{"id":11154,"date":"2023-05-29T20:10:25","date_gmt":"2023-05-29T20:10:25","guid":{"rendered":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/?p=11154"},"modified":"2023-05-29T22:24:55","modified_gmt":"2023-05-29T22:24:55","slug":"o-cometa-de-petkovic","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/o-cometa-de-petkovic\/","title":{"rendered":"O cometa de Petkovic"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>Quem ama n\u00e3o cala. Tenho um amigo, dono de estabelecimento et\u00edlico no Cachambi, que n\u00e3o pronuncia a palavra \u201cFlamengo\u201d h\u00e1 cerca de 22 anos. O motivo do despeito n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o s\u00e9rio \u2013&nbsp;\u00e9 s\u00e9rvio.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>Desde aqueles idos de maio de 2001, o cl\u00e1ssico para ele \u00e9 Vasco x Horda de B\u00e1rbaros, Vasco contra o Imp\u00e9rio do Mal ou Vasco e aqueles d\u00e1lites, ou coisa do tipo.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>Compreende-se. Se um gol pode transmutar nosso humor, um gol eterno tem efeitos m\u00edsticos, e lingu\u00edsticos, mais duradouros.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>Quando lembro daquele \u00e9pico 3 x 1, creiam, a primeira frase que me ocorre \u00e9 um trecho de Drummond:<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>\u201cPreparei-me para morrer, com terror e curiosidade. O que aconteceu \u00e0 noite foi maravilhoso. O cometa de Halley apareceu mais n\u00edtido, mais denso de luz e airosamente deslizou sobre nossas cabe\u00e7as sem dar confian\u00e7a de exterminar-nos.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>Aos 7 anos o pequeno poeta, tomado pelo medo do rabo luminoso desintegrar o planeta, ou ao menos Itabira, havia aceitado seu destino. Acabou por ver aquela esfera celestial forfosforejar \u201csobre a inf\u00e2ncia inteira\u201d, como registrou na cr\u00f4nica \u201cFim do mundo\u201d, em 1962.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>Ler Drummond e associar ao gol do Pet \u00e9 coisa de s\u00f3cio-torcedor do Pinel, eu sei, mas h\u00e1 uma raz\u00e3o. Naquele 27 de maio de 2001, ali pelas seis da tarde, um outro Carlos Drummond, jovem torcedor flamengo, quase foi exterminado atr\u00e1s do gol pelo rabo luminoso da bola. No que a pelota triscou os dedos de Helton, que por sorte estava com as unhas aparadas, o rubro-negro Carlos viu o Maracan\u00e3 todo escuro, o ar sumir e, por pouco, n\u00e3o foi celebrar com Gilberto Cardoso e S\u00e3o Judas Tadeu em pessoa. Segundos tensos. Carlos ent\u00e3o abriu o olho, notou que era Tri e estava vivo \u2013&nbsp;nessa ordem \u2013 e abra\u00e7ou seus irm\u00e3os.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>\u201cNo ar frio, o v\u00e9u dourado baixou ao vale, tornando irreal o contorno dos sobrados, da igreja, das montanhas\u201d, escreveu Drummond, o outro. \u201cSa\u00edamos para a rua banhados de ouro, magn\u00edficos e esquecidos da morte, que n\u00e3o houve. (\u2026) No dia seguinte, todos se cumprimentavam satisfeitos, a passagem do cometa fizera a vida mais bonita.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>Enquanto uma na\u00e7\u00e3o parecia levitar, banhada a ouro, e a outra metade do est\u00e1dio Mario Filho cuspia chiclete e marimbondo, por onde andariam os p\u00e9s airosos de Petkovic?<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>Quem acompanhou tudo, a cores e de perto, foi o c\u00e9lebre jornalista L\u00facio de Castro. Trepidante do \u201cJornal do Brasil\u201d, \u201cdo falecido JB\u201d como ele diz, o rep\u00f3rter viu o jogo das tribunas, e estava escalado para uma reportagem de p\u00e1gina quase inteira \u2013 o perfil do personagem da partida.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>\u201cEra outro Maracan\u00e3\u201d, rememorou o jornalista, fan\u00e1tico rubro-negro e membro da (por enquanto virtual) Academia Flamenga de Letras. \u201cAli\u00e1s, era o Maracan\u00e3, n\u00e3o esse gin\u00e1sio de hoje. Pulsava.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>Como de praxe, L\u00facio deixou sua poltrona a dez minutos do fim da partida para se dirigir ao gramado, onde come\u00e7aria a ouvir a pessoa escolhida. \u201cN\u00e3o tinha essa de coletiva de um s\u00f3 jogador, escolhido depois pelo clube\u201d, lembra. Tudo come\u00e7ava no gramado e descia vesti\u00e1rio adentro. Em quem a pauta recairia? No goleiro Helton? Joel Santana? Ou outro cobr\u00e3o do elenco cruzmaltino?