{"id":7764,"date":"2020-02-02T20:35:48","date_gmt":"2020-02-02T20:35:48","guid":{"rendered":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/?p=7764"},"modified":"2020-02-02T20:36:44","modified_gmt":"2020-02-02T20:36:44","slug":"nunca-estaremos-sozinhos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/nunca-estaremos-sozinhos\/","title":{"rendered":"Nunca estaremos sozinhos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\">H\u00e1 quase dois anos, resolvi fazer uma mudan\u00e7a radical na minha vida. Do Rio de Janeiro, professora do munic\u00edpio desde 2003, vizinha do Maracan\u00e3, s\u00f3cia do Clube de Regatas do Flamengo e, quase sempre, assistindo ao Mais Querido <em>in loco<\/em>, mudei de pa\u00eds, me casei, e decidi voltar a estudar ingl\u00eas e investir profissionalmente em outra \u00e1rea. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\">Muitas coisas s\u00e3o dif\u00edceis quando se faz esse tipo de transi\u00e7\u00e3o: ficar longe da fam\u00edlia e dos amigos, ter que falar outra l\u00edngua, conviver com outra cultura e com outras regras, n\u00e3o ter mais a antiga rotina de trabalho ou n\u00e3o poder acordar cedo em um s\u00e1bado e ir \u00e0 praia (ou outra coisa que fa\u00e7a parte do seu lugar). Al\u00e9m dessas reviravoltas, pelas quais todos passam, encarei outra, cruel e dolorosa: ficar longe do Flamengo e de todo o ritual que tinha nos dias de jogo. No meu caso, n\u00e3o era somente ir ao est\u00e1dio. Envolvia passar o dia no trabalho pensando na partida, me encontrar previamente com as pessoas, tomar um chope falando das expectativas e depois sair pra comemorar ou beber as m\u00e1goas com os amigos,  irm\u00e3os e sobrinhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\">Meu primeiro ano fora foi complicado. Ainda estava no per\u00edodo de muitas novidades, coisas com as quais precisava lidar e resolver. E o Flamengo ainda me fez passar raiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\">A\u00ed veio 2019. Um ano que, em se tratando do Flamengo, at\u00e9 a sua metade ainda parecia 2018. Mas n\u00e3o. Enfim, tinha chegado o ano m\u00e1gico e j\u00e1 pod\u00edamos sentir isso j\u00e1 em agosto. E se eu tinha achado o ano anterior dif\u00edcil, n\u00e3o sabia o que estava me esperando at\u00e9 o fim de 2019. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\">Sempre falei nos meus v\u00eddeos, nas minhas redes sociais, no meu grupo de amigos, como achava incr\u00edvel o torcedor off-rio. Aquele sujeito que n\u00e3o pode sempre estar perto do Flamengo, mas \u00e9 o Flamengo. E nestes quase dois anos longe, vivo essa sensa\u00e7\u00e3o na pele. N\u00e3o \u00e9 todo dia que a transmiss\u00e3o est\u00e1 boa e, muitas vezes, s\u00f3 se consegue assistir ao jogo j\u00e1 com 30 minutos de bola rolando. Em muitos casos, apenas no segundo tempo. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\">H\u00e1 momentos em que a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 pedir aos amigos e familiares pra comentar, \u00e0 dist\u00e2ncia, a situa\u00e7\u00e3o. Isso pra n\u00e3o dizer que, quando nada funciona, \u00e9 preciso \u201cca\u00e7ar\u201d links (que, em geral, travam o tempo inteiro). E estou falando de acesso pleno a internet, telefone, etc. Imaginem o indiv\u00edduo  que cresceu com essa paix\u00e3o e nem essas ferramentas possui?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\">Vivo hoje numa cidade que nem sabe o que est\u00e1 rolando no futebol. Ent\u00e3o somos n\u00f3s, eu e meu marido Marcel, dividindo todas as ang\u00fastias, choros, gritos e explos\u00f5es de alegria (com aviso no condom\u00ednio, pois, por n\u00e3o saberem do que se trata, podem at\u00e9 chamar a pol\u00edcia). S\u00f3 n\u00f3s dois, vivendo esse 2019 do Flamengo aqui em Austin, no Texas. Talvez eu esteja sendo injusta falando \u201cs\u00f3 nos dois\u201d, porque sempre tive parentes  e amigos fazendo liga\u00e7\u00e3o diretamente do Maracan\u00e3, de churrascos, da van indo pro est\u00e1dio e at\u00e9 de Lima, na final da Libertadores. Assim pude vivenciar o Flamengo em 2019, assim estive em todos os lugares que o Flamengo jogou, assim me senti ali, do ladinho, sentada em cada arquibancada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\">O que aprendi? O torcedor do Flamengo nunca estar\u00e1 sozinho. Estaremos sempre ligados por essa paix\u00e3o enlouquecedora, esse amor imensur\u00e1vel, esse \u00f3dio que termina na pr\u00f3xima vit\u00f3ria, independente de internet, liga\u00e7\u00f5es ou links travando. O Flamengo \u00e9 energia. Por qu\u00ea? Como disse M\u00e1rio Filho, \u201co Flamengo se deixa amar \u00e0 vontade\u201d.<\/p>\n<div class='button-row'>\n\t<a href='http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/nivinha\/' class='button small-button \n\t\t\t \n\t\t\trounded-corners \n\t\t\torange-button text-uppercase' style=\"color: #ffffff; background-color: #000000; box-shadow: 0 0 0 3px #991b1b inset;\">\n\t\t\t\tSobre Nivinha\t<\/a>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 quase dois anos, resolvi fazer uma mudan\u00e7a radical na minha vida. 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