{"id":1441,"date":"2015-09-07T16:10:05","date_gmt":"2015-09-07T16:10:05","guid":{"rendered":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/?p=1441"},"modified":"2015-09-07T16:10:05","modified_gmt":"2015-09-07T16:10:05","slug":"faltam-so-tres","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/faltam-so-tres\/","title":{"rendered":"Faltam s\u00f3 tr\u00eas."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> Com menos de tr\u00eas minutos, duas \u00f3timas chances de gol. Com catorze, dois a zero. A mais clara de todas as oportunidades desperdi\u00e7ada aos vinte e tr\u00eas. Primeiro chute do Fluminense contra o gol do Flamengo \u2013 de meia dist\u00e2ncia e passando muito acima do travess\u00e3o \u2013 aos quarenta e cinco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> S\u00f3 faltou a serra el\u00e9trica: o nome disso \u00e9 massacre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> O Flamengo come\u00e7ou o jogo de modo parecido com o que fizera contra o Santos, s\u00f3 que um detalhe foi fundamental para diferenciar uma partida da outra: o momento em que as coisas aconteceram. No empate com o Santos, o ritmo fren\u00e9tico s\u00f3 viria a ser premiado aos trinta e nove minutos, com o gola\u00e7o de Alan Patrick de fora da \u00e1rea. Isso for\u00e7ou o time a correr uma barbaridade, e a desaten\u00e7\u00e3o geral no gol de Ricardo Oliveira nos desequilibrou. Ontem, ao conseguir a vantagem cedo o Flamengo p\u00f4de tirar o p\u00e9 e, quando o Fluminense diminuiu, havia f\u00f4lego e consist\u00eancia para manter o controle.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> Quantas vezes estamos no est\u00e1dio roendo as unhas e um torcedor no degrau acima \u2013 desculpem, tenho saudade dos degraus e ainda n\u00e3o consegui me desapegar deles \u2013 indaga com a pureza das perguntas das crian\u00e7as: por que n\u00e3o continuamos com o mesmo ritmo dos primeiros vinte minutos? Por que recuamos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> A resposta ao torcedor desconhecido n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil: porque n\u00e3o d\u00e1. Por mais que a prepara\u00e7\u00e3o f\u00edsica tenha evolu\u00eddo, n\u00e3o h\u00e1 quem consiga correr os noventa minutos do jeito que o Flamengo correu no primeiro tempo contra o Santos. E, na maioria dos jogos entre times equivalentes, ningu\u00e9m recua porque quer, mas porque o advers\u00e1rio obriga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> Por essa raz\u00e3o, no post publicado ap\u00f3s a vit\u00f3ria sobre o Sport, chiei do excesso de chances atiradas ao lixo. Aquela foi uma partida diferente, em que passamos a ter um a mais em campo logo no come\u00e7o e n\u00e3o enfrentamos perrengues, mas no futebol o tempo vira. H\u00e1 que se aproveitar a mar\u00e9 boa para garantir o resultado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> Nos long\u00ednquos tempos da <em>Grande Resenha Facit<\/em>, da qual participavam Jo\u00e3o Saldanha, Armando Nogueira, Nelson Rodrigues, Jos\u00e9 Maria Scassa, e que era uma aula de intelig\u00eancia e bom humor nas noites de domingo, um tio que cham\u00e1vamos pelo apelido de Fagi e torcia para o Fluminense reclamava de Nelson Rodrigues por suas explica\u00e7\u00f5es que responsabilizavam o azar e davam vida ao personagem Sobrenatural de Almeida. Tio Fagi admirava as brilhantes tiradas de Nelson, mas dizia que aquilo escondia as fragilidades do elenco tricolor. Ele achava mais produtiva, apesar de nada liter\u00e1ria, a impaci\u00eancia do rubro-negro Scassa, que espinafrava o time do Flamengo sem d\u00f3 e escancarava suas fraquezas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> Isso sempre funcionou, pra mim, como uma esp\u00e9cie de ode \u00e0 cornetagem, uma senha pra gente ter consci\u00eancia de que \u00e9 importante lembrar os erros para corrigi-los. \u201cAqui no Brasil n\u00f3s temos um grave problema: quando se ganha, tudo foi maravilhoso; quando se perde, nada prestou.