{"id":8004,"date":"2020-05-09T17:52:58","date_gmt":"2020-05-09T17:52:58","guid":{"rendered":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/?p=8004"},"modified":"2021-02-10T15:12:59","modified_gmt":"2021-02-10T15:12:59","slug":"breve-historia-do-manto-sagrado-do-flamengo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/breve-historia-do-manto-sagrado-do-flamengo\/","title":{"rendered":"Breve hist\u00f3ria do Manto Sagrado"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Esta semana o mundo e a Muda perderam o bardo Aldir Blanc, tremendo compositor. Comovido como o diabo (apud Drummond), me vi ent\u00e3o tomado por um impulso insano: vestir por um dia, em tributo ao mestre vasca\u00edno, uma camisa cruzmaltina. Por n\u00e3o encontrar nenhuma em casa acabei por adiar o desvario, mas s\u00f3 de me imaginar daquele jeito me peguei, ajoelhado num canto do quarto, beijando e implorando perd\u00e3o ao Manto Sagrado rubro-negro. O pior foi explicar a cena para a patroa, imaginem a desculpa que inventei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Assim, numa tentativa de desagravo ao s\u00edmbolo maior do nosso Flamengo, e tamb\u00e9m para espantar a tristeza pela partida do nosso &#8220;Proust de Vila Isabel&#8221;, decidi lascar aqui, de bate-pronto, uma breve hist\u00f3ria do Manto preto e vermelho. S\u00f3 usem em teses de mestrado e pesquisa escolar se o professor tiver bom humor. Para um estudo aprofundado, bebam na verdadeira fonte: o livro da pesquisadora Ana Carolina Malachine, \u201cA evolu\u00e7\u00e3o do uniforme de futebol do Clube de Regatas do Flamengo\u201d, que algu\u00e9m me presenteou exatamente como ela escreveu: no amor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><em><strong>*** Uma hist\u00f3ria do uniforme do Flamengo ***<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>* 1857:<\/strong> No princ\u00edpio era o caos. Os gramados eram enlameados. Pelas regras, vagabundo s\u00f3 podia tocar a bola para tr\u00e1s, o que facilitava muito a marca\u00e7\u00e3o do impedimento: estavam todos impedidos, sempre. Uniformes? Voc\u00ea deve estar brincando. Colegas da Trivela escarafuncharam uma regra do futebol ingl\u00eas daquele ano: \u201cCada jogador deve providenciar para si um chap\u00e9u de flanela, ou azul escuro ou vermelho, e cada time deve usar uma das cores\u201d. Imaginou?<\/p>\n<p>\u2013\u00a0Hello sir. What is isso na sua cabe\u00e7a?<\/p>\n<p>\u2013\u00a0Indeed. Perdi meu chap\u00e9u de flanela, mister\u2026<\/p>\n<p>\u2013 OK, mas um sombrero? Get out. Out!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>* 1870:<\/strong> Surgem os primeiros uniformes, ufa! Deviam ser encomendados pelos jogadores junto a seus alfaiates ingleses favoritos, ou serem feitos por mam\u00e3e. A cor de camisa mais comum era a branca, pelo pano mais barato e f\u00e1cil de obter. A tradi\u00e7\u00e3o foi em frente e hoje quase todo time tem um segundo uniforme branco. Raros bonitos como o do Flamengo, claro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>* 1888:<\/strong> Clubes ingleses come\u00e7am a cobrar ingresso, como voc\u00ea j\u00e1 deve ter visto na s\u00e9rie \u201cThe English Game\u201d, na Netflix. Com p\u00fablico pagante, passaram a dar mais import\u00e2ncia para que os times fossem facilmente diferenciados. O jogo melhora bastante, pois os atletas come\u00e7am a saber para quem passar, aleluia. Surgem ent\u00e3o, para contrastar com os uniformes bonitos, as camisas feionas que voc\u00ea conhece bem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>* 1895:<\/strong> Jovens remadores fundam um grupo de regatas. As cores s\u00e3o logo aclamadas, provavelmente pela turma totalmente mamada vindo do Lamas: azul e dourado! Para piorar, escrevia-se \u201cdoirado\u201d. A justificativa oficial: ah n\u00e3o, era o azul da Ba\u00eda da Guanabara, o ouro das riquezas brasileiras\u2026 Sei, pingu\u00e7os!