{"id":5994,"date":"2019-05-27T19:34:22","date_gmt":"2019-05-27T19:34:22","guid":{"rendered":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/?p=5994"},"modified":"2019-05-27T19:34:22","modified_gmt":"2019-05-27T19:34:22","slug":"foi-por-pouco","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/foi-por-pouco\/","title":{"rendered":"Foi por pouco."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> <strong>Campeonato Brasileiro, 6\u00aa rodada.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> Ainda bem que n\u00e3o teve jogo do Flamengo no meio da semana. Por dois motivos. Primeiro: a rapaziada p\u00f4de descansar, treinar adequadamente e ajustar o que n\u00e3o vinha funcionando, para fazer uma grande apresenta\u00e7\u00e3o contra os reservas do Athletico Paranaense. Certo? Segundo: sem o Flamengo em campo, me vi livre da humilha\u00e7\u00e3o de ter o texto comparado ao do mestre Roberto Assaf, o jornalista que mais conhece a respeito das coisas rubro-negras e deu uma luxuosa canja na se\u00e7\u00e3o \u201cLadrilheiros\u201d, aqui no RP&amp;A. Ali\u00e1s, se eu fosse voc\u00ea, parava de ler esse post imediatamente e ca\u00eda para dentro de <em>Seja no Mar, Seja na Terra \u2013 125 Anos de Hist\u00f3rias<\/em>, a mais recente obra do Assaf. Logo na orelha do livro, o cara escreve simplesmente o seguinte: \u201cTodos os dias, quando acordo, agrade\u00e7o ao destino e \u00e0s circunst\u00e2ncias que me tornaram Flamengo. Que me levaram a fazer parte desse eterno acontecimento.\u201d E voc\u00ea aqui, lendo as bobagens que escrevo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> Bom. Vamos em frente. Sem Cu\u00e9llar e L\u00e9o Duarte, ambos recuperando-se de contus\u00f5es, e desfalcado de Arrascaeta, por algum tipo de bloqueio mental do treinador Abel Braga, o Flamengo entrou em campo para fazer uma partida que se presumia simples, contra o lado B do Athletico Paranaense \u2013 eles t\u00eam poupado os titulares devido \u00e0 disputa da Recopa Sul-Americana, ta\u00e7a que s\u00f3 \u00e9 do conhecimento dos dois clubes que dela participam. Cada um come o que gosta. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> Refor\u00e7ado pelo goleiro Santos e o zagueiro L\u00e9o Pereira, o Athletico levou ao Maracan\u00e3 mais ou menos a mesma escala\u00e7\u00e3o que perdeu para o Corinthians na Arena da Baixada, na quinta rodada, por dois a zero. Por\u00e9m, o time dirigido por Tiago Nunes tem algo que a torcida do Flamengo vem cobrando h\u00e1 tempos, sem qualquer efeito pr\u00e1tico: organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> Mesmo em casa, mesmo contra um advers\u00e1rio que atuava com nove reservas, mesmo com Everton Ribeiro jogando por ele e mais uns quatro, o Flamengo n\u00e3o conseguia se impor. Nem no primeiro tempo, quando fez o gol, teve tr\u00eas outras boas chances e pareceu melhor. S\u00f3 que Diego Alves cortou um dobrado em tr\u00eas interven\u00e7\u00f5es bastante dif\u00edceis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> No segundo tempo, o Flamengo desfilou o seu extenso repert\u00f3rio de bobagens e tornou a apresentar o inexplic\u00e1vel imobilismo que volta e meia o atinge em campo. Letargia e impot\u00eancia. A primeira coisa interessante s\u00f3 foi acontecer aos vinte minutos, obviamente com Everton Ribeiro, num lance que esteve a ponto de provocar a maior lamban\u00e7a da por enquanto curta exist\u00eancia do VAR. (Na transmiss\u00e3o do globoesporte.com, o comentarista de arbitragem Sandro Meira Ricci disse que, se o chute de Everton Ribeiro tivesse entrado e, ap\u00f3s a consulta ao VAR por causa da jogada anterior, Daniel Bins se decidisse pela marca\u00e7\u00e3o do p\u00eanalti \u2013 como ocorreu \u2013, o gol teria de ser anulado. Imagine o banz\u00e9.)