{"id":797,"date":"2015-03-05T22:05:24","date_gmt":"2015-03-05T22:05:24","guid":{"rendered":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/?p=797"},"modified":"2015-03-05T22:05:43","modified_gmt":"2015-03-05T22:05:43","slug":"qualquer-amor","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/qualquer-amor\/","title":{"rendered":"Qualquer Amor"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Durante dez anos da minha vida comecei escalando meu time pela lateral direita. \u00a0Foi pensando nessa (de)ordem que segui com o cora\u00e7\u00e3o apertado e a alma rubro-negra de um <i>fl\u00e2neur<\/i> para o jogo de despedida do L\u00e9o Moura. Como uma torcedora que anda pelas arquibancadas do Maraca a fim de experiment\u00e1-la. Tenho certeza que o Charles (Baudelaire) me acompanharia nessa. Mas segui sozinha e pensativa mesmo. E agora? Quando algu\u00e9m me perguntar sobre a escala\u00e7\u00e3o do Flamengo eu vou ter que come\u00e7ar pelo n\u00famero um, que para mim sempre veio depois do dois. E s\u00f3 a torcida do Flamengo pode me julgar. Do degrau mais alto da arquibancada vi homens emocionados, crian\u00e7as com aquele penteado que durante dez anos eu me perguntei: <i>Por qu\u00ea, Deus? Por qu\u00ea? <\/i>Vi fam\u00edlias inteiras eternizando o capit\u00e3o L\u00e9o Moura. E como se n\u00e3o bastasse, \u201co verbo divino se fez carne e habitou entre n\u00f3s.\u201d Zico estava l\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-798\" src=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/moicano3.jpg\" alt=\"moicano3\" width=\"800\" height=\"600\" srcset=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/moicano3.jpg 800w, http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/moicano3-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">L\u00e9o Moura n\u00e3o est\u00e1 relacionado na minha lista de \u00eddolos. No meu time de todos os tempos ele \u00e9 banco. Mas, vivo uma era que <b>\u201cQualquer amor me satisfaz! Qualquer amor! Qualquer rapaz!\u201d<\/b> Chico Buarque e Francis Hime de trilha sonora e um jogador com dez anos de servi\u00e7os prestados, e alguns desservi\u00e7os de trocado para dar garantia. Enquanto um \u201cjogo de Libertadores de mentirinha\u201d era disputado no templo do futebol, eu tentava entender esse casamento da lateral direita, entre tapas e beijos. L\u00e9o Moura n\u00e3o \u00e9 \u00eddolo dessa gera\u00e7\u00e3o nascida e criada no facebook. Essa turma vive num tempo de amores l\u00edquidos, de fluidez, de \u201cnasce um craque, ele \u00e9 vendido l\u00e1 pra fora, chega outro, \u00e9 vendido, trocado, esquecido, nasce outro\u201d. \u00c9 a hist\u00f3ria c\u00edclica do futebol \u201cmoderno\u201d. Leonardo da Silva Moura se tornou \u00eddolo de uma gera\u00e7\u00e3o que viu por DEZ anos um jogador (vencedor) na mesma posi\u00e7\u00e3o. Apenas isso. L\u00e9o Moura se tornou \u00eddolo por \u201capropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita da natureza de sua posi\u00e7\u00e3o.\u201d Era s\u00f3 mais um Silva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Entre um Cirino, um Douglas Baggio, um Matheus S\u00e1vio, um Paulinho e por a\u00ed vai, desvio meu olhar para um menino de aproximadamente 10 anos. Ele usava um manto sagrado de n\u00famero 9. Uma peruca de moicano. E \u201co\u201d nome gravado na camisa: Arthur Coimbra. Praticamente uma miscigena\u00e7\u00e3o de jogadores do Flamengo. Para o menino moicano com v\u00e1rias \u201cidentidades\u201d rubro-negras o conceito de \u00eddolo \u00e9 l\u00edquido. E o desafio \u00e9 entender como o jogador sem v\u00ednculo, se conecta. L\u00e9o Moura, ousadamente, seguiu na contram\u00e3o dessa hist\u00f3ria. Por isso foi aplaudido de p\u00e9 por mais de 30 mil rubro-negros. Ningu\u00e9m me contou, meninos, Eu vi(vi). Na arquibancada virtual, al\u00edvio. A torcida do ef\u00eamero n\u00e3o perdoa. Se cansa. Esgota. Satura. Eu agrade\u00e7o. Tudo que \u00e9 s\u00f3lido, n\u00f3s aprendemos com o velho Karl, desmancha no ar. E assim termina essa hist\u00f3ria moicana. Com emo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Volto pra casa cantarolando: \u201c<b><i>Qualquer amor, eu corro atr\u00e1s. Qualquer calor, eu quero mais. Qualquer amor, qual nada\u201d. <\/i><\/b>E penso no Par\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Para o L\u00e9o Moura, Paz &amp; Amor.<\/p>\n<div class='button-row'>\n\t<a href='http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/vivimariano\/' class='button small-button \n\t\t\t \n\t\t\trounded-corners \n\t\t\torange-button text-uppercase' style=\"color: #ffffff; background-color: #000000; box-shadow: 0 0 0 3px #991b1b inset;\">\n\t\t\t\tSobre Vivi Mariano\t<\/a>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante dez anos da minha vida comecei escalando meu time pela lateral direita. \u00a0Foi pensando nessa (de)ordem que segui com o cora\u00e7\u00e3o apertado e a alma rubro-negra de um fl\u00e2neur para o jogo de despedida do L\u00e9o Moura. 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