{"id":7267,"date":"2019-11-27T03:31:22","date_gmt":"2019-11-27T03:31:22","guid":{"rendered":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/?p=7267"},"modified":"2019-11-27T03:34:20","modified_gmt":"2019-11-27T03:34:20","slug":"flamengo-mutante","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/flamengo-mutante\/","title":{"rendered":"Flamengo mutante"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;margin-bottom: 24px\"><strong>[ Por Julio Benck (@tuagloriaelutar) ]<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><em>\u201c (&#8230;) Bastar\u00e1 a camisa, aberta no arco. E, diante do furor impotente do advers\u00e1rio, a camisa rubro-negra ser\u00e1 uma bastilha inexpugn\u00e1vel.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom: 24px\">Ningu\u00e9m contesta que o par\u00e1grafo final da antol\u00f3gica cr\u00f4nica \u201cFlamengo Sessent\u00e3o\u201d de Nelson Rodrigues tornou-se uma esp\u00e9cie de manifesto n\u00e3o oficial sobre a alma rubro-negra. O g\u00eanio de Nelson, naturalmente, se encarregava de fechar sempre com um gran finale tudo que ele escrevia e com essa cr\u00f4nica n\u00e3o seria diferente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom: 24px\">Disse outro magn\u00edfico cronista, Arthur Muhlenberg (rubro-negro de cora\u00e7\u00e3o, ao contr\u00e1rio do tricolor Nelson) que o Flamengo \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o arquet\u00edpica do her\u00f3i cl\u00e1ssico. Explico e resumo: arquet\u00edpico \u00e9 o mesmo que modelo ou uma representa\u00e7\u00e3o de um ideal a ser alcan\u00e7ado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom: 24px\">E o que tem a ver Nelson e Muhlenberg al\u00e9m do raro apuro com as palavras? Vamos por partes at\u00e9 o vapo final.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom: 24px\">Em \u201cFlamengo Sessent\u00e3o\u201d, publicado em 1955 na revista &#8220;Manchete Esportiva&#8221;, h\u00e1 um trecho que costuma passar batido, raras vezes citado em cr\u00f4nicas futebol\u00edsticas e sobre o Flamengo em especial. \u00c9 este aqui:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom: 24px\"><em>\u201c(&#8230;) o Flamengo joga, hoje, com a mesma alma de 1911. Admite, \u00e9 claro, as conven\u00e7\u00f5es disciplinares que o futebol moderno exige (&#8230;)\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom: 24px\">H\u00e1 64 anos, Nelson j\u00e1 sabia que o Flamengo, institucional e esportivamente, era dotado de uma not\u00e1vel capacidade de se reinventar ao assimilar as ditas conven\u00e7\u00f5es. Os fatos hist\u00f3ricos, a prop\u00f3sito, confirmam isso. Em 1896, o Flamengo de regatas n\u00e3o titubeou em mudar suas cores, dada a facilidade com que desbotavam os caros tecidos importados dos uniformes azuis e amarelos ingleses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom: 24px\">O crit\u00e9rio para essa mudan\u00e7a j\u00e1 sinalizava claramente essa adaptabilidade do Flamengo \u00e0s conven\u00e7\u00f5es modernas. Conta a literatura rubro-negra que foi escolhido o vermelho e preto por resistir melhor \u00e0 salinidade das \u00e1guas (sim, as provas de remo eram no mar) e para alinhar as cores do clube \u00e0s do popular\u00edssimo Jockey, numa brilhante estrat\u00e9gia de marketing digna de Jo\u00e3o Henrique Areias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom: 24px\">Quer outro exemplo de que o Flamengo, desde tempos imemoriais, incorpora as conven\u00e7\u00f5es do futebol moderno? J\u00e1 em 1911, a tal grande \u00e9poca exaltada por Nelson Rodrigues, o nov\u00edssimo super time de futebol, sem campo para treinar, \u201cca\u00e7ou com gato\u201d como disse Jorge Jesus certa vez. Na falta de instala\u00e7\u00f5es, foi parar nos campos