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> Na metade do segundo tempo, n\u00e3o t\u00ednhamos amea\u00e7ado o Athletico Paranaense uma vezinha sequer, perd\u00edamos por dois a um e o Maracan\u00e3 havia se transformado num gigantesco barril de p\u00f3lvora. Como n\u00e3o podia deixar de ser, o alvo principal da f\u00faria dos torcedores era Abel Braga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> O time do Flamengo permanece desequilibrado e inconstante, enquanto Abel segue abra\u00e7ado a suas duvidosas convic\u00e7\u00f5es. E o grande problema das convic\u00e7\u00f5es inabal\u00e1veis \u00e9 que elas geram a obriga\u00e7\u00e3o de que a caturrice d\u00ea certo. \u00c9 que nem o tal do futebol de resultados: s\u00f3 faz sentido se voc\u00ea for campe\u00e3o. Como o campe\u00e3o s\u00f3 pode ser um, futebol de resultados \u00e9 uma rematada estupidez.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> Quando Marcelo Cirino converteu o p\u00eanalti e virou o placar, me preparei para fazer algo de que n\u00e3o gosto (e minha mulher detesta): passar a noite de domingo atento aos programas e sites esportivos, \u00e0 espera da not\u00edcia da queda de Abel \u2013 fosse por decis\u00e3o dele, fosse porque a press\u00e3o sobre a diretoria se tornara incontorn\u00e1vel. Quase.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> Entretanto, a inspirada insist\u00eancia de Everton Ribeiro, o oportunismo de Bruno Henrique, o cruzamento de Ren\u00ea e a cabe\u00e7ada perfeita de Rodrigo Caio n\u00e3o foram suficientes para esconder o que todo mundo viu: de um lado, embora modesto, um time bem-montado e confiante; do outro, pra l\u00e1 de ambicioso, um que se mostra ora confuso, ora paralisado, conduzido por um treinador afrontado e perdido. Infelizmente, esse da\u00ed \u00e9 o nosso. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> <strong>Lances principais.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> 1\u00ba tempo:<br \/>\nAos 3 minutos, Willian Ar\u00e3o roubou uma bola na meia-direita e esticou para Bruno Henrique, dentro da \u00e1rea. Ele bateu cruzado, Lucas Halter conseguiu salvar para escanteio.<br \/>\nAos 5, Diego recebeu no meio-campo e abriu r\u00e1pido a Par\u00e1, que tocou para Everton Ribeiro. Ele cruzou fechado, a bola encobriu o goleiro Santos e passou com perigo.<br \/>\nAos 16, Piris da Motta cortou errado uma bola na intermedi\u00e1ria do Flamengo e, na tentativa de consertar, afobou-se e fez falta em Braian Romero. M\u00e1rcio Azevedo levantou na \u00e1rea, Marcelo Cirino ganhou no alto de Willian Ar\u00e3o, desviou de cabe\u00e7a e Lucas Halter ficou cara a cara com Diego Alves, na pequena \u00e1rea. Atento, o goleiro rubro-negro saiu e abafou, fazendo uma dif\u00edcil defesa.<br \/>\nAos 18, M\u00e1rcio Azevedo recuou pessimamente para Wellington e deu um present\u00e3o a Bruno Henrique. Da altura da meia-lua ele chutou forte, Santos saltou e fez \u00f3tima defesa para escanteio.<br \/>\nAos 20, uma jogada parecida, s\u00f3 que no campo do Flamengo. Ao tentar recuar para Thuler, Diego deu a bola nos p\u00e9s de Marcelo Cirino, que dominou e bateu firme. Mais uma boa defesa de Diego Alves.<br \/>\nAos 26, o terceiro lance de bola mal recuada. Madson errou por muito o passe para Lucas Halter e deixou Gabriel cara a cara com Santos. O atacante driblou o goleiro do Athletico Paranaense, houve o choque, lance discut\u00edvel. No primeiro momento, achei p\u00eanalti. Revendo a jogada, fiquei em d\u00favida. O juiz Daniel Bins marcou, consultou o VAR e confirmou o que havia marcado. O pr\u00f3prio Gabriel bateu com seriedade aos 31 minutos: um chute alto,  forte e indefens\u00e1vel, no canto esquerdo do gol. Um a zero.<br \/>\nAos 46, Thony Anderson lan\u00e7ou M\u00e1rcio Azevedo na esquerda. Ele foi \u00e0 linha de fundo e p\u00f4s a bola na cabe\u00e7a de Erick. A testada saiu firme e para baixo, Diego Alves fez sua terceira grande defesa no jogo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> 2\u00ba tempo:<br \/>\nAos 18 minutos, boa e r\u00e1pida jogada do Athletico pela meia-direita, envolvendo o setor esquerdo da zaga rubro-negra. De Tom\u00e1s Andrade a Braian Romero, novamente a Tom\u00e1s Andrade e outra vez a Braian Romero, que cruzou rasteiro na pequena \u00e1rea. Diego Alves n\u00e3o alcan\u00e7ou, Marcelo Cirino se antecipou a Par\u00e1 e empurrou para a rede. Um a um.