{"id":7695,"date":"2020-01-21T19:57:58","date_gmt":"2020-01-21T19:57:58","guid":{"rendered":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/?p=7695"},"modified":"2020-02-21T20:24:12","modified_gmt":"2020-02-21T20:24:12","slug":"16-licoes-que-aprendi-com-o-flamengo-num-estadio-de-futebol","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/16-licoes-que-aprendi-com-o-flamengo-num-estadio-de-futebol\/","title":{"rendered":"16 li\u00e7\u00f5es que aprendi num est\u00e1dio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Fiz no Maracan\u00e3\u00a0somente uma prova escrita. Com a pranchetinha na m\u00e3o e as leis do Detran na cabe\u00e7a, sentei na cadeira azul\u00a0em 1997 e mandei ver. Passei bonito (errei s\u00f3 a pergunta do extintor). De todo modo, considero at\u00e9 hoje o est\u00e1dio de futebol como a maior universidade que frequentei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Nesta data festiva para o portal Rep\u00fablica Paz &amp; Amor, cinco anos de sua funda\u00e7\u00e3o numa mesa de bar na G\u00e1vea, acordei nost\u00e1lgico, com vontade de fazer aquele retrospecto, ainda mais que n\u00e3o tem ningu\u00e9m em casa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">A seguir, portanto, recordo as principais li\u00e7\u00f5es de vida que aprendi na universidade M\u00e1rio Filho, de 1988 at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>1. Anatomia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Aos 10 anos, com meu pai, meu irm\u00e3o e mais 14.635 torcedores, debutei no Maracan\u00e3, naquele Flamengo 1 x 1 Palmeiras do Ga\u00facho, em que o centroavante pegou dois p\u00eanaltis. Abismado com aquele verde reluzente, que em nada lembrava o gramado da G\u00e1vea, mal reparei no Zico. Na volta, conversamos sobre o flanelinha que cuidou do nosso corcel preto: \u201cMesmo sem metade da orelha ele parece feliz. Deve ser bom trabalhar perto do Maracan\u00e3 n\u00e9, pai\u00ea?\u201d. Viramos clientes do Orelha at\u00e9 ele sumir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>2. Hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Armando Nogueira dizia que a maior magia do Maracan\u00e3 era a de reviver a purifica\u00e7\u00e3o coletiva que os gregos antigos iam buscar no teatro. J\u00e1 naquela estreia, fomos purificados por um cop\u00e3o pl\u00e1stico escrito Brahma Chopp cheio de mijo. A moda de purificar os colegas de arquiba, por sinal, est\u00e1 voltando. Agora s\u00e3o copos e mais copos voando a cada gol do Flamengo, s\u00f3 que com cerveja. Ou seja, uma evolu\u00e7\u00e3o. Prevejo, se a economia melhorar, banhos de u\u00edsque escoc\u00eas leg\u00edtimo ou perfume Chanel n\u00ba 5. Enquanto aguardamos, melhor usarmos capa de chuva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>3. Alegorias e adere\u00e7os<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">O Flamengo da nossa estreia tinha Z\u00e9 Carlos, Xande (Renato), Aldair, Dar\u00edo Pereyra e Leonardo; Delacir, A\u00edlton e Zico; S\u00e9rgio Ara\u00fajo, Zinho e Bebeto (autor do gol). No banco, Tel\u00ea! O Palmeiras de \u00canio Andrade teve Zetti, Zanata, Toninho, Heraldo e Denys; Lino (Amauri), G\u00e9rson Ca\u00e7apa e Bandeira; Tato, S\u00edlvio (Ga\u00facho) e Mauro (autor do gol). Al\u00e9m do gol de Bebeto e da cobran\u00e7a mal batida do Zinho, a cena mais marcante em todo jogo foi a de um torcedor palmeirense com seu bandeir\u00e3o. Ele pegou o mastro, um enorme bambu, e partiu para cima de um bando de torcedor rubro-negro. Epa, aquilo n\u00e3o passava na TV! Percebi que eu precisaria retornar ao est\u00e1dio outras vezes para entender mais sobre futebol.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>4. Sexo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Na porta do est\u00e1dio, vi meu pai conversando animadamente com um grand\u00e3o simp\u00e1tico que eu nunca tinha visto. Como esse cara \u00e9 amigo do meu pai, se nunca foi l\u00e1 em casa? Me aproximei curioso e o fera me cutucou: \u201cE a\u00ed garoto! J\u00e1 toca uma punhetinha?\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>5. Aritm\u00e9tica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Num dia de Flamengo x Vasco, meu camarada L\u00e9o Tijolo cruzou a rua S\u00e3o Francisco Xavier e deu de cara com um batalh\u00e3o vindo de S\u00e3o Janu\u00e1rio, a pular e entoar brados de guerra. Ao v\u00ea-lo bem vestido de vermelho e preto, um dos cerca de 50 vasca\u00ednos desgarrou e acertou-lhe uma bomba na boca do est\u00f4mago. \u201cPensou em reagir?