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>* 1896:<\/strong> A ressaca termina e os fundadores voltam \u00e0 raz\u00e3o. \u201cRapeize, bora alegar que os panos ouro e azul desbotam, ou que o tecido ingl\u00eas \u00e9 muito caro? Bora de vermelho e preto!\u201d Curiosidade: as cores rubro-negras constam, de fato, j\u00e1 na primeira bandeira do clube, s\u00f3 que no cantinho, em dois remos entrela\u00e7ados. Ou seja, a bandeira do Mengo tinha quatro cores: preto, vermelho, azul e doira\u2026 digo, dourado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>* 1897:<\/strong> O primeiro uniforme descrito no estatuto do Flamengo, traje de nosso valentes remadores, \u00e9 digno de nota: \u201cCamisa de meia de seda, bonet preto, cal\u00e7a de brim branco, cinto branco e sapato de lona (\u2026); o segundo ser\u00e1: camisa de meia preta com duas \u00e2ncoras encarnadas cruzadas, bonet preto, cinto branco e cal\u00e7\u00e3o preto ou cal\u00e7a branca, \u00e0 vontade.\u201d O uniforme \u00e9 ent\u00e3o simplificado para camisetas com listras horizontais \u2013 pretas e vermelhas, simples e lind\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>* 1912:<\/strong> Nasce o futebol rubro-negro, e o clube se divide. A hist\u00f3ria registra que nossos remadores, enciumados ou talvez achando-se os leg\u00edtimos herdeiros do nauta grego Odisseu, n\u00e3o viram com bons olhos que os ludop\u00e9dicos chutadores de bola usassem uniforme igual aos deles. (Minha tese \u00e9 mais singela: a rouparia era uma zona, e eles tinham receio de chegar para remar e n\u00e3o ter camisa limpa.) Entra em cena mais um her\u00f3i an\u00f4nimo rubro-negro: o alfaiate ou a tia costureira que bolou a camisa com quatro quadrantes de pano, a m\u00edtica armadura apelidada de, tan-ran!, Papagaio de Vint\u00e9m (por outro an\u00f4nimo sacana e genial, por sinal). Se voc\u00ea souber quem criou a camisa ou o apelido, n\u00e3o me conte. Prefiro imaginar o pr\u00f3prio Deus, barbud\u00e3o com seu ded\u00e3o em riste, a apontar para a praia do Flamengo e dar vida \u00e0 sagrada camisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>* 1914:<\/strong> Ap\u00f3s derrota no Carioca de 1912 (campe\u00e3o: Paisandu) e novamente em 1913 (campe\u00e3o: Am\u00e9rica), nosso xerif\u00e3o P\u00edndaro entrou no vesti\u00e1rio de cabe\u00e7a inchada e bradou: \u201cNosso time \u00e9 o melhor, s\u00f3 perdemos por causa da camisa. Aquele quadriculado \u00e9 feio, s\u00f3 podia dar azar\u201d. P\u00edndaro, o primeiro herege! O primeiro flamengo a chamar de feia uma camisa do Flamengo, blasf\u00eamia! O papo de p\u00e9-frio pega nos bares e botequins e surge (esconjuro!) uma camisa flamenga de tr\u00eas cores: listrada em preto, vermelho e branco. A famigerada Cobra-Coral. Cheio do veneno, o Flamengo \u00e9 enfim campe\u00e3o nos gramados em 1914.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-8008\" src=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Bandeira-alema-no-inicio-do-sec-XX.jpg\" alt=\"Bandeira alema no inicio do sec XX\" width=\"1210\" height=\"803\" srcset=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Bandeira-alema-no-inicio-do-sec-XX.jpg 1210w, http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Bandeira-alema-no-inicio-do-sec-XX-300x199.jpg 300w, http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Bandeira-alema-no-inicio-do-sec-XX-1024x680.