{"id":8106,"date":"2020-06-09T16:18:46","date_gmt":"2020-06-09T16:18:46","guid":{"rendered":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/?p=8106"},"modified":"2020-06-09T17:22:31","modified_gmt":"2020-06-09T17:22:31","slug":"lamartine-babo-e-a-historia-do-hino-do-flamengo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/lamartine-babo-e-a-historia-do-hino-do-flamengo\/","title":{"rendered":"Lamartine e a saga do hino do Flamengo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">\u00d4 de casa! Sa\u00fade boa? Espero que sim. Outro dia eu estava cofiando minha barba de 81 dias, apoiado em meu cajado, quando algu\u00e9m que n\u00e3o me lembro anunciou: havia uma novidade no YouTube.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Era a estreia do bem-humorado <em>talquishou<\/em> rubro-negro \u201cRa\u00e7a, amor e groselha\u201d, o bate-papo cabe\u00e7a entre Arthur Muhlenberg e Diogo Almeida, no canal parceiro MRN TV. At\u00e9 os piolhos da minha barba pararam de brigar por pol\u00edtica e ficaram quietos, assistindo e aprendendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">L\u00e1 pelas tantas o Arthur, carteirinha 01 aqui do portal, mencionou um dos mist\u00e9rios que rondam a cultura flamenga h\u00e1 mais de 70 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">\u201cDizem que o nosso hino, composto pelo Lamartine Babo, teria ali umas bossas criadas pelo maestro Radam\u00e9s Gnatalli\u201d, falou o eterno Urublog, n\u00e3o exatamente com essas palavras. \u201cE ouvi uma vez que a fabulosa introdu\u00e7\u00e3o dos metais, a alvorada retumbante que transforma nosso hino num canto de guerra \u00e9 obra de um arranjador da gravadora Odeon na \u00e9poca, Alfredo da Rocha Vianna, tamb\u00e9m conhecido como Pixinguinha, mas nunca encontrei confirma\u00e7\u00e3o desse fato.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">O poeta e escritor americano Austin Kleon tem um lema que muito me norteia: \u201cFa\u00e7a algo e dedique a seus her\u00f3is. Responda a uma quest\u00e3o que eles levantaram, resolva um problema para eles\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Decidi ent\u00e3o, em retribui\u00e7\u00e3o ao papo da dupla que me desopilou, ir enfim atr\u00e1s dessa hist\u00f3ria, de uma vez por todas, nem que seja a \u00faltima coisa que eu fa\u00e7a (voz de dublador da Globo, punhos cerrados ao alto).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">De fato, a coisa n\u00e3o foi l\u00e1 muito simples. Para come\u00e7o de conversa, h\u00e1 o nome da can\u00e7\u00e3o. \u201cSempre Flamengo\u201d? \u201cUma vez Flamengo, sempre Flamengo\u201d? \u201cHino do Flamengo\u201d? \u201cMarcha rubro-negra\u201d? Cada pesquisador, uma senten\u00e7a. Depois, h\u00e1 a disparidade de datas de sua cria\u00e7\u00e3o. O clube, por exemplo, diz que o hino nasce em 1945, enquanto a Wikipedia diz que foram todos compostos em 1949. E tome chute de lado a lado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">A seguir, portanto, vai a\u00ed a verdadeira hist\u00f3ria do hino nacional, digo, o hino popular do Flamengo, certamente a m\u00fasica mais cantada da hist\u00f3ria do Brasil, sem clubismo. Ou que outra melodia que voc\u00ea conhece\u00a0\u00e9 levada, h\u00e1 70 anos, por mais de 30 mil pessoas, todo santo domingo no Maracan\u00e3, fora os bailes? Prepare-se ent\u00e3o, que l\u00e1 vamos n\u00f3s.