{"id":7306,"date":"2019-11-29T04:32:49","date_gmt":"2019-11-29T04:32:49","guid":{"rendered":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/?p=7306"},"modified":"2019-11-30T02:10:42","modified_gmt":"2019-11-30T02:10:42","slug":"o-campeao-flamengo-voltou-as-livrarias","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/o-campeao-flamengo-voltou-as-livrarias\/","title":{"rendered":"O campe\u00e3o voltou \u00e0s livrarias"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Se a cr\u00f4nica \u00e9 a literatura de bermudas, como diz Joaquim Ferreira dos Santos, a cr\u00f4nica rubro-negra \u00e9 a literatura de bermudas, camisa raiz da Fla-Angola e um lat\u00e3o nas m\u00e3os. Era assim que o Arthur Muhlenberg estava quando o vi pela primeira vez a caminho do est\u00e1dio, cruzando o rio Maracan\u00e3 rumo a mais uma \u00e9pica pelada do Flamengo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Naqueles tempos, o vulgo \u201cUrublog\u201d jamais poderia supor que,\u00a0anos e anos depois, estaria hoje lan\u00e7ando seu sexto e melhor livro, \u201cLibertador \u2013\u00a0a reconquista rubro-negra da Am\u00e9rica\u201d, pela editora 7 Letras, que em homenagem ao torcedor meteu uma promo\u00e7\u00e3o cabal\u00edstica: quem comprar no site 7Letras.com.br paga s\u00f3 38 reais, um tost\u00e3o para cada ano em que aguardamos em p\u00e9, impass\u00edveis, na fila da gl\u00f3ria eterna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">E n\u00f3s tamb\u00e9m n\u00e3o pod\u00edamos crer, logo a gente que se acostumou a cantar o cl\u00e1ssico \u201cLibertadores, qualquer dia tamo a\u00ea\u2026&#8221;, que o \u201cqualquer dia\u201d chegaria assim sem nos avisar. Que sorte que n\u00e3o demorou mais 38 anos, ou n\u00e3o ter\u00edamos a\u00ed o Arthur firme e l\u00facido para nos narrar com seu talento o que vimos com os pr\u00f3prios olhos\u00a0e ainda n\u00e3o acreditamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Da Bol\u00edvia ao Peru, de Oruro a Lima, a epopeia rubro-negra \u00e9\u00a0contada\u00a0no livro em 23 cr\u00f4nicas \u2013 desde o jogo com o nanico San Jos\u00e9 (\u201cuma baba, baba el\u00e1stica e bovina\u201d, na verve do cronista) at\u00e9 a colis\u00e3o tit\u00e2nica contra o River Plate. De brinde, ainda traz detalhes de arrepiar \u2013 ou algu\u00e9m a\u00ed lembrava que a campanha come\u00e7ara logo com um gol de Gabigol? E o nome do est\u00e1dio do San Jos\u00e9 em Oruro, quem sabe? Est\u00e1dio Jes\u00fas. \u00c9, estava escrito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Enquanto nos faz rir e faz chorar, a cr\u00f4nica de Muhlenberg tamb\u00e9m brinca de ensinar sobre temas variados, para nos lembrar que o Flamengo tamb\u00e9m \u00e9 muito mais do que futebol. A saber:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>* Moda:<\/strong><br \/>\n\u201cPor pior que seja o Pe\u00f1arol, e segundo os pr\u00f3prios pe\u00f1arolenses esse Pen\u00e3rol est\u00e1 entre os seus piores, eles sempre ter\u00e3o a camisa. Uma camisa feia, deselegante e provavelmente malcheirosa, mas cheia de hist\u00f3ria, com cinco Libertadores nas costas.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>* Psicologia:<\/strong><br \/>\n\u201cH\u00e1 apenas duas semanas uma grande parte desses rubro-negros sorridentes estava enfurecida, pichando muros, exigindo cabe\u00e7as como jacobinos no Terror e jogando suas toalhas nas redes sociais como se o ano j\u00e1 estivesse irremediavelmente perdido. N\u00e3o tem nada de esquisito em nossa bipolaridade, o Flamengo \u00e9 assim mesmo desde 1895. O rubro-negro s\u00f3 conhece dois estados mentais, a Crise e o Oba-Oba.\u201d<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Capa-Libertador.