n\u00e3o um branco azedo, leitor de Nietzsche e futuro manda-chuva de multinacional. A festa foi abaixo, e s\u00f3 faltou levarmos ele nos ombros, como um Tost\u00e3o ou Rivelino na Copa do M\u00e9xico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Embromo, embromo, e o leitor e a leitora j\u00e1 sacaram: nada de eu conseguir desencavar da mem\u00f3ria uma vitoriazinha particular sequer, nessa minha reles vida sem filhos nem brilhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Quem dera, meus amigos, quem dera, ter vivido por exemplo a &#8220;gl\u00f3ria eterna&#8221; do Claudio. Minutinho, doutor Claudio para voc\u00eas, j\u00e1 que se trata de excelso jurista e advogado condecorado. Nascido e criado em Volta Redonda, doutor Claudio foi tentar ganhar a vida na capital, e para distrair corpo e mente, fazia sua gin\u00e1stica de lei: trote de cinco voltinhas no Maracan\u00e3 \u00e0 noite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Era uma quarta-feira qualquer do ano de 1984, e munido de um par de notas de 1 cruzeiro na algibeira da sunga, Claudio cumpria sua volta derradeira quando os ouvidos o atra\u00edram. Sim, o funcion\u00e1rio da Suderj j\u00e1 executava com pachorra sua miss\u00e3o de todo jogo: arrastar o cl\u00e1ssico port\u00e3o de ferro da geral, para deixar o pov\u00e3o sair, e os gatos pingados, entrarem. Claudio, pingando, entrou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Uma vez l\u00e1 dentro, descobriu que o est\u00e1dio estava vazio, 2.599 pessoas por l\u00e1, e o jogo era uma pelada protocolar, para preencher a tabela do Campeonato Brasileiro. Claudio se posicionou perto da bandeirinha, mais ou menos onde seria ali embaixo da Flamante, e ficou ali, interessado no\u00a0ponta arisco que se ajeitava para cobrar o c\u00f3rner. O jogador se agachou, retirou a cordoalha de fios de r\u00e1dio e TV e al\u00e7ou a bola na \u00e1rea: mas que beleza, na cabe\u00e7a do atacante reserva que entrara. E o gol!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">J\u00e1 tomara banho, quase indo dormir, quando toda a Volta Redonda come\u00e7ou a telefonar. Ele entrara naquela geral do Maraca como um simples Claudio, mas sairia como um her\u00f3i da cidade: &#8220;Pessoal aqui com maior saudade, doidos por not\u00edcia, e quando a gente\u00a0falava de voc\u00ea&#8230; O Seu Alfredo ligou no &#8216;Jornal da Globo&#8217; e l\u00e1 estava o garoto Claudio. A cidade toda viu! Voc\u00ea, de Speedo verde, num jogo do Maracan\u00e3!&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Mas rapaz, n\u00e3o \u00e9 que lembrei? Meu maior momento&#8230; Pelo menos at\u00e9 ontem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Ano-Novo de 2004, a turma toda na casa do m\u00e9dico Chico Cabral, inesquec\u00edvel padrinho do meu irm\u00e3o. A Bia foi com o namorado, um niteroiense lour\u00e3o e competitivo que me fitava fundo, com aqueles olhos de ressaca que o Charles Bronson punha nos rivais. Pitando o cigarro, ele apontou o queixo na minha dire\u00e7\u00e3o e disparou:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">\u2013\u00a0Soube que voc\u00ea \u00e9 o maioral, o campe\u00e3o imbat\u00edvel do jogo de Perfil. Quero conferir essa fama, morou?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">N\u00e3o morei nem moraria \u2013 e neguei peremptoriamente a lenda. Eu obviamente era um macaco velho no jogo da Grow, por conhecer muitas das cartas. O Perfil, voc\u00ea sabe, \u00e9 aquele jogo besta em que os participantes se revezam lendo uma cartela misteriosa (\u201cEu sou uma cadeira\u201d, \u201cEu sou a Anitta\u201d, \u201cEu sou o Canal do Panam\u00e1\u201d), enquanto os demais se viram para acertar o pitaco, em at\u00e9 20 dicas. Mas cad\u00ea que o lour\u00e3o largava do meu p\u00e9?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Ca\u00eda a tarde e l\u00e1 vinha o Niter\u00f3i com a caixa do jogo. Mudavam as duplas, casal contra casal, time com tr\u00eas, e o cara s\u00f3 tomando fumo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Na sexta ou s\u00e9tima partida, por\u00e9m, ele veio confiante. Havia pego a manha. Disputa individual, e a Dona Sorte a lhe sorrir. Cartas chupetinhas no mel, \u201cPerca sua vez\u201d pros rivais, e o cara disparado na dianteira. Na \u00faltima jogada, a rodada de fogo, nosso Charles Bronson j\u00e1 abrira 11 casas do segundo colocado e precisava andar apenas cinco para a linha de chegada. Como era a vez dele de ler a cartela, os demais que lutassem para acertar em menos de 15 dicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Aqui, \u00e9 preciso confessar ao paciente leitor, \u00e0 curiosa leitora, que eu estava em terceiro ou quarto no tabuleiro, e chupetilhava minha caipirinha mais desinteressado que o vira-lata que cochilava na soleira da varanda. At\u00e9 o gesto precipitado do virtual vencedor:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">\u2013 Vamul\u00e1, agora quem pega a carta \u00e9 o papai aqui\u2026 Qu\u00e1! J\u00e1 ganhei. \u201cDiga aos participantes que sou um Ano!