<br \/>\nAos 20, Matheus Rossetto deu um bol\u00e3o para Madson nas costas de Ren\u00ea. O lateral do Athletico invadiu a \u00e1rea e, tentando chegar na cobertura, Bruno Henrique o empurrou por tr\u00e1s. O juiz Daniel Bins n\u00e3o marcou, o lance seguiu, Everton Ribeiro recebeu na direita, trouxe para o meio, livrou-se de Erick e bateu forte de fora da \u00e1rea. A bola passou, com perigo, junto \u00e0 trave de Santos. Alertado pelo pessoal do VAR, Daniel Bins reviu o empurr\u00e3o de Bruno Henrique em Madson e apontou o p\u00eanalti. Sim, o p\u00eanalti existiu. Mas, e se o chute de Everton Ribeiro tivesse entrado, como \u00e9 que o juiz ia resolver esse enrosco?<br \/>\nAos 25, Marcelo Cirino bateu mal e Diego Alves chegou a espalmar a bola, mas ela entrou no meio do gol. Dois a um.<br \/>\nAos 40, Madson driblou Vitinho e cruzou forte. A bola atravessou a pequena \u00e1rea, sem que ningu\u00e9m a tocasse, e saiu do outro lado.<br \/>\nAos 44, mais uma vez Everton Ribeiro pela direita. Ele fez a jogada e levantou na pequena \u00e1rea, nas costas de Madson. Santos n\u00e3o saiu do gol e Bruno Henrique nem precisou subir, para tocar de cabe\u00e7a e empatar o jogo. Dois a dois.<br \/>\nAos 47, o Athletico fugiu no contra-ataque, Marcelo Cirino recolheu na esquerda e enfiou bela bola para Tom\u00e1s Andrade. O meia demorou para concluir, Ren\u00ea se atirou na bola e fez um corte perfeito de p\u00e9 esquerdo.<br \/>\nAos 50, Diego recebeu de Lincoln e rolou para o chute rasteiro de Rodinei. A bola desviou em L\u00e9o Pereira e saiu a escanteio. Na sobra da cobran\u00e7a a bola ficou com Ren\u00ea, que cruzou no meio da \u00e1rea. Rodrigo Caio subiu mais que M\u00e1rcio Azevedo e deu uma paulada de cabe\u00e7a, para baixo, no canto direito de Santos. Gola\u00e7o. Tr\u00eas a dois.  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> <strong>Ficha do jogo.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> Flamengo 3 x 2 Athletico Paranaense.<br \/>\nMaracan\u00e3, 26 de maio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> Flamengo: Diego Alves; Par\u00e1 (Rodinei), Thuler, Rodrigo Caio e Ren\u00ea; Piris da Motta (Vitinho), Willian Ar\u00e3o e Diego; Everton Ribeiro, Gabriel (Lincoln) e Bruno Henrique. T\u00e9cnico: Abel Braga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> Athletico Paranaense: Santos; Madson, Lucas Halter, L\u00e9o Pereira e M\u00e1rcio Azevedo; Wellington,  Erik e Matheus Rossetto (Bruno Guimar\u00e3es); Braian Romero (Paulo Andr\u00e9), Thony Anderson (Tom\u00e1s Andrade) e Marcelo Cirino. T\u00e9cnico: Tiago Nunes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> Gols: Gabriel aos 31\u2019 do 1\u00ba tempo; Marcelo Cirino aos 18\u2019 e aos 25\u2019, Bruno Henrique aos 44\u2019 e Rodrigo Caio aos 50\u2019 do 2\u00ba. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> Cart\u00f5es amarelos: Par\u00e1, Rodrigo Caio, Diego, Bruno Henrique; Santos, M\u00e1rcio Azevedo e Wellington.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> Juiz: Daniel Bins. Bandeirinhas: Rafael Alves e Jorge Bernardi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> Renda: R$ 1.571.771,00. P\u00fablico: 52.667.<\/p>\n<div class='button-row'>\n\t<a href='http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/jorge-murtinho\/' class='button small-button \n\t\t\t \n\t\t\trounded-corners \n\t\t\torange-button text-uppercase' style=\"color: #ffffff; background-color: #000000; box-shadow: 0 0 0 3px #991b1b inset;\">\n\t\t\t\tSobre Jorge Murtinho\t<\/a>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Campeonato Brasileiro, 6\u00aa rodada. Ainda bem que n\u00e3o teve jogo do Flamengo no meio da semana. Por dois motivos. Primeiro: a rapaziada p\u00f4de descansar, treinar adequadamente e ajustar o que n\u00e3o vinha funcionando, para fazer uma grande apresenta\u00e7\u00e3o contra os reservas do Athletico Paranaense. Certo? 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