\u201d, perguntei. A resposta, a jato: \u201cN\u00e3o, eu sei contar\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>6. MPB<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Essa aconteceu do outro lado do Maracan\u00e3, com um baixinho chamado Tamagochi. Estava ele e outro louco indo para o Fla-Flu quando viram uma turba de torcedores organizados do Fluminense. Olharam-se r\u00e1pido: tatuagens escondidas, camisas brancas, era melhor disfar\u00e7ar que correr. Mas o olhar temeroso os entregou, e foram cercados: \u201cSe n\u00e3o cantarem o hino do Fluz\u00e3o, v\u00e3o apanhar!\u201d. Encheram os pulm\u00f5es e lascaram o refr\u00e3o de Lamartine Babo, \u00fanica parte que sabiam, e emendaram com \u201c\u00c9 isso, Fluz\u00e3o, porra, vamos ganhar!\u201d E sa\u00edram pulando e abra\u00e7ando os rivais, escapando por pouco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>7. Comunica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Nenhuma aula te\u00f3rica de publicidade e propaganda sobre p\u00fablico-alvo foi t\u00e3o eficiente quanto a que tive ali pelo Bellini. Era final do Estadual, e o Flamengo contratou um trio el\u00e9trico para animar a torcida na porta do est\u00e1dio. Estava passando com o Rafael Werneck quando o cantor conclamou a massa e soltou a voz, no microfone, em par\u00f3dia da can\u00e7\u00e3o \u201cBanana Boat\u201d, de Harry Belafonte: \u201cVamos l\u00e1, todo mundo comigo: Nada mais gostoso \/ que cair da arquibancada\u2026\u201d Voaram umas 700 latinhas no fera, que implorou quase \u00e0s l\u00e1grimas para o piloto do trio ligar o motor e pisar fundo no acelerador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>8. Corrup\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">O saudoso Bussunda foi meu vizinho de porta, no Leblon, e adorava falar de futebol \u2013\u00a0abria o sorriso, ficava simp\u00e1tico, queria saber tudo o que a gente tinha visto das arquibancadas. Ele\u00a0pr\u00f3prio come\u00e7ou a ir ao Maracan\u00e3 adolescente, nos anos 1970, quando a grana era curta, junto com amigos como o Claudio Manoel. Para irem na arquibancada, eles pagavam a entrada na geral e batiam numa grande porta de metal, onde ficava um fiscal que os deixava subir por um punhado de moedas, uns dez reais para a \u00e9poca. Eles batiam na porta e ficavam chamando o cara: \u201cSeu Suborno! Seu Suboooorno! Estamos aqui, Seu Suborno!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>9. Fotografia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Um dia qualquer de 2007, decidi fazer meu primeiro cartaz como geraldino. Chamei meu irm\u00e3o e uns amigos e pedi para o pai, dono de boa caligrafia, escrever no papel\u00e3o: \u201cRom\u00e1rio: Troca seu Porsche pelo meu Gol 1000?\u201d Um dos jogos mais engra\u00e7ados que j\u00e1 fomos. O pessoal nos pagava cerveja, e tiramos tantas fotos com o povar\u00e9u que a dona Zica j\u00e1 estava com ci\u00fames. L\u00e1 pelas tantas, um jovem fot\u00f3grafo do gramado, cabeludinho, pediu para posarmos com o cartaz. Olhei para aquele garoto e falei: \u201cIsso \u00e9 fot\u00f3grafo de blog, n\u00e3o vai sair em lugar nenhum\u201d. A foto viralizou e foi parar no KibeLoco.com.br. Todo mundo aparece rindo na foto, um dos primeiros grandes memes da internet, menos eu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>10. Supera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">O jogador que mais vaiei no Maracan\u00e3, quando eu ainda vaiava, estava naquela estreia em 1988 \u2013 o volante Delacir. Anos depois soube que Delacir se tornara o melhor formador de jovens jogadores no centro esportivo do Zico, tremendo bra\u00e7o-direito do Galo e funcion\u00e1rio dos mais queridos. Quer dizer, o cara aprendeu com minhas vaias, e nem agradeceu, p\u00f4!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>11. Justi\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Na sa\u00edda de um Fla-Flu, demos de cara com dois torcedores se engalfinhando, ambos segurando a mesma camisa do Flamengo. Um policial montado se atirou e puxou o Manto. \u201cO que est\u00e1 acontecendo nessa porra?