p\u00fablicos, onde\u00a0muitos creem estar a g\u00eanese da popularidade flamenga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom: 24px\">O que \u00e9 essa capacidade de se moldar que n\u00e3o o pr\u00f3prio modelo de her\u00f3i arquet\u00edpico? Vejam o Super-Homem, o Homem-Aranha e tantos outros her\u00f3is. O ideal que eles representam \u00e9 justamente o fraco se transformando em forte, ou, em outras palavras, o poder nascendo da debilidade. Clark Kent \u00e9 um t\u00edmido jornalista, Peter Parker \u00e9 inseguro e fot\u00f3grafo&#8230;\u00e9 a dualidade do modelo arquet\u00edpico de her\u00f3i, magnificamente representada, no esporte, pelo Flamengo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom: 24px\">Vamos para 1966. No Brasil, Carlos Lacerda e outros luminares da centro-esquerda fundavam a Frente Ampla, movimento que tinha como mote fazer oposi\u00e7\u00e3o ao governo militar. Nota: um dos articuladores, Juscelino Kubitschek, estava exilado em Portugal, quando aliou-se a Lacerda para fundar o movimento com a Declara\u00e7\u00e3o de Lisboa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom: 24px\">Exatos\u00a0dez anos depois, em 1976, M\u00e1rcio Braga, que foi casado com a sobrinha de Juscelino, emularia o mesmo movimento, fundando ent\u00e3o a FAF, a Frente Ampla pelo Flamengo. Era uma resposta pol\u00edtica ao atraso institucional que o clube amargava desde<br \/>\no hist\u00f3rico presidente Gilberto Cardoso, o vitorioso mandat\u00e1rio que nos levou fora de campo ao inesquec\u00edvel tri 53-54-55.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom: 24px\">O resultado da FAF dispensa maiores coment\u00e1rios. Como movimento pol\u00edtico, s\u00f3 encontraria seu ocaso definitivo em 1992, quando Junior, um dos atletas s\u00edmbolo desse Flamengo arrojado e eficaz que ela reinaugurou se despediria do futebol com o m\u00edtico pentacampeonato brasileiro. Junto a Leovegildo, M\u00e1rcio Braga se despediria da presid\u00eancia e o clube de um conceito de gest\u00e3o que resgatou um Flamengo forte, disciplinado e extremamente competitivo, no qual a for\u00e7a esportiva vinha das categorias de base.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom: 24px\">Quem n\u00e3o lembra do Junior dando uma ponte para n\u00e3o deixar a bola entrar no nosso gol em uma jogada que nada valia na final contra o Botafogo? Nada mais simb\u00f3lico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom: 24px\">A partir disso, mais ou menos como no hiato entre Cardoso e a FAF, o Flamengo mergulharia num per\u00edodo nebuloso, em que tentou, de forma atrapalhada, absorver novamente as conven\u00e7\u00f5es modernas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom: 24px\">O futebol brasileiro tinha mudado, esquadr\u00f5es como o Meng\u00e3o 80 j\u00e1 n\u00e3o eram mais poss\u00edveis, em parte por causa do pr\u00f3prio Zico, que libertaria os jogadores da escravid\u00e3o do passe com uma lei que leva o seu nome, promulgada enquanto ministro extraordin\u00e1rio dos Esportes, em 1993, e revogada pela Lei n\u00ba 9.615, de 1998.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom: 24px\">M\u00e1rcio Braga ainda voltaria em 2004, trazendo consigo o \u00e9lan de 1976 (e por que n\u00e3o, o de 1911), mas n\u00e3o os mesmos bra\u00e7os, mentes e a energia com que conduziu o vitorioso movimento na d\u00e9cada de 1970.