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 1210px) 100vw, 1210px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>* 1916:<\/strong> A Guerra Mundial est\u00e1 no \u00e1pice na Europa. Como a camisa Cobra-Coral lembrava muito a bandeira alem\u00e3, inimiga dos aliados, os dirigentes rubro-negros optam por matar qualquer mal-entendido na raiz. Era \u00e9poca em que o fascismo pegava mal\u2026 Sob o presidente rubro-negro Raul Ferreira Serpa, os remadores topam unificar o Manto Sagrado e permitir o uso da camisa com listras rubro e negras por todos os desportistas. Imaginem a festa naquela noite! A estreia da m\u00edtica camisa, agora com o CRF branquinho no peito, se d\u00e1 no dia 4 de junho de 1916, num amistoso. Placar: Flamengo 3, S\u00e3o Bento 1. Mengoooo!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>* 1917:<\/strong> Fuzu\u00ea muito doido na R\u00fassia, que vai dar origem, no futuro, a craques como Yuri, Alexei e o revolucion\u00e1rio Marx Lenin. Al\u00e9m, claro, de influenciar o nome do nosso goleir\u00e3o Czar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>* 1933:<\/strong> Fiquemos pela Europa: em 29 de abril, a Copa da Inglaterra inova, com uma final com jogadores com n\u00fameros \u00e0s costas: Everton x Manchester City! Cada time usava seus n\u00fameros \u2013 uma equipe usou de 1 a 11, o outro time de 12 a 22. A elite brit\u00e2nica reagiu: \u201cN\u00famero nas costas? This is coisa de presidi\u00e1rios!\u201d Algum gaiato sugeriu ent\u00e3o que os n\u00fameros fossem colados nas camisas dos dirigentes, mas a ideia n\u00e3o pegou e hoje temos a\u00ed o futebol brasileiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>* 1938:<\/strong> O h\u00fangaro Izidor \u201cDori\u201d K\u00fcrschner, c\u00e9lebre treinador do Flamengo, sugere a cria\u00e7\u00e3o de um segundo uniforme, branco, para os jogos noturnos ou mal iluminados. Ningu\u00e9m o entende em h\u00fangaro, e ele chama um tradutor. O Flamengo, naquele ano, passa assim a ser o primeiro time brasileiro com uniforme titular e reserva, e os outros nos imitam e v\u00eam atr\u00e1s. Novidade\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>* 1942:<\/strong> Um maluco total chamado Jaime de Carvalho decide ir de camisa do time para as arquibancadas, deixando o terno em casa. Todos se espantam! Na certa o Jaime esperava ser chamado para jogar, o que n\u00e3o acontece. Uma legi\u00e3o de flamengos decide segui-lo, com bumbos e cornetas e caminhadas barulhentas at\u00e9 o est\u00e1dio. Nasciam as primeiras torcidas organizadas, os fogos de artif\u00edcio nos est\u00e1dios e os caras que cantam tudo errado na arquiba.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>* 1950:<\/strong> Os n\u00fameros nas camisas enfim se tornam obrigat\u00f3rios, a partir da Copa de 1950. O Flamengo faz sua estreia em jogo-treino no Maracan\u00e3, que momento! Nascem ent\u00e3o, no mesmo dia, a camisa 10 do Flamengo, a \u201cm\u00edstica da camisa 10\u201d e o lugar-comum da imprensa esportiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>* 1955:<\/strong> Nelson Rodrigues, tricolor mas esperto, percebe: \u201cPara qualquer um, a camisa vale tanto quanto uma gravata. N\u00e3o para o Flamengo. Para o Flamengo a camisa \u00e9 tudo. J\u00e1 tem acontecido v\u00e1rias vezes o seguinte:- quando o time n\u00e3o d\u00e1 nada, a camisa \u00e9 i\u00e7ada, desfraldada, por invis\u00edveis m\u00e3os. Advers\u00e1rios, ju\u00edzes, bandeirinhas, tremem, ent\u00e3o, intimidados, acovardados, batidos.