{"id":8037,"date":"2020-05-28T19:17:40","date_gmt":"2020-05-28T19:17:40","guid":{"rendered":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/?p=8037"},"modified":"2020-05-30T01:53:04","modified_gmt":"2020-05-30T01:53:04","slug":"o-desafio-lancado-pelo-grande-dunlop","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/o-desafio-lancado-pelo-grande-dunlop\/","title":{"rendered":"O desafio lan\u00e7ado pelo grande Dunlop."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> Em recente troca de mensagens no WhatsApp, o fabuloso autor de <em>Cr\u00f4nicas <\/em><em>Flamengas<\/em> me provocou. Eu falava sobre a formid\u00e1vel import\u00e2ncia dos cinco a zero sobre o Gr\u00eamio, nas semifinais da Libertadores, e come\u00e7amos a rondar o tema. At\u00e9 que, na esteira da recente mat\u00e9ria assinada por Jo\u00e3o Pedro Fonseca em <em>O Globo<\/em>, Dunlop me desafiou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> A reportagem do Jo\u00e3o Pedro elege os seis jogos que ajudam a entender a hist\u00f3ria do Flamengo, incluindo duas derrotas (tr\u00eas a dois para o Fluminense em 1912, tr\u00eas a zero para o Am\u00e9rica do M\u00e9xico em 2008), tr\u00eas conquistas de t\u00edtulos (um a zero sobre o Vasco em 1978, tr\u00eas a zero pra cima do Santos em 1983 e dois a um no River Plate em 2019), al\u00e9m de uma partida que nada representava em termos pr\u00e1ticos (quatro a zero no Vasco em 1939, com o t\u00edtulo rubro-negro garantido na rodada anterior). <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> O desafio do Dunlop era diferente e cabia em tr\u00eas artigos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> 1) A inexist\u00eancia de um n\u00famero predefinido de jogos. Podiam ser tr\u00eas, seis, nove, doze, cada um com seu cada um.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> 2) N\u00e3o considerar partidas que definiram t\u00edtulos, por sua import\u00e2ncia universal e indiscut\u00edvel. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> 3) As lembran\u00e7as teriam de vir de pronto \u00e0 cabe\u00e7a, sem longas reflex\u00f5es e sem consultas ao Google. Ou seja: tudo ficaria por conta da emo\u00e7\u00e3o e do impacto sentidos no est\u00e1dio ou \u00e0 frente da tev\u00ea, e como aquilo se fixou na mem\u00f3ria e ajudou a moldar \u2013 ou amplificar \u2013 a paix\u00e3o pelo clube.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> Dunlop \u00e9 grande mas n\u00e3o \u00e9 dois. E como n\u00e3o sou cabra de enjeitar desafios, ca\u00ed pra dentro. Em ordem cronol\u00f3gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> <strong>1966. Flamengo 2 x 1 Bangu.<\/strong> Maracan\u00e3, \u00faltima rodada do 1\u00ba turno do Campeonato Carioca. Al\u00e9m de ter um time muito bom, o Bangu contava com os inesgot\u00e1veis recursos de Castor de Andrade, bem-sucedido empres\u00e1rio do ramo zool\u00f3gico sobre quem pairava a suspeita de que \u2013 ap\u00f3s dois vices consecutivos, em 64 e 65, \u2013 teria comprado meio mundo para garantir o t\u00edtulo de seu clube em 66. Paulo Borges fez um a zero para o Bangu no primeiro tempo. Silva empatou aos 28 do segundo e foi expulso dois minutos depois. Aos 40, Murilo cruzou da direita, Almir mergulhou de peixinho e completou de cabe\u00e7a. Ubirajara espalmou e a bola ficou presa na lama, junto \u00e0 trave. Ca\u00eddo, Almir arrastou o rosto no ch\u00e3o e arranhou a testa inteira para marcar o gol da vit\u00f3ria. Quem viu n\u00e3o esquece.