{"id":597,"date":"2015-01-28T01:08:33","date_gmt":"2015-01-28T01:08:33","guid":{"rendered":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/?p=597"},"modified":"2015-02-03T17:16:54","modified_gmt":"2015-02-03T17:16:54","slug":"somos-nacao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/somos-nacao\/","title":{"rendered":"Somos Na\u00e7\u00e3o."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Aqueles livros grandes, de p\u00e1ginas fininhas, que lemos sempre aos pouquinhos quando n\u00e3o sabemos o significado de alguma palavra, dizem que na\u00e7\u00f5es s\u00e3o comunidade est\u00e1veis, historicamente constitu\u00eddas por vontade pr\u00f3pria de um agregado de indiv\u00edduos, com base num territ\u00f3rio, numa l\u00edngua, e com aspira\u00e7\u00f5es materiais e espirituais comuns. T\u00e1 certo. Mas t\u00e1 incompleto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Porque, na real, territ\u00f3rio, l\u00edngua, cultura ou religi\u00e3o, sozinhos n\u00e3o formam o verdadeiro car\u00e1ter da na\u00e7\u00e3o. A condi\u00e7\u00e3o subjetiva para a materializa\u00e7\u00e3o de uma na\u00e7\u00e3o est\u00e1 no v\u00ednculo que une aqueles indiv\u00edduos l\u00e1 do primeiro par\u00e1grafo. \u00c9 esse v\u00ednculo comum que irmana as gentes e provoca em quem est\u00e1 no fechamento a convic\u00e7\u00e3o de querer viver de maneira coletiva sob uma \u00fanica bandeira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">O que forma a na\u00e7\u00e3o \u00e9, antes de tudo, a consci\u00eancia da nacionalidade. Essa consci\u00eancia \u00e9 o que faz com que n\u00f3s, que formamos a Na\u00e7\u00e3o Rubro-Negra, na maior da das humildades, nos sintamos constituindo um organismo com vida pr\u00f3pria, interesses especiais, necessidades peculiares e uma camisa bonita pra caramba. E esse tipo de sentimento n\u00e3o se aprende, n\u00e3o se ensina. Pode at\u00e9 permanecer latente durante um tempo, mas essa consci\u00eancia nasce com a pessoa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">A exist\u00eancia da Na\u00e7\u00e3o Rubro-Negra \u00e9 um fato t\u00e3o difundido pela imprensa escrita, falada e televisada, que at\u00e9 comentaristas de arbitragem sabem que o Flamengo \u00e9 uma Na\u00e7\u00e3o, com N mai\u00fasculo. \u00c9 um fato, n\u00e3o cabe interpreta\u00e7\u00e3o, ou o cara sabe ou n\u00e3o sabe. E como geral na arco-\u00edris sabe, o pobre do fato, que n\u00e3o tem nada a ver com as debilidades da arco\u00edrisl\u00e2ndia em lidar com a realidade, se torna mais um motivo para \u00falceras eternas em nossos rancorosos fregueses nacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Como via de regra tudo \u00e9 imenso quando falamos de Flamengo, ao observador menos atento, mais preocupado em listar semelhan\u00e7as aparentes do que em perceber diferen\u00e7as ocultas, pode parecer que o conceito de Na\u00e7\u00e3o Rubro-Negra est\u00e1 diretamente ligado ao tamanho, \u00e0 pujan\u00e7a, \u00e0 capilaridade ou \u00e0 abrang\u00eancia da torcida do Flamengo. N\u00e3o caia nessa armadilha dial\u00e9tica! Uma na\u00e7\u00e3o n\u00e3o se constr\u00f3i com quantitativos, sejam eles cronol\u00f3gicos, territoriais ou demogr\u00e1ficos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Vejam a Uni\u00e3o das Rep\u00fablicas Socialistas Sovi\u00e9ticas, por exemplo. No tempo das vacas gordas quinquenais, em que os chamados sovi\u00e9ticos eram o bicho-pap\u00e3o do Muro de Berlim pra c\u00e1, eles faziam e