\u201d Am\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>* D\u00e9cada de 1970:<\/strong> Lojas com vis\u00e3o come\u00e7am a vender camisas de futebol para o torcedor, veja voc\u00ea! No Rio de Janeiro, a mais lembrada \u00e9 a Mariu\u2019s Sport, no M\u00e9ier.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>* 1980:<\/strong> O Manto, antes produzido por diversas camisarias, passa a ser pe\u00e7a exclusiva da empresa Adidas. A marca j\u00e1 estreia com o nosso primeiro trof\u00e9u brasileiro. Nasce, assim, a pirataria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>* 1981:<\/strong> O Manto Sagrado assombra o mundo: Buuuu\u2026 Ad\u00edlio, no livro de Ana Carolina Malachine, revela o sentimento verdadeiro de trajar aquelas camisas encharcadas de algod\u00e3o furadinho: \u201cAcham que eu corria muito por ser bom jogador? Nada, eu corria r\u00e1pido para tentar pegar um vento nos furinhos da camisa, para dar uma refrescada!\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>* 1984:<\/strong> Surge na G\u00e1vea o primeiro patroc\u00ednio no uniforme do Flamengo: a marca Lub\u2026 Ah, quer aparecer aqui de gra\u00e7a? Aqui \u00f3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>* 1994:<\/strong> Os nomes de jogadores come\u00e7am a estampar camisas pelo mundo, a partir da Copa de 1994. O Flamengo mais uma vez havia sido pioneiro: no Manto de 1981, na final com o Liverpool, j\u00e1 constava o nome dos campe\u00f5es mundiais.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Alguns-dos-terceiros-uniformes-do-Fla.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-8010\" src=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Alguns-dos-terceiros-uniformes-do-Fla.jpg\" alt=\"Alguns dos terceiros uniformes do Fla\" width=\"620\" height=\"205\" srcset=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Alguns-dos-terceiros-uniformes-do-Fla.jpg 620w, http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Alguns-dos-terceiros-uniformes-do-Fla-300x99.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>* 1995:<\/strong> O Flamengo cria, na certa para disfar\u00e7ar a bagun\u00e7a no departamento de futebol, um terceiro uniforme. Surge uma enxurrada de processos por danos \u00e0 retina, por parte de torcedores que olharam por tr\u00eas segundo para aquela camisa azul-abad\u00e1. Para celebrar nosso centen\u00e1rio, o time volta a jogar com a famigerada Papagaio de Vint\u00e9m, inclusive num jog\u00e3o entre Flamengo e Uruguai. Ap\u00f3s cinco empates e quatro derrotas, a camisa \u00e9 novamente aposentada. D\u00e1 hoje essa camisa na m\u00e3o da turma do Jesus para ver se n\u00e3o ganhamos tudo! R\u00e1!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>* 2000:<\/strong> Pela primeira vez, as letras CRF deixam o peito do Manto, substitu\u00eddas pelo nosso escudinho. \u00c9 a linda camisa do Tri do Pet, que completa 20 anos. Como era da Nike, a Adidas disfar\u00e7a e n\u00e3o relan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>* 2002:<\/strong>\u00a0O Flamengo adota de vez o nome dos atletas nas costas da camisa. Come\u00e7a ent\u00e3o a moda de escreverem qualquer tro\u00e7o no Manto Sagrado, coisas como \u201cIrineu\u201d e \u201cJosiel\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>* 2004:<\/strong> O habilidoso meia Felipe \u201cPlayboy\u201d marca um gola\u00e7o pelo Flamengo, ajuda a salvar o time do rebaixamento e celebra largando a camisa 10 do Mengo no gramado. O gesto gera uma das mais hil\u00e1rias brigas ao vivo da hist\u00f3ria da TV, entre Renato Mauricio Prado e Galv\u00e3o Bueno no Sportv. Coisa boa a faixa das reprises do canal n\u00e3o mostra, n\u00e9? D\u00f3i a barriga s\u00f3 de lembrar o quanto eu ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>* 2012:<\/strong> Um roubo cinematogr\u00e1fico ocorre na sede da G\u00e1vea: um gordinho sai da loja oficial com 40 itens, entre camisas e roupas infantis. Anos depois, o meliante \u00e9 localizado numa cadeia do Paraguai. \u00c9 irm\u00e3o, aqui se faz, Assis se paga (ui!).