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom: 24px\">Ainda assim, foi fundamental para reorganizar um Flamengo que s\u00f3 sobreviveu \u00e0 era do caos 1993-2003 em virtude da sua mastod\u00f4ntica torcida e de atletas que souberam honrar nossas tradi\u00e7\u00f5es. Os resultados mais expressivos foram a Copa do Brasil de 2006 e a volta do Flamengo \u00e0 Libertadores, depois da desastrosa participa\u00e7\u00e3o de 2002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom: 24px\">A essa altura, voc\u00ea deve estar pensando que vou chegar a 2012, ano em que um outro movimento pol\u00edtico, liderado pelo grupo S\u00f3Fla, assumiria o comando do clube. Claro, n\u00e3o d\u00e1 para tra\u00e7ar uma linha do tempo administrativo\/gerencial do Flamengo sem destacar o mais recente \u201cBig Bang\u201d dessa marca que prova, de tempos em tempos, sua formid\u00e1vel habilidade em se renovar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom: 24px\">Sobre isso n\u00e3o vou me alongar muito. Provavelmente voc\u00ea sabe o que aconteceu desde que Eduardo Bandeira de Mello, em 27 de dezembro de 2012, disse em seu discurso de posse que \u201ca d\u00edvida do Flamengo \u00e9 moral\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom: 24px\">Na verdade, quero mesmo \u00e9 chegar ao dia 25 de novembro de 2019, um dia depois do Flamengo ter alcan\u00e7ado uma fa\u00e7anha esportiva t\u00e3o enorme, mas t\u00e3o enorme, que talvez nem M\u00e1rcio Braga pudesse cogitar naquele distante 1976: a conquista de um Campeonato Brasileiro um dia depois de uma Ta\u00e7a Libertadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom: 24px\">E se aquele movimento tinha em Zico, Junior, Leandro &amp; cia a personifica\u00e7\u00e3o em campo da efici\u00eancia administrativa, hoje o clube, ao\u00a0comando de Rodolfo Landim e Marcos Braz, tem um atleta que representa a perfeita adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s conven\u00e7\u00f5es modernas: Gabigol.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom: 24px\">Gabriel Barbosa n\u00e3o \u00e9 apenas um craque de bola acima da m\u00e9dia. Ele \u00e9 rebelde, tem uma certa dificuldade em se ajustar a regras e \u00e9, por que n\u00e3o dizer, a cara da criticada gera\u00e7\u00e3o Z (que n\u00e3o \u00e9 de Zico).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom: 24px\">Ele n\u00e3o tem muito respeito por tradi\u00e7\u00f5es, institui\u00e7\u00f5es, protocolos e quejandos. Gabigol \u00e9 notoriamente impulsivo, ou seja, seu pathos \u00e9 ser justamente algo imaturo ao lidar com suas emo\u00e7\u00f5es, representando com perfei\u00e7\u00e3o os valores da galera mais jovem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom: 24px\">O deboche de Gabigol, presente em suas comemora\u00e7\u00f5es e controlado n\u00e3o sem algum custo nas entrevistas, \u00e9 a forma com que muitos nascidos depois de 1990 se posicionam em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pol\u00edtica, trabalho e em outros assuntos. Deboche que tamb\u00e9m nasce da certeza de ter na internet um ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o instant\u00e2neo, por mais superficiais que sejam algumas rela\u00e7\u00f5es on-line.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom: 24px\">Ele assume, hoje, o arqu\u00e9tipo suscitado por Muhlenberg, personificando em campo os anseios de uma gera\u00e7\u00e3o que tem dificuldade em encontrar um rumo neste mundo em que a bipolaridade esquerda\/direita j\u00e1 n\u00e3o faz muito sentido. Se n\u00e3o h\u00e1 mais dire\u00e7\u00f5es ou orienta\u00e7\u00f5es bem definidas, por que ser certinho e enquadrado?