aconteciam, mandavam homens e cachorros ao espa\u00e7o e batiam de frente com qualquer um. Seu territ\u00f3rio chegou a ocupar \u00e1rea equivalente a 1\/6 do globo terrestre e somavam quase 300 milh\u00f5es de habitantes. E mesmo com tudo isso a U.R.S.S. nunca foi uma na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">J\u00e1 os Tsohom Djap\u00e1, tribo amaz\u00f4nica que perambula pela regi\u00e3o de cabeceira dos rios Juta\u00ed, Curuena e Jandiatuba, no vale do rio Javari, n\u00e3o passam de algumas centenas de guerreiros e cunh\u00e3s n\u00f4mades, que vivem da coleta, da pesca e da ca\u00e7a espor\u00e1dicas, cujo \u00fanico patrim\u00f4nio s\u00e3o as suas armas de tecnologia neol\u00edtica e seus chinelos de dedo. Mas esse punhado de gentes \u00e9 suficiente para formar a Na\u00e7\u00e3o Tsohom Djap\u00e1. Percebem a diferen\u00e7a?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Ou seja, n\u00e3o adianta for\u00e7ar a barra. Preste muita aten\u00e7\u00e3o nesse al\u00f4, arco\u00edrista. Para que haja uma na\u00e7\u00e3o \u00e9 preciso que o nacionalismo puro e incorrupto, livre do comprometedor sentido que o terno adquiriu nos \u00faltimos anos, surja espontaneamente no cora\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos. A Na\u00e7\u00e3o Rubro-Negra \u00e9 uma inven\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria Na\u00e7\u00e3o. Um construto mental e emocional que ultrapassou os limites do intelecto para come\u00e7ar a ser tamb\u00e9m mat\u00e9ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Hoje, a Na\u00e7\u00e3o Rubro-Negra n\u00e3o vive apenas dentro das nossas cabe\u00e7as. A Na\u00e7\u00e3o \u00e9 o resultado da soma do clube com o time, multiplicada pela torcida, fatorada pela nossa rica simbologia. A Na\u00e7\u00e3o Rubro-Negra \u00e9 terra e mar, \u00e9 carne, \u00e9 Praia do Flamengo, Rua Paysandu, G\u00e1vea, Maracan\u00e3, Est\u00e1dio Centen\u00e1rio. A Na\u00e7\u00e3o Rubro-Negra ultrapassou qualquer limite, divisa ou fronteira e hoje se espalha homogeneamente por todo o planeta. A Na\u00e7\u00e3o Rubro-Negra \u00e9 grito, tens\u00e3o, perrengue, al\u00edvio e explos\u00e3o. E claro, a Na\u00e7\u00e3o Rubro-Negra \u00e9,\u00a0essencialmente, nossos sagrados panos vermelhos e pretos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\">Tenha orgulho de suas origens, ame sua Na\u00e7\u00e3o. Seja her\u00f3i. Seja Flamengo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong>Paz &amp; Amor<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><strong> Meng\u00e3o Sempre<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 24px;\"><div class='button-row'>\n\t<a href='http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/arthur-muhlenberg\/' class='button small-button \n\t\t\t \n\t\t\trounded-corners \n\t\t\torange-button text-uppercase' style=\"color: #ffffff; background-color: #000000; box-shadow: 0 0 0 3px #991b1b inset;\">\n\t\t\t\tSobre Arthur Muhlenberg\t<\/a>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aqueles livros grandes, de p\u00e1ginas fininhas, que lemos sempre aos pouquinhos quando n\u00e3o sabemos o significado de alguma palavra, dizem que na\u00e7\u00f5es s\u00e3o comunidade est\u00e1veis, historicamente constitu\u00eddas por vontade pr\u00f3pria de um agregado de indiv\u00edduos, com base num territ\u00f3rio, numa l\u00edngua, e com aspira\u00e7\u00f5es materiais e espirituais comuns. 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