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-7310\" src=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Capa-Libertador.jpg\" alt=\"Capa Libertador\" width=\"891\" height=\"1280\" srcset=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Capa-Libertador.jpg 891w, http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Capa-Libertador-209x300.jpg 209w, http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Capa-Libertador-713x1024.jpg 713w\" sizes=\"(max-width: 891px) 100vw, 891px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>* Hist\u00f3ria:<\/strong><br \/>\n\u201cQuando surgiu em 1977 a Ra\u00e7a foi um sopro de criatividade nas arquibancadas. A proposta da torcida era radical e revolucion\u00e1ria: assistir aos 90 minutos do jogo em p\u00e9, apoiando sem parar. Os habitu\u00e9s do Maraca ficaram escandalizados, acharam aquilo um absurdo. Xingavam, tacavam bolinha de papel, lata, garrafa, o que estivesse \u00e0 m\u00e3o pra fazer aqueles caras de camisa vermelha sentarem e assistirem ao jogo como gente de bem. N\u00e3o funcionou, os caras desviaram das garrafas e das bolinhas, mas n\u00e3o sentaram, continuaram apoiando os 90 minutos e cantando sambas-enredos inteiros em p\u00e9.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>* Valor de mercado<\/strong><br \/>\n\u201cO her\u00f3i segue adiante, com a fronte erguida, o ingresso na m\u00e3o e uma esperan\u00e7a que nem os 38 anos na fila imensa da Libertadores parecem capazes de arrefecer. L\u00e1 vai ele, rampa do Bellini acima, vestido de vermelho de preto, imune ao descr\u00e9dito com que agora nos julgam, munido de uma certeza m\u00edstica de que o Flamengo tudo pode. O torcedor her\u00f3i, esse tipo humano inesquec\u00edvel, guerreiro, m\u00e1rtir, fanfarr\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 o maior patrim\u00f4nio do Flamengo. \u00c9 o \u00fanico.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>* Esp\u00edrito esportivo:<\/strong><br \/>\n\u201cSaber perder \u00e9 legal no esporte amador, no Campeonato Carioca. Na Libertadores \u00e9 o beijo da morte.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>* Filosofia:<\/strong><br \/>\n\u201cCompartilho uma \u00fanica certeza, o Flamengo nasceu para nos fuder.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Mas chega de spoiler, e deixemos o cronista que \u00e9 molambo at\u00e9 no sobrenome tabelando suas ideias com &#8220;a astronomia copernicana, a din\u00e2mica newtoniana, a minissaia de Mary Quant e a Teoria da Relatividade do cumpadi Einstein\u201d, enquanto a gente aqui vibra e abre mais uma. Por falar em vibrar, o mais incr\u00edvel: enquanto voc\u00ea e eu est\u00e1vamos em total transe gra\u00e7as aos acontecimentos ali aos 46 do segundo tempo, o autor e os editores davam o \u00faltimo tapa no livro, que saiu perfeito.\u00a0E a capa do Mario Alberto ficou brincadeira!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Confira l\u00e1, na Amazon ou no site da editora, e voc\u00ea\u00a0vai acabar por concordar: o Arthur um dia foi o melhor cronista esportivo do Rio de Janeiro. Em tr\u00eas minutos,\u00a0tornou-se\u00a0o maior da Am\u00e9rica.<\/p>\n<p>http:\/\/www.7letras.com.br\/checkout\/cart\/<\/p>\n<div class='button-row'>\n\t<a href='http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/marcelo\/' class='button small-button \n\t\t\t \n\t\t\trounded-corners \n\t\t\torange-button text-uppercase' style=\"color: #ffffff; background-color: #000000; box-shadow: 0 0 0 3px #991b1b inset;\">\n\t\t\t\tSobre Marcelo Dunlop\t<\/a>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se a cr\u00f4nica \u00e9 a literatura de bermudas, como diz Joaquim Ferreira dos Santos, a cr\u00f4nica rubro-negra \u00e9 a literatura de bermudas, camisa raiz da Fla-Angola e um lat\u00e3o nas m\u00e3os. 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