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom: 24px\">Esse her\u00f3i arquet\u00edpico, antes, era o jogador \u00edntegro e ligado profundamente \u00e0 fam\u00edlia (na concep\u00e7\u00e3o mais conservadora), mas hoje ele est\u00e1 mais para um Macuna\u00edma, um anti-her\u00f3i, um ser humano comum que erra enquanto acerta e Vasco-versa. Alguns s\u00e3o assim e t\u00eam fibra, outros s\u00f3 s\u00e3o nas apar\u00eancias. Nosso intr\u00e9pido camisa 9 seguramente est\u00e1 no primeiro grupo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom: 24px\">Temos ent\u00e3o uma conflu\u00eancia de fatores que, no Flamengo, sempre tomam a forma de um roteiro de saga. Veja: o corol\u00e1rio da FAF foram os t\u00edtulos brasileiros entre 1980 e 1992 e por que n\u00e3o dizer, a Libertadores e Mundial de 81, embora o presidente nesses dois \u00faltimos fosse Dunshee de Abranches. A essa sequ\u00eancia de anos vitoriosos, por sua vez, antecedeu um per\u00edodo de t\u00edtulos bissextos, tal como acontece agora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom: 24px\">Na longa travessia do deserto que separou clube e torcida de uma nova conquista da Am\u00e9rica, a trama escrita para o Flamengo foi assim: elimina\u00e7\u00f5es sucessivas para times sem express\u00e3o, na maioria com pipocadas que renderam gols advers\u00e1rios nos \u00faltimos minutos, incr\u00edveis apag\u00f5es em jogos chave ou mesmo a pura e simples falta de sorte (sem ela, disse Nelson, n\u00e3o se bebe nem um copo d&#8217;\u00e1gua), como em 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom: 24px\">Esse roteiro termina com uma final em jogo \u00fanico, que confere muito mais dramaticidade a uma decis\u00e3o porque evita a deplor\u00e1vel \u201cgest\u00e3o de resultado\u201d. O advers\u00e1rio, o River Plate, at\u00e9 ent\u00e3o atual campe\u00e3o e em meio a uma gera\u00e7\u00e3o vitoriosa, veio para equilibrar a balan\u00e7a depois de tantos vexames para Leons, Am\u00e9ricas e Emelecs.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom: 24px\">A virada em fulminantes tr\u00eas minutos, quando tudo parecia perdido, \u00e9 o resgate hist\u00f3rico do Flamengo de Joaquim Bahia, heroico remador que, depois de naufragar com a barca Pherusa, nadou e nadou at\u00e9 chegar a salva\u00e7\u00e3o em 6 de outubro de 1895. Nosso Bahia, em 23 de novembro de 2019, \u00e9 Gabigol, a encarna\u00e7\u00e3o em campo de um Flamengo aguerrido e que n\u00e3o cansa de fazer muta\u00e7\u00f5es, a despeito de toda e qualquer adversidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom: 24px\">A atual temporada, como a torcida j\u00e1 antecipava h\u00e1\u00a0sete anos, \u00e9 o ano m\u00e1gico ansiosamente esperado. At\u00e9 chegar nesse ponto, o Flamengo peregrinou, combateu o bom combate, manteve a f\u00e9 e deixou as for\u00e7as ocultas do bem trabalharem a seu favor. Precisamos, mais do que nunca, exaltar nossa assombrosa faculdade de se reerguer e de dar respostas \u00e0s conven\u00e7\u00f5es que o futebol moderno exige, porque ela \u00e9 quem nos manteve e nos manter\u00e1 de p\u00e9 por muitos e muitos anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom: 24px\">Afinal, como diria Artur da T\u00e1vola, ser flamengo \u00e9 ser humano e isso significa ser inteiro. Tal condi\u00e7\u00e3o implica adaptar-se ao contexto, sem perder o \u00e9lan que nos move desde 1895 e aceitar que nem sempre as coisas saem do jeito esperado. O mais importante \u00e9 continuar em movimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom: 24px\">Enquanto for assim, o Flamengo ser\u00e1 invenc\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom: 24px\"><div class='button-row'>\n\t<a href='http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/ladrilheiros\/' class='button small-button \n\t\t\t \n\t\t\trounded-corners \n\t\t\torange-button text-uppercase' style=\"color: #ffffff; background-color: #000000; box-shadow: 0 0 0 3px #991b1b inset;\">\n\t\t\t\tSobre Ladrilheiros\t<\/a>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ Por Julio Benck (@tuagloriaelutar) ] \u201c (&#8230;) Bastar\u00e1 a camisa, aberta no arco. 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