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> <strong>1966. Bangu 3 x 0 Flamengo.<\/strong> Maracan\u00e3, \u00faltima rodada do 2\u00ba turno e decis\u00e3o do Campeonato Carioca. Sabem o papo do Castor comprar meio mundo? Pois ent\u00e3o. O Bangu jogava pelo empate. Aos 24 minutos do 1\u00ba tempo, o meia Ocimar recebeu na entrada da \u00e1rea e chutou em cima de Valdomiro. O goleiro rubro-negro voou acrobaticamente e espalmou a bola para dentro. Correu \u00e0 boca larga que Valdomiro estava no bolso do Castor, s\u00f3 que nada foi comprovado. Como dizia Jo\u00e3o Saldanha, suborno n\u00e3o tem recibo. Antes do gol, o lateral Ari Clemente tinha dado uma pregada firme no joelho direito do nosso perigoso ponta Carlos Alberto, que permaneceu enfaixado e mancando at\u00e9 o final da partida. Naquela \u00e9poca, n\u00e3o eram permitidas substitui\u00e7\u00f5es. E um pouco depois, o meio-campista Nelsinho sentiu o m\u00fasculo da coxa e passou a jogar no sacrif\u00edcio. Aladim fez dois a zero ainda no primeiro tempo, Paulo Borges fechou a tampa no segundo. Irritado com o conjunto da obra, Almir partiu atr\u00e1s do atacante banguense Ladeira, que correu para o lado errado e foi recebido por uma carinhosa voadora do zagueiro Itamar. Brigou todo mundo e a partida acabou. O jogo \u00e9 marcante, sobretudo, por uma li\u00e7\u00e3o que nunca mais esqueci: nosso apego ao resultadismo n\u00e3o permite, mas, muitas vezes, futebol precisa ser contextualizado. Na temporada seguinte, ningu\u00e9m mais falava de Valdomiro, de Ari Clemente, da pedreira que \u00e9 disputar uma decis\u00e3o com um goleiro sob suspeita e dois a menos j\u00e1 na metade do primeiro tempo. S\u00f3 se falava o que se diz at\u00e9 hoje: que o Bangu deu um passeio. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> <strong>1969. Flamengo 2 x 1 Botafogo.<\/strong> Maracan\u00e3, 3\u00aa rodada do 2\u00ba turno do Campeonato Carioca. O domingo em que a torcida rubro-negra virou o jogo em rela\u00e7\u00e3o ao urubu, tranformando ofensa em orgulho. O dia em que assisti ao vivo, e pela primeira vez na vida, \u00e0 melhor defini\u00e7\u00e3o do que viraria modinha no linguajar dos comentaristas de futebol: o n\u00f3 t\u00e1tico aplicado pelo treinador Tim em Zagallo, ent\u00e3o t\u00e9cnico do Botafogo. A mais linda festa que presenciei em tantos anos de Maraca, com ao menos 100 mil rubro-negros cantando, no intervalo, \u201cFlamengo \/ Os meus olhos est\u00e3o brilhando \/ Meu cora\u00e7\u00e3o palpitando \/ De tanta felicidade\u201d, adapta\u00e7\u00e3o do lindo samba-enredo \u201cBahia de Todos os Deuses\u201d, composto por Bala e Manuel Rosa, que ajudara o Salgueiro a vencer o desfile daquele ano. Uma armadilha t\u00e1tica extraordin\u00e1ria, uma atua\u00e7\u00e3o coletiva irrepreens\u00edvel, um espet\u00e1culo memor\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> <strong>1969. Fluminense 3 x 2 Flamengo.<\/strong> Maracan\u00e3, partida pela 6\u00aa rodada do 2\u00ba turno e que decidia o Campeonato Carioca. (Estranhos regulamentos perseguem o futebol do Rio de Janeiro h\u00e1 tempos. Naquele ano, a competi\u00e7\u00e3o teve doze clubes no 1\u00ba turno e apenas os oito primeiros no 2\u00ba.) O time deles era bom; o nosso, pouco mais que esfor\u00e7ado. Pois mesmo com qualidade t\u00e9cnica inferior e jogando com um a menos desde o final do primeiro tempo \u2013 ap\u00f3s o segundo gol do Fluminense, o excelente goleiro Dominguez foi expulso \u2013, aqueles