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>* O lan\u00e7amento do \u201cHino-marcha da Torcida Rubro-Negra\u201d *\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Estamos em 1926, no Rio de Janeiro (r\u00e1pido, faz uma selfie nossa!). \u00c9 o ano em que o carioca Lamartine de Azeredo Babo (1904\u20131963), o magrinho Lal\u00e1, toma a decis\u00e3o mais importante de sua vida: largar um emprego morrinha que tinha na Companhia Internacional de Seguros para se dedicar integralmente \u00e0 m\u00fasica e ao teatro. Burocrata de dia e compositor \u00e0 noite, Lal\u00e1 desistiu de conciliar as atividades quando foi flagrado pelo patr\u00e3o, na mesa de trabalho, a batucar e escrever m\u00fasica, num dia\u00a0de inspira\u00e7\u00e3o fora de hora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">\u00c0 \u00e9poca, a magn\u00e9tica torcida rubro-negra ainda engatinhava, mas de seus chocalhinhos sa\u00eda boa m\u00fasica. De 1920, o hino do Paulo Magalh\u00e3es (<em>\u201cFlamengo, Flamengo, tua gl\u00f3ria \u00e9 lutar!\u201d<\/em>) j\u00e1 era cantado e tocado at\u00e9 na Europa. Ainda mais antiga, havia a can\u00e7\u00e3o predileta de Galo, P\u00edndaro &amp; cia,\u00a0entoada nos jantares ap\u00f3s as vit\u00f3rias, registrada pelo jornalista e est\u00e1dio Mario Filho,\u00a0em seu livro \u201cHist\u00f3rias do Flamengo\u201d: <em>\u201cGl\u00f3ria, gl\u00f3ria, aleluia, o Flamengo \u00e9 campe\u00e3o! Gl\u00f3ria, gl\u00f3ria, aleluia, quer queiram quer n\u00e3o&#8230;\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">F\u00e3 de futebol, torcedor de carteirinha do Am\u00e9rica, Lal\u00e1 j\u00e1 fazia m\u00fasica sobre tudo, e em 1927, com o parceiro Duduca, arriscou sua primeira letra sobre o Meng\u00e3o. O foxtrote, jamais gravado, \u00e9 lembrado por seu bi\u00f3grafo Suet\u00f4nio Soares Valen\u00e7a:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><em>\u201cSalve Flamengo em fulgor!<br \/>\nNa linha m\u00e9dia houve calor&#8230;<br \/>\nFlamengo heroico, de gl\u00f3rias fecundo<br \/>\nO mais colosso do mundo\u2026\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Lamartine, como se v\u00ea, estava apenas esquentando. Irreverente ao extremo, cheio de amigos, Lal\u00e1 se tornou um dos mais populares astros do r\u00e1dio carioca, e encantava com seus trocadilhos seus colega de farras, que iam de Noel Rosa a Pixinguinha, passando por Grande Otelo, Paulo Gracindo e Derci Gon\u00e7alves. Que turma, hein?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Nos anos 1940, o consagrado Lamartine reuniu amigos e companheiros para um grande espet\u00e1culo de anivers\u00e1rio, intitulado \u201cAt\u00e9 breve, Rio\u201d. No teatro Jo\u00e3o Caetano, a partir das 21h, com os colegas H\u00e9ber de B\u00f4scoli e Iara Sales no palco, Lamartine cantaria pela primeira vez em p\u00fablico a m\u00fasica mais querida do Brasil. E assim foi feito, na noite de 10 de janeiro de 1944, uma c\u00e9lebre segunda-feira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Quem detalha o epis\u00f3dio \u00e9 seu bi\u00f3grafo, Suet\u00f4nio Soares Valen\u00e7a. Narre por favor, mestre Suet\u00f4nio:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">\u201cLamartine Babo comemorava seu quadrag\u00e9simo anivers\u00e1rio e o Trio de Osso prometia lan\u00e7ar durante o espet\u00e1culo da noite o \u2018Hino-marcha da Torcida Rubro-Negra\u2019, em homenagem ao Clube de Regatas do Flamengo, que vinha de conquistar o bicampeonato carioca de futebol na temporada de 1943. E n\u00e3o apenas o hino-marcha dos rubro-negros seria lan\u00e7ado, mas, tamb\u00e9m, os de todos os dez clubes que haviam participado do certame do ano rec\u00e9m-findo.