\u201d. Ele me roubou, a camisa \u00e9 minha! Eu n\u00e3o, foi ele, e ficou aquele trelel\u00ea. O guarda espiou a camisa e perguntou a um deles: \u201cQual \u00e9 o n\u00famero?\u201d \u201c\u00c9\u2026 sete!\u201d. \u201c\u00c9 quatro, \u00e9 quatro!\u201d. O sete, coitado, saiu catando cavaco e tomando coice at\u00e9 o rio Maracan\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>12. Tempo e relatividade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Descobri com os amigos no Maracan\u00e3, e com Rubem Braga nas cr\u00f4nicas, que o domingo de futebol \u00e9 id\u00eantico em qualquer canto do planeta. Existe uma dist\u00e2ncia moral universal que \u201c\u00e9 a mesma de Ipanema ao Maracan\u00e3 \u2014 a dist\u00e2ncia em fun\u00e7\u00e3o do fluir e do fruir de um domingo: almo\u00e7ar \u00e0 uma hora, chegar ainda a tempo de ver a maior parte da segunda fase da preliminar, estar em casa de volta ao escurecer.\u201d Grande Rubem, ainda por cima rubro-negro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>13. Artes pl\u00e1sticas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Para mim o monumento mais querido do Rio de Janeiro sempre foi a est\u00e1tua do capit\u00e3o Bellini \u2013 cl\u00e1ssica, bem produzida e ainda por cima conveniente, pois virou o ponto de encontro mais famoso da cidade. At\u00e9 o dia em que descobri que a cabe\u00e7a n\u00e3o era do zagueir\u00e3o \u2013 segundo algumas vers\u00f5es, o mecenas da escultura produzida em 1958, f\u00e3 do cantor Francisco Alves, meteu o corp\u00e3o do jogador com o rosto do rei da voz. Descobri que o brasileiro \u00e9 fiel a seus \u00eddolos esportivos \u2013 mas do pesco\u00e7o para baixo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">14.\u00a0Humores<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Um dia de 1997 perdemos feio para o Vasco, num concerto de Edmundo, e meu colega de arquiba Rodrigo Studart protagonizou a maior cena de f\u00faria que j\u00e1 testemunhei: despeda\u00e7ou em 50 pedacinhos a camisa do Flamengo que usava. Se estivesse frio, picotaria agasalho, camisa, cachecol e engoliria o gorro. Aprendi que a alegria do torcedor sai pelos olhos; a raiva, pela ponta dos dedos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>15. Negocia\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Todo carioca, mesmo sem tino algum para finan\u00e7as, \u00e9 capaz de ficar mestre em economia ao combinar pre\u00e7os com um flanelinha do Maraca. Uma vez, ali\u00e1s, paguei 50 reais numa vaga espl\u00eandida ali pela Tijuca. A argumenta\u00e7\u00e3o do guardador foi irrecus\u00e1vel: pegou a nota e arrancou, batendo o recorde de 400 metros rasos. Ou seja, foi 25 pela vaga e 25 pela exibi\u00e7\u00e3o atl\u00e9tica, justo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>16. Espiritualidade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">V\u00f3 Ivette, a rubro-negra mais fan\u00e1tica que conheci, morreu poucos dias antes das finais do Estadual de 2001. Depois de ver a derrota na primeira partida, fui para Mangaratiba com amigos e caguei para ingresso, sem pensar mais no jogo. Um colega de curso na ESPM espantou-se: \u201cEi, como assim? Seremos campe\u00f5es, homem de pouca f\u00e9!\u201d Chegou o s\u00e1bado, e eu s\u00f3 pensava no Flamengo, e em vov\u00f3. Domingo foi foda. Comecei a acompanhar o jogo na estrada e terminei numa piscina de roupa e tudo. Se eu acho que foi a v\u00f3 que meteu aquela bola no \u00e2ngulo? Claro que n\u00e3o, todos sabem que foi o Petkovic. Vov\u00f3, tenho f\u00e9, s\u00f3 deu aquela atrapalhadinha no Helton para ele n\u00e3o chegar l\u00e1.<\/p>\n<div class='button-row'>\n\t<a href='http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/marcelo\/' class='button small-button \n\t\t\t \n\t\t\trounded-corners \n\t\t\torange-button text-uppercase' style=\"color: #ffffff; background-color: #000000; box-shadow: 0 0 0 3px #991b1b inset;\">\n\t\t\t\tSobre Marcelo Dunlop\t<\/a>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fiz no Maracan\u00e3\u00a0somente uma prova escrita. Com a pranchetinha na m\u00e3o e as leis do Detran na cabe\u00e7a, sentei na cadeira azul\u00a0em 1997 e mandei ver. Passei bonito (errei s\u00f3 a pergunta do extintor). De todo modo, considero at\u00e9 hoje o est\u00e1dio de futebol como a maior universidade que frequentei. 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