\u201d A frase virou clich\u00ea, mas a primeira pessoa que vi diz\u00ea-la foi Bernardinho, e com a vantagem de ter sido em resposta a um elogio desmedido de um rep\u00f3rter ap\u00f3s uma convincente vit\u00f3ria da sele\u00e7\u00e3o brasileira de v\u00f4lei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> Ontem fizemos um jogo muito bom, mas n\u00e3o \u00e9 rabujice ou antiflamenguismo apontar o que temos de melhorar. E tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 por se tratar de uma vit\u00f3ria sobre o Fluminense que vamos falar s\u00f3 de flores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> Seguindo o indigente n\u00edvel das arbitragens no futebol brasileiro, o primeiro gol foi irregular, mas, ora um, ora outro, todos os clubes t\u00eam seus motivos para reclamar \u2013 com exce\u00e7\u00e3o do Corinthians, claro. Mais: o Flamengo precisa de disposi\u00e7\u00e3o, entrega e marca\u00e7\u00e3o forte. No entanto, n\u00e3o d\u00e1 para confundir isso com precipita\u00e7\u00e3o ou a\u00e7odamento. O p\u00eanalti de Samir foi desnecess\u00e1rio. Ele fazia o que um bom zagueiro deve fazer: subia colado ao corpo do atacante Michael, tirando-lhe o posicionamento para uma cabe\u00e7ada certeira, e n\u00e3o havia por que dar uma gravata no advers\u00e1rio. Alguns dos nossos cart\u00f5es amarelos foram frutos de afoba\u00e7\u00e3o. O p\u00eanalti poderia ter complicado nossa vit\u00f3ria e os cart\u00f5es far\u00e3o Oswaldo de Oliveira quebrar a cabe\u00e7a quanto \u00e0 escala\u00e7\u00e3o para encarar o Cruzeiro, ainda mais se Par\u00e1 e Emerson forem suspensos no julgamento de ter\u00e7a-feira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> Por outro lado, \u00e9 justo reconhecer que deslizes fazem parte de qualquer atua\u00e7\u00e3o e que ontem todo mundo jogou bem. Destaques para Par\u00e1, Samir (mesmo dando mole no p\u00eanalti), Canteros, Everton, M\u00e1rcio Ara\u00fajo \u2013 quem diria \u2013 e, confesso que para minha surpresa, Kayke. Nada contra algu\u00e9m que eu nunca vira jogar, mas na estreia contra o Sport ele me pareceu um centroavante de pouca mobilidade, caracter\u00edstica que detesto. Por\u00e9m, Kayke foi muito bem contra o Ava\u00ed e melhor ainda ontem. A tranquilidade mostrada no terceiro gol em Natal se repetiu na hora de p\u00f4r a bola na cabe\u00e7a de Paulinho e, apesar de ter perdido a chance mais f\u00e1cil do jogo, sua op\u00e7\u00e3o no lance foi a de quem conhece a mat\u00e9ria: escolheu um canto e tocou com meia-for\u00e7a, deixando Diego Cavalieri sem possibilidade de defesa. A bola s\u00f3 n\u00e3o entrou por conta do invis\u00edvel bico da chuteira do Sobrenatural de Almeida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> Momento <em>MasterChef<\/em>: como nos ensinam todos os anos, embora a gente insista em n\u00e3o aprender, o Campeonato Brasileiro n\u00e3o \u00e9 algo que se coma cru. N\u00e3o \u00e9 recomend\u00e1vel que se deixe passar do ponto, como fizemos nessa temporada, mas \u00e9 prato que se cozinha em fogo brando, rodada ap\u00f3s rodada e aumentando a chama no momento certo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> Contrariando o que se podia esperar das nossas quatro partidas iniciais \u2013 um empate e tr\u00eas derrotas, um ponto ganho em doze disputados \u2013, as vit\u00f3rias que conquistamos nos quatro primeiros jogos do segundo turno alimentam o nosso otimismo e nos enchem de esperan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;margin-bottom:24px\"> T\u00ednhamos um bando, hoje temos um time. T\u00ednhamos vergonha, hoje temos confian\u00e7a.<\/p>\n<div class='button-row'>\n\t<a href='http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/jorge-murtinho\/' class='button small-button \n\t\t\t \n\t\t\trounded-corners \n\t\t\torange-button text-uppercase' style=\"color: #ffffff; background-color: #000000; box-shadow: 0 0 0 3px #991b1b inset;\">\n\t\t\t\tSobre Jorge Murtinho\t<\/a>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com menos de tr\u00eas minutos, duas \u00f3timas chances de gol. Com catorze, dois a zero. A mais clara de todas as oportunidades desperdi\u00e7ada aos vinte e tr\u00eas. Primeiro chute do Fluminense contra o gol do Flamengo \u2013 de meia dist\u00e2ncia e passando muito acima do travess\u00e3o \u2013 aos quarenta e cinco. 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