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">E o Trio de Osso (al\u00e9m de Lal\u00e1, H\u00e9ber e Iara tamb\u00e9m eram magrinhos) mandou ver, entoando as marchinhas de Flamengo, Vasco, Fluminense, Am\u00e9rica, Botafogo, Bangu, Bonsucesso, Madureira, S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o e Canto do Rio, al\u00e9m do hino do Olaria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Um detalhe especial: o verso inicial da marcha-hino, \u201cUma vez Flamengo, sempre Flamengo\u201d, existia pelo menos desde 1929, quando foi popularizado pelo ex-remador, treinador, jornalista e flamengo doente J\u00falio Silva, famigerado criador do Bloco\u00a0Carnavalesco do\u00a0Eu Sozinho, num concurso para a escolha da melhor frase sobre o clube.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Seja como for, se o Flamengo foi mesmo o primeiro hino a ser composto, como dizem quase 100% das fontes, Lamartine provavelmente o criou em 1943; cantou em 1944; e o eternizou em vinil (ou bolacha de goma?) em 1945, para ser tocada no carnaval, nos morros, sal\u00f5es e at\u00e9 no front dos nossos soldados na Europa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">(A biografia de Lal\u00e1 n\u00e3o confirma, mas o desafio de compor os hinos de todos os clubes do Rio teria partido, ao vivo, do colega H\u00e9ber de B\u00f4scoli. Sobrinho de Babo, o produtor Osvaldo Sargentelli contava ainda que o tio recebera um adiantamento pelos hinos, e n\u00e3o conseguia parar quieto para escrev\u00ea-los.\u00a0 Teriam levado Lal\u00e1, ent\u00e3o, para um apartamento na Senador Dantas, na Cinel\u00e2ndia, com geladeira cheia de comida e bebida para uma semana, e o compositor s\u00f3 saiu de l\u00e1 com todos finalizados.)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">De acordo com o detalhista e cuidadoso bi\u00f3grafo Suet\u00f4nio, a primeira grava\u00e7\u00e3o oficial da marchinha rubro-negra foi de fato pela gravadora Odeon, em dezembro de 1944, com lan\u00e7amento oficial nas lojas em janeiro de 1945 \u2013 o que explica a eterna confus\u00e3o sobre 43, 44 ou 45.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Os cantores pioneiros? Os Quatro Ases e um Coringa, grupo dos irm\u00e3os Pontes de Medeiros (Evenor, Jos\u00e9 e Perm\u00ednio) com o violonista Esdras Guimar\u00e3es \u201cPijuca\u201d e o quinto elemento: Andr\u00e9 Vieira, vulgo Coringa. No encarte, o t\u00edtulo da faixa: \u201cSempre Flamengo\u201d!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">A essa altura, o estimado leitor e a paciente leitora j\u00e1 se perguntam, doidos para ir ver outra besteira na internet: e o Pixinguinha?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Bem, o c\u00e9lebre maestro era de fato amigo dileto e grande parceiro de copo de Lamartine, e j\u00e1 havia feito a introdu\u00e7\u00e3o\u00a0de ao menos um estrondoso sucesso do Lal\u00e1, \u201cO teu cabelo n\u00e3o nega\u201d, quando eram colegas na r\u00e1dio RCA Victor, em 1931. Teria feito tamb\u00e9m alguma parte do hino rubro-negro? A resposta, lamento, \u00e9 n\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Para tirar a limpo, comecei por ignorar meu sangue plebeu e liguei para Marcelo Vianna, o talentoso neto de Pixinguinha. \u201cNunca escutei isso em casa, n\u00e3o. \u00c9 lenda urbana, quase garantido\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Algumas pistas fortalecem o palpite do neto. Para come\u00e7ar, se fosse verdade o Ruy Castro, tremendo entendido de m\u00fasica popular, j\u00e1 teria farejado a hist\u00f3ria e publicado em seu livro sobre o Flamengo. Outra: Pixinguinha era fervoroso vasca\u00edno. Se tivesse feito arranjo do hino do Flamengo, ou criado introdu\u00e7\u00f5es para os hinos do Fla e do Vasco, teria falado disso v\u00e1rias vezes, com orgulho ou ironia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Tem mais: Pixinguinha, por essa \u00e9poca, n\u00e3o estava na mesma r\u00e1dio que Lamartine e nem era arranjador da gravadora Odeon \u2013 estava, sim, preparando um de seus mais elogiados discos, com Benedito Lacerda, nos est\u00fadios