{"id":10831,"date":"2022-06-04T00:27:17","date_gmt":"2022-06-04T00:27:17","guid":{"rendered":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/?p=10831"},"modified":"2022-07-02T23:00:35","modified_gmt":"2022-07-02T23:00:35","slug":"da-arte-de-jantar-camundongos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/da-arte-de-jantar-camundongos\/","title":{"rendered":"Da arte de jantar camundongos"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>Em 2011, o comentarista e ex-jogador Eric Di Meco prometeu, para deleite dos ouvintes da r\u00e1dio Monte Carlo: ele comeria um rato se o lateral espanhol C\u00e9sar Azpilicueta um dia vingasse e fosse parar na sele\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>Em 2013, Di Meco mostrou ter palavra. Quando o hoje lateral campe\u00e3o mundial pelo Chelsea foi convocado, o comentarista tra\u00e7ou, no ar, um rat\u00e3o cozido, temperadinho e rodeado com ma\u00e7\u00e3s. Del\u00edcia.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>H\u00e1 hoje, no Flamengo, uma imensa legi\u00e3o de torcedores que apostaria f\u00e1cil um rod\u00edzio de roedores ou um camundongo ao molho pardo caso Paulo Sousa, 30 jogos pelo clube, fa\u00e7a o Flamengo jogar bonito e empilhar ta\u00e7as.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>Vai uma curiosidade? Pois bem, parece que essa mania de pratos repugnantes n\u00e3o come\u00e7ou com o Azpilicueta, muito menos no programa \u201cNo Limite\u201d. A coisa \u00e9 mais elevada e vem da B\u00edblia. Em seu livro \u201cPosto Seis\u201d, o tricolor Carlos Heitor Cony garante que a ideia veio do pr\u00f3prio Senhor: Ele teria mandado \u201ca Ezequiel um estranho mandamento: comer, durante 390 dias, p\u00e3o de cevada coberto de excremento humano.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>Mas Deus \u00e9 dez, e al\u00e9m de tudo brasileiro, e logo aliviou o Ezeca: em 156 dias, liberou o escravo dos caldeus a passar dejeto de vaca no p\u00e3o. N\u00e3o se sabe onde Deus estava com a cabe\u00e7a, mas Cony nos acalma: \u00e9 que, \u201caos olhos do Criador, um excremento humano ou bovino pouco difere de um diamante ou de uma pizza napolitana.\u201d Faz sentido.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>Que porcaria voc\u00ea seria capaz de comer se o time de Paulo Sousa de repente desse liga, jogasse o fino, com uma defesa inexpugn\u00e1vel e sem correr riscos?<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>Eu n\u00e3o sei, mas conhe\u00e7o uns birutas que depois do gol do Rodrigo Mendes, no Carioca de 1999, contra um Vasco entupido de craques, deliciaram-se com uns podr\u00f5es daqueles na porta do Maraca: era maionese, queijo ralado, camar\u00f5es e chega, que j\u00e1 estou ficando verde ao descrever.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>O esquema do Flamengo hoje est\u00e1 indigesto? Talvez, talvez. \u00c9 imposs\u00edvel que Paulo Sousa monte um bom time, ou mesmo fique at\u00e9 o fim do ano? Dif\u00edcil afirmar.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>Eu observo um treinador como um funcion\u00e1rio que precisa compreender certas metas e cumpri-las. Ao mesmo tempo, o futebol s\u00f3 encanta por ser ca\u00f3tico. E qualquer t\u00e9cnico inepto mas bom de l\u00e1bia pode enrolar os dirigentes, dizer que falta tempo, que a bola quase entrou, que ele precisa de mais tr\u00eas jogadores etc.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>Sou um torcedor cheio de paci\u00eancia, artigo raro, mas que vem com os primeiros fios brancos na barba. Meu limite hoje est\u00e1 bem delimitado: fica em Ibagu\u00e9, na Col\u00f4mbia, sede do glorioso Tolima, nosso rival nas oitavas.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>Se passarmos, darei cambalhotas aos gritos de \u201cMister, Mister\u201d! Em caso de elimina\u00e7\u00e3o, vou chegar cedo no muro da G\u00e1vea \u2013&nbsp;n\u00e3o para pichar, mas para me aplaudir e soprar alguma corre\u00e7\u00e3o ortogr\u00e1fica para os revoltosos.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>N\u00f3s, os sensatos, j\u00e1 desistimos de ver o Flamengo de 2022 voar em campo. E n\u00e3o vou prometer comer rato nenhum. Mas, caso o time nos brinde com um brilhareco este ano, j\u00e1 topo engolir uns sapos. O meu com ma\u00e7\u00e3, por favor.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class='button-row'>\n\t<a href='http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/marcelo\/' class='button small-button \n\t\t\t \n\t\t\trounded-corners \n\t\t\torange-button text-uppercase' style=\"color: #ffffff; background-color: #000000; box-shadow: 0 0 0 3px #991b1b inset;\">\n\t\t\t\tSobre Marcelo Dunlop\t<\/a>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2011, o comentarista e ex-jogador Eric Di Meco prometeu, para deleite dos ouvintes da r\u00e1dio Monte Carlo: ele comeria um rato se o lateral espanhol C\u00e9sar Azpilicueta um dia vingasse e fosse parar na sele\u00e7\u00e3o. Em 2013, Di Meco mostrou ter palavra. 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