honrados caras vestidos de vermelho e preto mostraram uma garra comovente, e n\u00e3o mereciam sair de campo derrotados. Deixaram mais duas li\u00e7\u00f5es. Primeira: futebol e merecimento equivalem a \u00e1gua e azeite. Segunda: ganhar, empatar e perder s\u00e3o do jogo, o que n\u00e3o d\u00e1 pra fazer \u00e9 deixar de lutar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> <strong>1972. Botafogo 6 x 0 Flamengo. <\/strong>Maracan\u00e3, 20\u00aa rodada da 1\u00aa fase do Campeonato Brasileiro. Quando um placar desses acontece a favor, a gente procura os m\u00e9ritos. Quando \u00e9 contra, n\u00e3o h\u00e1 explica\u00e7\u00e3o. S\u00f3 sei que, independentemente do que estivesse acontecendo no Campeonato Carioca ou no Brasileiro e de quantas vezes seguidas o Flamengo vencesse o Botafogo, sempre que o cl\u00e1ssico era disputado a gente via aquela pequena faixa, com texto em caixa alta, no outro lado quase despovoado da arquibancada: N\u00d3S GOSTAMOS DE VO6. Durou nove anos. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> <strong>1980. Flamengo 6 x 2 Palmeiras.<\/strong> Maracan\u00e3, 2\u00aa rodada da 2\u00aa fase do Campeonato Brasileiro. Em 1979 o Flamengo perdera para o Palmeiras por quatro a um, no Maracan\u00e3, resultado que barrou nossa chegada \u00e0s semifinais da competi\u00e7\u00e3o. O time ainda n\u00e3o era t\u00e3o poderoso quanto viria a ser no ano seguinte, mas era muito bom. Levantara tr\u00eas t\u00edtulos cariocas \u2013 numa \u00e9poca em que clubes e torcedores davam mais valor aos estaduais do que \u00e0 Libertadores \u2013, faltava certificar a qualidade com a conquista da ta\u00e7a mais significativa do pa\u00eds. O jogo n\u00e3o chegava a ter grande import\u00e2ncia, perdid\u00e3o l\u00e1 pelo meio do campeonato. No grupo que tamb\u00e9m abrigava Bangu e Santa Cruz, deu a l\u00f3gica, com Flamengo e Palmeiras seguindo adiante. Entretanto, naquele dia e do mesmo modo que aconteceria 39 anos mais tarde, nos cinco a zero em cima do Gr\u00eamio, ficou claro que t\u00ednhamos um tima\u00e7o acima de qualquer d\u00favida \u2013 um time que dificilmente algum advers\u00e1rio conseguiria parar. Ningu\u00e9m parou. Foi, talvez, a melhor atua\u00e7\u00e3o de Tita com a camisa rubro-negra. Ao fazer o quinto gol, ele atravessou o gramado para dar um educado adeusinho \u00e0 torcida palmeirense instalada \u00e0 direita das cabines de r\u00e1dio. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> <strong>1981. Flamengo 6 x 0 Botafogo. <\/strong>Maracan\u00e3, 7\u00aa rodada do 3\u00ba turno do Campeonato Carioca. A vingan\u00e7a vinha amadurecendo. Em 1975, pelo 3\u00ba turno do Campeonato Carioca, aos 13 minutos do primeiro tempo o Flamengo ganhava do Botafogo por tr\u00eas a zero. Tirou o p\u00e9, fez o quarto no fim do jogo e deixou a torcida irada. Em 1979, em mais um rolo do futebol carioca, foi disputado o Campeonato Especial, dessa vez devido \u00e0 confusa fus\u00e3o das federa\u00e7\u00f5es da Guanabara e do Rio de Janeiro. Na final do 1\u00ba turno, Flamengo e Botafogo. O primeiro tempo terminou tr\u00eas a zero, fora o baile, tr\u00eas belos gols de Zico, Carpegiani e Luisinho das Ar\u00e1bias. Embora a torcida rubro-negra clamasse por vingan\u00e7a, ficou nisso. Confesso: como n\u00e3o pude ir a nenhuma dessas duas partidas, em ambas torci para que a vingan\u00e7a n\u00e3o acontecesse. Eu estava nos seis a zero contra, n\u00e3o poderia perder os seis a zero a favor. N\u00e3o perdi e testemunhei