da RCA Victor. Para terminar, Pixinguinha largara a flauta para sempre em 1942, por conta de tremedeiras, e vivia em 1943 a pior fase profissional de sua vida. \u201cTrabalhando pouco e gastando muito com o \u00e1lcool, come\u00e7ou a atrasar o pagamento das presta\u00e7\u00f5es da casa\u201d, escreveu seu primeiro bi\u00f3grafo, S\u00e9rgio Cabral, em livro que n\u00e3o menciona os hinos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Enviei, por desencargo, um email para a casa dos Cabral. Vasca\u00edno como Pixinga, Cabral certamente teria ouvido de seu \u00eddolo alguma men\u00e7\u00e3o. Nada feito. O que S\u00e9rgio recorda e refor\u00e7a \u00e9 que Pixinguinha era um prol\u00edfico e genial criador de introdu\u00e7\u00f5es, mas uma d\u00e9cada antes: \u201cCidade Maravilhosa, de 1934, tem como autor Andr\u00e9 Filho, mas a introdu\u00e7\u00e3o \u00e9 do Pixinguinha.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">E o maestro Radam\u00e9s Gnattali, teria ele metido sua batuta nessa partitura? Conversei ent\u00e3o com diversos pesquisadores, como o rubro-negro Alfredo Del-Penho: \u201cEu acho que \u00e9 boato\u201d, diz Del-Penho. \u201cPelo seguinte: o Lamartine era conhecido pela facilidade que ele tinha de criar solfejos, arranjos e introdu\u00e7\u00f5es que ficavam t\u00e3o marcantes e famosos quanto a pr\u00f3pria m\u00fasica.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">De acordo com mestre Henrique Cazes, professor de m\u00fasica e f\u00e3 do choro \u201cFlamengo\u201d, seu velho amigo Radam\u00e9s \u201cdetestava fazer arranjo para banda de sopros, n\u00e3o era a praia dele. Seja como for, as introdu\u00e7\u00f5es dos hinos dos clubes, certamente, eram mesmo do Lamartine.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Para tirar\u00a0a\u00a0teima, trazemos por fim o pr\u00f3prio Radam\u00e9s. Em entrevista antiga ao \u201cJornal do Brasil\u201d, o saudoso regente falou do amigo Lal\u00e1:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">\u201cEu poderia, se quisesse, ter entrado em muita parceria, pois n\u00e3o faltaram propostas de compositores&#8221;, comentou Gnatalli. &#8220;A maioria dos compositores n\u00e3o sabia m\u00fasica e passava suas composi\u00e7\u00f5es para os arranjadores transporem para a pauta. A n\u00f3s competia vestir a m\u00fasica toda. Um dos poucos compositores que sabia exatamente o que queria com suas m\u00fasicas era Lamartine Babo. Ele descrevia todo o arranjo, cantando a introdu\u00e7\u00e3o, o meio e o fim, solfejava acordes e sugeria partes instrumentais. A gente s\u00f3 fazia escrever.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Fica assim, ent\u00e3o: um verso \u00e9 de J\u00falio Silva, a letra e a m\u00fasica s\u00e3o do genial Lamartine Babo \u2013 s\u00f3 de Lamartine, e de toda torcida do Flamengo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><a title=\"Hino do Meng\u00e3o, de Lamartine Babo\" href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=SfHqxE4As2A\" target=\"_blank\">E som na caixa! (Clique aqui e ou\u00e7a essa maravilha)<\/a><\/p>\n<div class='button-row'>\n\t<a href='http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/marcelo\/' class='button small-button \n\t\t\t \n\t\t\trounded-corners \n\t\t\torange-button text-uppercase' style=\"color: #ffffff; background-color: #000000; box-shadow: 0 0 0 3px #991b1b inset;\">\n\t\t\t\tSobre Marcelo Dunlop\t<\/a>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00d4 de casa! Sa\u00fade boa? Espero que sim. Outro dia eu estava cofiando minha barba de 81 dias, apoiado em meu cajado, quando algu\u00e9m que n\u00e3o me lembro anunciou: havia uma novidade no YouTube. 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