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>* 2013:<\/strong> O m\u00fasico Moacyr Luz escreve memor\u00e1vel cr\u00f4nica no jornal \u201cO Dia\u201d sobre uma partida com bola laranja e preta e camisas\u00a0de cores estranhas. A cr\u00f4nica termina assim: \u201cControle remoto nas m\u00e3os, descubro que estou torcendo pro time errado! O Flamengo veste azul e amarelo, cores de homenagem, sei l\u00e1. Ah, minhas refer\u00eancias.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>* 2019:<\/strong> A Adidas, j\u00e1 de volta ao clube, lan\u00e7a ent\u00e3o uma das camisas mais ex\u00f3ticas da nossa hist\u00f3ria, quase roxa-negra. De roxo mesmo, o rolo compressor de Jorge Jesus passa por cima de geral. Que ano! A camisa torna-se a mais vendida da hist\u00f3ria do clube, esgotada em todas as prateleiras do Oiapoque ao Chu\u00ed. Vamos dar um desconto para a Adidas, que s\u00f3 veste o Flamengo desde 1980 e n\u00e3o conhecia bem seu p\u00fablico&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>* 2020:<\/strong> Al\u00e9m de leves altera\u00e7\u00f5es nas listras, um novo modelo de Manto Sagrado \u00e9 estudado: uma camisa de for\u00e7a, em vermelho e preto, para dirigentes, atletas e para a comiss\u00e3o t\u00e9cnica que falar em volta ao futebol em pleno surto do coronav\u00edrus, que j\u00e1 ceifou 10 mil vidas no Brasil. Flamengo at\u00e9 morrer sim, minha gente, mas calma l\u00e1!<\/p>\n<div id=\"attachment_8014\" style=\"width: 1441px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/flamengo-20012019_15h9vcuaxnenk1iomls15hyz8c.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-8014\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-8014\" src=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/flamengo-20012019_15h9vcuaxnenk1iomls15hyz8c.jpg\" alt=\"O esquadr\u00e3o de 2019\" width=\"1431\" height=\"869\" srcset=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/flamengo-20012019_15h9vcuaxnenk1iomls15hyz8c.jpg 1431w, http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/flamengo-20012019_15h9vcuaxnenk1iomls15hyz8c-300x182.jpg 300w, http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/flamengo-20012019_15h9vcuaxnenk1iomls15hyz8c-1024x622.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 1431px) 100vw, 1431px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-8014\" class=\"wp-caption-text\">O Manto do esquadr\u00e3o de 2019. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Flamengo<\/p><\/div>\n<div class='button-row'>\n\t<a href='http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/marcelo\/' class='button small-button \n\t\t\t \n\t\t\trounded-corners \n\t\t\torange-button text-uppercase' style=\"color: #ffffff; background-color: #000000; box-shadow: 0 0 0 3px #991b1b inset;\">\n\t\t\t\tSobre Marcelo Dunlop\t<\/a>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta semana o mundo e a Muda perderam o bardo Aldir Blanc, tremendo compositor. Comovido como o diabo (apud Drummond), me vi ent\u00e3o tomado por um impulso insano: vestir por um dia, em tributo ao mestre vasca\u00edno, uma camisa cruzmaltina. 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