um del\u00edrio no Maraca. V\u00e1rios amigos rubro-negros declaram ser este jogo \u2013 que aposentou de vez a inc\u00f4moda faixinha de dois par\u00e1grafos acima \u2013 o mais importante da Era Zico. N\u00e3o sei se chego a tanto, embora n\u00e3o negue: o gol de Andrade provocou uma das maiores felicidades que pude sentir no est\u00e1dio. Ad\u00edlio participou das jogadas dos dois primeiros gols, s\u00f3 n\u00e3o marcou o terceiro porque Lico se antecipou a ele na conclus\u00e3o, mas fez o quarto, sofreu o p\u00eanalti no quinto e foi o autor do cruzamento que, mal cortado por Ga\u00facho, sobrou limpo para Andrade encher o p\u00e9, estufar a rede e fazer o Maracan\u00e3 arrebentar de alegria. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> <strong>1985. Flamengo 1 x 1 Fluminense.<\/strong> Maracan\u00e3, partida de abertura do triangular decisivo do Campeonato Carioca, reunindo o campe\u00e3o do 1\u00ba turno (Fluminense), o do 2\u00ba (Flamengo) e o time de melhor campanha na competi\u00e7\u00e3o (Bangu). O Fluminense vencia por um a zero at\u00e9 os 45 do 2\u00ba tempo. O Flamengo apertava. Andrade cruzou para a \u00e1rea e um dos zagueiros tirou de cabe\u00e7a na dire\u00e7\u00e3o da intermedi\u00e1ria tricolor, com a bola chegando onde estava Jos\u00e9 Leandro de Souza Ferreira, o Peixe Frito, o monstro. Escalado na zaga central, onde tamb\u00e9m estra\u00e7alhava, e participando ativamente da press\u00e3o pelo empate, Leandro pegou de prima, de bate-pronto. A bola saiu feito um foguete, explodiu no travess\u00e3o, ro\u00e7ou nas costas do goleiro Paulo Victor e foi ao fundo da rede. Pela dificuldade e precis\u00e3o do chute, pela import\u00e2ncia e o momento do jogo, pelo irrestrito amor de Leandro ao Flamengo e por tudo o que o nosso lateral gigante representa para o clube, este gol faz daquele um dos jogos mais emblem\u00e1ticos da minha hist\u00f3ria como torcedor. Para ver e ouvir, na voz de Jorge Curi \u2013 foi o \u00faltimo gol do Flamengo narrado por ele, doze dias antes de morrer em um acidente de carro perto de Pouso Alto, Minas Gerais \u2013, copie e cole: https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=-zjBRX_UYow<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> <strong>2011. Flamengo 5 x 4 Santos.<\/strong> Vila Belmiro, 12\u00aa rodada do 1\u00ba turno do Campeonato Brasileiro. Um jogo emocionante e de admir\u00e1vel qualidade t\u00e9cnica. Neymar fez o gol  que recebeu o Pr\u00eamio Puskas, da Fifa, como o mais bonito do ano \u2013 uma bobagem, concordo, mas cabe o registro \u2013, enquanto Ronaldinho Ga\u00facho, desfilando t\u00e9cnica e sagacidade impressionantes, deixou claro porque, alguns meses depois, se transformaria na maior decep\u00e7\u00e3o que a torcida rubro-negra teve neste s\u00e9culo. Pelo tamanho da bola que ainda jogava e o carinho com que foi recepcionado por mais de 20 mil pessoas na G\u00e1vea, Ronaldinho Ga\u00facho tinha tudo para ser o segundo maior \u00eddolo da hist\u00f3ria do clube. Bastava o m\u00ednimo de profissionalismo, dedica\u00e7\u00e3o e respeito. Uma pena.   <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> <strong>2019. Flamengo 5 x 0 Gr\u00eamio.