<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>Mas a\u00ed L\u00facio foi barrado. \u201cQuando descemos para a \u00e1rea dos vesti\u00e1rios, deu zebra. O port\u00e3o para o campo estava fechado\u201d, recordaria o rep\u00f3rter. \u201cO burocrata que tinha a chave, se sentindo muito poderoso, negou a entrada. Disse que s\u00f3 ia liberar quando acabasse. Nunca era assim, sempre se permitiu dez minutos antes. Ficamos ali, atr\u00e1s da grade da escada do t\u00fanel que subia ao campo. Enquanto eu descia, tinha certeza de que meu personagem seria algu\u00e9m do Vasco. Por isso futebol e jornalismo s\u00e3o do cacete: de repente, muda tudo\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>Por obra e gra\u00e7a de um funcion\u00e1rio sem cora\u00e7\u00e3o postado num port\u00e3o do Maracan\u00e3, o escriba n\u00e3o veria o gol m\u00e1gico. N\u00e3o veria a cobran\u00e7a de falta a 26 metros de dist\u00e2ncia, os tr\u00eas passos do camisa 10, os cinco metros de altura que a bola atingiria diante das 60 mil testemunhas. N\u00e3o sentiria a garganta secar e o olho inchar. Nem teria um quase infarto como o meu bom amigo Carlos Drummond. Ele n\u00e3o veria o cometa.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>E ent\u00e3o, aos 43 minutos do segundo tempo, deu-se o barulho enlouquecedor.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>De tr\u00e1s das grades, Castro s\u00f3 podia adivinhar: \u201cS\u00f3 pude tentar decifrar de que lado era. Era rubro-negro. Inacredit\u00e1vel, um dos grandes gols da hist\u00f3ria do Maracan\u00e3, eu estava a 20 metros do Pet e n\u00e3o pude ver!\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>A loucura do Tri, o choro convulsivo do t\u00e9cnico Zagallo e aquele frenesi geral fizeram a seguran\u00e7a do Maracan\u00e3 se perder de vez. No que o jogo acabou e o port\u00e3o foi aberto, algu\u00e9m teve a ideia de criar um cord\u00e3o para filtrarem a descida para o vesti\u00e1rio, por medo de bic\u00f5es, geraldinos, ou pior, vereadores. A imprensa foi quase toda impedida, e s\u00f3 seria liberada tempos depois.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>\u201cQuando vi que o cord\u00e3o come\u00e7ava a se formar, passei escondido para o outro lado e me escondi na escada. Fiquei sozinho no t\u00fanel. Quando Pet desceu as escadas, estava ali, s\u00f3 eu e o her\u00f3i. N\u00e3o quis me meter, fui descendo um pouco atr\u00e1s, fazendo o clima, valia mais do que perguntar. S\u00f3 ele e eu ali, vendo aquilo.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>Como L\u00facio resumiu: \u201cO cara estava em transe.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>Petkovic gritava, sozinho, naquele descarrego de adrenalina que os grandes esportistas experimentam. Berrava, para ele mesmo: \u2018Serbia, Serbia!\u2019<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>\u201cEu n\u00e3o entendi a pron\u00fancia acalorada e a\u00ed perguntei o que ele gritava. E ele, com aquela m\u00e1 vontade conhecida: \u2018\u00c9 o nome do meu pa\u00eds\u2019\u201d, riu L\u00facio.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>Quando tudo acabou, o filho do escritor Marcos de Castro partiu para a reda\u00e7\u00e3o. S\u00f3 ali, pela TV, viu enfim o facho de luz. \u201cA bola faz uma curva inacredit\u00e1vel, parece que vai l\u00e1 na Mangueira e volta\u201d, avaliou. \u201cUm gol valendo t\u00edtulo, feito aos 43 do segundo tempo, \u00e9 uma s\u00edntese da emo\u00e7\u00e3o que pode ser o futebol. Mas creio que em 2001 houve outros elementos especiais, como a improbabilidade, a cobran\u00e7a de falta de t\u00e3o longe. \u00c9 de fato um gol que imortaliza qualquer um. O Maracan\u00e3 tinha visto alguns gols decisivos, mas aquele contou justamente com a bola parada, o que aumentou o suspense. O est\u00e1dio, a cidade, os dois times, todo mundo parou, era o \u00faltimo suspiro.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>Cronista do jornal, o insuspeito alvinegro Armando Nogueira escreveria em sua coluna que o gol pareceu \u201cuma gra\u00e7a celestial\u201d, e o Tri um \u201cexemplo de amor e luta\u201d dos jogadores, que andavam \u00e0s turras naquela semana. Armando ent\u00e3o concluiria: \u201cN\u00e3o h\u00e1 mal-estar que resista a um Maracan\u00e3 em del\u00edrio\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>Mas deixemos de lado essa trinca de escribas formada por L\u00facio, Carlos Drummond e Armando Nogueira. Afinal, ningu\u00e9m at\u00e9 hoje definiu melhor o m\u00edtico Gol do Pet do que o estupendo frasista Joel Santana, em antiga entrevista ao programa \u201cEsporte Espetacular\u201d. Aspas para ele:<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>\u201cMeu cora\u00e7\u00e3o doeu. Porra, cara, o jogo j\u00e1 estava definido. O bicho j\u00e1 estava no bolso e eu indo para as compras. Gra\u00e7as ao Pet, na hora fiquei dureba, n\u00e3o deu nada.\u201d <\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>Somos b\u00e1rbaros, sim, mas capazes de apreciar a mais pura poesia boleira.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class='button-row'>\n\t<a href='http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/marcelo\/' class='button small-button \n\t\t\t \n\t\t\trounded-corners \n\t\t\torange-button text-uppercase' style=\"color: #ffffff; background-color: #000000; box-shadow: 0 0 0 3px #991b1b inset;\">\n\t\t\t\tSobre Marcelo Dunlop\t<\/a>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem ama n\u00e3o cala. 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