\u201d. Ano \u00e9 foda! Quero ver!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">\u201cQu\u00e1&#8221;? &#8220;J\u00e1 ganhei&#8221;? &#8220;Foda\u201d? Aquelas singelas palavras batidas e servidas despertaram o Wolverine que dormia em mim. Larguei a bebida, me endireitei na cadeira e me concentrei, enquanto a turma cercava a mesa para acompanhar o desfecho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">A jogada come\u00e7aria com o participante do meu lado, que tinha direito a uma dica e um palpite \u2013 se acertasse o ano em quest\u00e3o, andaria 19 casas, e o dono da carta, uma. O Bronson perguntou o n\u00famero da dica e disse algo parecido com:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">\u2013 Quer qual, 13? Dica 13 ent\u00e3o:\u00a0<em>\u201cVi o Botafogo de Zagallo ser campe\u00e3o no Maracan\u00e3 \u2013\u00a0sem Garrincha, que ent\u00e3o vestia rubro-negro.\u201d<\/em><br \/>\n\u2013 Hein? Cacete&#8230; Sei l\u00e1, 1930?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">\u00c1gua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Era minha vez. Conferi rapidamente o tabuleiro. Se eu andasse 18 casas \u2013\u00a0ele duas \u2013 eu atropelava na reta e vencia o jogo. S\u00f3 havia essa\u00a0chance.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">L\u00edngua seca, m\u00e3o \u00famida, empurrei a ficha vermelhinha no n\u00famero sete, e o Bronson leu, sem segurar o riso:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">\u2013\u00a0<em>\u201cVi a morte do humorista Stanislaw Ponte Preta.\u201d<\/em> Imposs\u00edvel! Pr\u00f3ximo.<br \/>\n\u2013 Pera\u00ea, vou chutar.<br \/>\n\u2013 Ah, beleza, ele vai chutar. Manda\u00ed.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Juro uma coisa para voc\u00eas, espremi cada neur\u00f4nio da minha massa encef\u00e1lica, que como se percebe n\u00e3o \u00e9 l\u00e1 muito decente, e fiz todos os cruzamentos poss\u00edveis de mem\u00f3rias, livros que li, c\u00e1lculos matem\u00e1ticos, raiz quadrada, vai um\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Desfiz a careta, bufei e lasquei:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">\u2013 Mil novecentos e\u2026 68.<br \/>\n\u2013 Fi-lha da pu-ta\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Olha, n\u00e3o vou dizer que foi igual a Lima em 2019, afinal n\u00e3o tinha o Jo\u00e3o Guilherme narrando, mas foi uma virada hist\u00f3rica. Que acabou em volta ol\u00edmpica com um memor\u00e1vel tchibum de roupa e tudo, para gargalhadas gerais \u2013 inclusive, que jeito, do pr\u00f3prio Bronson, que enfim baixou as armas. Aproveitei o momento para anunciar, para todo sempre, minha aposentadoria do jogo de Perfil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Essa, claro, era minha maior gl\u00f3ria at\u00e9 ontem, quando me disseram que tive meu nome \u2013 e de meu livrinho \u2013 mencionado em v\u00eddeo da Nivinha. Da Nivinha! Parei. N\u00e3o h\u00e1 nada mais a conquistar. Atingi meu pr\u00f3prio Everest.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Ap\u00f3s abrir minha melhor garrafa da adega (safra 2011, cacha\u00e7a de banana de Paraty), fiquei horas a ouvir na vitrola\u00a0<a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=5Qw6knNcSK4\" target=\"_blank\">o velho cl\u00e1ssico de Barbeirinho do Jacarezinho, Luiz Grande e Marquinho Diniz:<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><em>\u2026Quando tem blitz no morro<\/em><br \/>\n<em> O primeiro barraco a ganhar a geral \u00e9 o meu<\/em><br \/>\n<em> Por que est\u00e1 sempre lotado<\/em><br \/>\n<em> E todo mundo pensa que estou no apogeu\u2026<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Obrigado, Dona Sorte. Agora \u00e9 pensar alto: o Nobel? O Oscar? Quem sabe o comercial do mercado Guanabara, o que vier primeiro.\u00a0Enquanto isso, algu\u00e9m a\u00ed topa uma partidinha de Perfil?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><div class='button-row'>\n\t<a href='http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/marcelo\/' class='button small-button \n\t\t\t \n\t\t\trounded-corners \n\t\t\torange-button text-uppercase' style=\"color: #ffffff; background-color: #000000; box-shadow: 0 0 0 3px #991b1b inset;\">\n\t\t\t\tSobre Marcelo Dunlop\t<\/a>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Qual foi o maior momento particular da sua vidinha? Aquele lance \u201ciiiincr\u00edvel, \u00e9pico, memor\u00e1vel\u201d, nas palavras do profeta Jo\u00e3o Guilherme, de que voc\u00ea se orgulha at\u00e9 hoje, na sua trajet\u00f3ria pessoal ou profissional? 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