<\/strong> Maracan\u00e3, partida de volta das semifinais da Libertadores. O jogo que deu o pontap\u00e9 inicial do desafio. Em competi\u00e7\u00f5es decididas no mata-mata, tudo pode ser perigoso. Na Libertadores de 2019, o maior sufoco que o Flamengo passou foi, por incr\u00edvel que pare\u00e7a, contra o Emelec. O time n\u00e3o se achou em Guayaquil e, apesar do come\u00e7o arrasador na partida de volta \u2013 dois a zero em dezoito minutos \u2013, n\u00e3o conseguiu garantir a classifica\u00e7\u00e3o \u00e0s quartas de final no tempo normal. Era o come\u00e7o do trabalho de Jorge Jesus, e isso fazia toda a diferen\u00e7a. Duvido que quem assistia em casa, igual a mim, n\u00e3o tenha se petrificado no sof\u00e1 nos quinze ou vinte segundos em que Ren\u00ea caminhou at\u00e9 a \u00e1rea para cobrar nosso terceiro p\u00eanalti. Pois ele foi l\u00e1 e pimba. Sem chance de defesa. Na fase seguinte, mesmo com a boa atua\u00e7\u00e3o no Beira-Rio, tamb\u00e9m vivemos momentos de apreens\u00e3o, quando uma bola vadia levantada na \u00e1rea fez o Inter abrir o placar. Outra daquelas e o caldo engrossava, assim \u00e9 o danado do futebol. O time vinha fazendo grandes apresenta\u00e7\u00f5es. Ousadia t\u00e1tica, alta qualidade ofensiva, vit\u00f3rias convincentes. Faltava, por\u00e9m, o resultado emblem\u00e1tico, aquele que dirime d\u00favidas, d\u00e1 moral e mete medo, e que s\u00f3 \u00e9 irrefut\u00e1vel quando obtido contra um grande advers\u00e1rio. O Gr\u00eamio chegou ao Maracan\u00e3 carregando o prest\u00edgio de ser um dos melhores times da Am\u00e9rica Latina nos \u00faltimos tr\u00eas anos. Campe\u00e3o da Libertadores de 2017, semifinalista nas de 2018 e 2019. Um miolo de zaga, Geromel e Kannemann, visto at\u00e9 ent\u00e3o como o melhor do Brasil. Um meio-campista, Matheus Henrique, que o jornal ingl\u00eas <em>Manchester Evening News<\/em> acaba de considerar a melhor op\u00e7\u00e3o que o Manchester City tem no mercado para ser titular no supertime comandado por Guardiola. Um ponta, Everton Cebolinha, que come\u00e7ou o ano na condi\u00e7\u00e3o de mais cobi\u00e7ado atacante do futebol brasileiro. N\u00e3o se pode brincar com um time desses. E \u2013 para usar uma express\u00e3o t\u00e3o cara a Renato Ga\u00facho \u2013 o Flamengo brincou. Um resultado que, seguramente, fez tremer os alicerces do Monumental de N\u00fa\u00f1ez, o que talvez explique a rigorosa efici\u00eancia com que o River Plate marcou durante 88 minutos na final da Libertadores. N\u00e3o foi suficiente. Depois dos cinco a zero em cima do Gr\u00eamio, nada mais seria.   <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> A\u00ed est\u00e1, Seu Dunlop. Fechei a conta com dez. Miss\u00e3o dada, miss\u00e3o cumprida. Quanto a voc\u00ea, querida leitora, e voc\u00ea, amigo leitor, fa\u00e7a como Leandro: v\u00e1 na f\u00e9, pegue de bate-pronto e diga pra gente quais partidas do Flamengo mais marcaram a sua paix\u00e3o. Lembrando: n\u00e3o vale jogo que virou t\u00edtulo, pois estes s\u00e3o igualmente importantes para todos os bem-vestidos do mundo.<\/p>\n<div class='button-row'>\n\t<a href='http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/jorge-murtinho\/' class='button small-button \n\t\t\t \n\t\t\trounded-corners \n\t\t\torange-button text-uppercase' style=\"color: #ffffff; background-color: #000000; box-shadow: 0 0 0 3px #991b1b inset;\">\n\t\t\t\tSobre Jorge Murtinho\t<\/a>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em recente troca de mensagens no WhatsApp, o fabuloso autor de Cr\u00f4nicas Flamengas me provocou. Eu falava sobre a formid\u00e1vel import\u00e2ncia dos cinco a zero sobre o Gr\u00eamio, nas semifinais da Libertadores, e come\u00e7amos a rondar o tema. 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