{"id":10328,"date":"2021-12-02T07:34:00","date_gmt":"2021-12-02T07:34:00","guid":{"rendered":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/?p=10328"},"modified":"2022-03-11T13:43:48","modified_gmt":"2022-03-11T13:43:48","slug":"nasce-a-academia-flamenga-de-letras","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/nasce-a-academia-flamenga-de-letras\/","title":{"rendered":"Nasce a Academia Flamenga de Letras"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>Fundada a 15 de novembro do ano da gra\u00e7a de 2021, a Academia Flamenga de Letras n\u00e3o tem como objetivo de modo algum rivalizar com a centen\u00e1ria ABL. Aceitaremos, contudo, todo e qualquer desafio para uma pelada com churrasco contra a turma de Gilberto Gil &amp; cia.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>A Academia Flamenga de Letras (AFL) nasce guiada pelos objetivos mais honrosos. A rigor, trata-se de uma resposta necess\u00e1ria a detratores que, s\u00e9culos a fio, buscaram impingir em nossa torcida a fama de analfabeta. Uma tese cruel e injustificada de que todo e qualquer analfabeto funcional deste pa\u00eds \u00e9 frameng, flamemg\u2026 Bem, voc\u00eas entendem.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>O objetivo primeiro da institui\u00e7\u00e3o, portanto, \u00e9 o de educar. E comprovar, hist\u00f3rica e literariamente, que a massa rubro-negra constitui maioria em toda e qualquer fatia da nossa popula\u00e7\u00e3o, dos iletrados mais sabidos ao intelectuais mais abestados. Gente, ali\u00e1s, que costuma se abra\u00e7ar a cada gol no Maracan\u00e3.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>N\u00e3o h\u00e1, por parte da AFL e seus membros, nenhuma vontade de macaquear a ABL ou a pr\u00f3pria Academia Francesa, a que deu origem \u00e0 vers\u00e3o brasileira (Herbert Richers). Em nossas reuni\u00f5es, nada de ch\u00e1s com madeleines, por exemplo. No m\u00e1ximo ch\u00e1 de macaco com torresminho, para deleite de nossos bem vestidos imortais.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>Do traje: se o Manto Sagrado \u00e9 nossa segunda pele, n\u00e3o haver\u00e1 lugar para fard\u00f5es, veludos, espadas e outros trajes fora de moda. Ao tomar posse, contudo, o novo imortal dever\u00e1 trajar obrigatoriamente mei\u00f5es rubro-negros. Caneleiras ser\u00e3o opcionais.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>Ainda de acordo com seu estatuto, a Academia Flamenga de Letras prev\u00ea que os candidatos precisam amar o Flamengo, saber usar v\u00edrgulas e ter obras, em qualquer g\u00eanero da literatura escrita, falada, cantada ou assobiada, de m\u00e9rito reconhecido pelos torcedores.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p><br>Caso um not\u00e1vel Acad\u00eamico ou Acad\u00eamica for para outro patamar, sua cadeira ser\u00e1 declarada vaga na Sess\u00e3o da Saudade, e a partir de ent\u00e3o os postulantes \u00e0 vaga ter\u00e3o a possibilidade de lan\u00e7ar sua candidatura, por carta, email ou urubu-correio.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>Ap\u00f3s a vota\u00e7\u00e3o, o ent\u00e3o Presidente ser\u00e1 o respons\u00e1vel por marcar local e data da posse, onde o eleito ou eleita ler\u00e1 um bonito texto rubro-negro enquanto o povo tentar\u00e1 segurar as l\u00e1grimas. Ao novo Acad\u00eamico ou Acad\u00eamica ser\u00e1 concedida a op\u00e7\u00e3o de pagar uma rodada para todos os presentes. \u00c9 desonroso e vai contra o esp\u00edrito que rege a Academia pendurar a dolorosa na conta do acad\u00eamico falecido.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>A seguir, todas as 40 cadeiras e patronos da nossa Academia Flamenga de Letras \u2013&nbsp;de A de Ary a Z de Z\u00f3zimo.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2><strong>Cadeira n\u00ba 1:<br>Ary Barroso (1903\u20131964)<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Ary-Barroso-em-1953.jpg\"><img loading=\"lazy\" width=\"958\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Ary-Barroso-em-1953-958x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10462\" srcset=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Ary-Barroso-em-1953-958x1024.jpg 958w, http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Ary-Barroso-em-1953-281x300.jpg 281w, http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Ary-Barroso-em-1953-768x821.jpg 768w, http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Ary-Barroso-em-1953.jpg 974w\" sizes=\"(max-width: 958px) 100vw, 958px\" \/><\/a><figcaption>Ary com o \u00eddolo \u00cdndio, na festa pelo t\u00edtulo carioca de 1953.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Pianista e comunicador mineiro, o genial compositor de \u201cAquarela brasileira\u201d era admirado por Walt Disney e Tom Jobim, e largava a narra\u00e7\u00e3o no meio para pular em gols do Flamengo. O amor do radialista pelo time o levava a ignorar suas maiores fobias. Em 1943, pediu um avi\u00e3o emprestado ao patr\u00e3o Assis Chateaubriand e voou, apavorado, para trazer do Paraguai o jovem Modesto Bria, que interessava a outros clubes. Com sua gaitinha e sua verve, ajudou a multiplicar pelas ondas do r\u00e1dio a imensa torcida flamenga.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>(<em>Indicado: Jo\u00e3o Bosco)<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 2:<br>Almir Guineto (1946\u20132017)<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Filho da m\u00edtica dona Fia do Salgueiro, o carioca Almir de Souza Serra foi um dos maiores inovadores do samba brasileiro. Muitas vezes trajado com o Manto Sagrado, esbanjava com seu banjo acoplado a um bra\u00e7o de cavaquinho, instrumento que inventou e adaptou \u00e0 roda de pagode do Cacique de Ramos. Improvisador de rimas geniais e co-fundador do Fundo de Quintal, Almir \u201cGuineto\u201d (o apelido veio de \u201cMagneto\u201d) comp\u00f4s algumas joias musicais, como \u201cLama nas ruas\u201d, com o alvinegro Zeca Pagodinho. Foi parceiro de Mussum a Mano Brown.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p><em>(Indicado: Claudio Cruz)<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\"><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 3:<br>Alvaro Moreyra (1888\u20131964)<\/h2>\n\n\n\n<p>Um dos cronistas que influenciou Rubem Braga, o ga\u00facho Alvaro Moreyra foi um c\u00e9lebre e celebrado poeta, rep\u00f3rter, ator e produtor teatral. Seu estilo pode ser saboreado em frases como: &#8220;Gosto de todos, mas sou Flamengo. Ser Flamengo \u00e9 ser eternamente mo\u00e7o, sem geleia real, sem novoca\u00edna, p\u00edlulas, gotas, po\u00e7\u00f5es \u2013 na alegria de estar junto do povo, andar feliz com pobres e ricos, com os que possuem o encanto da gente carioca, dizendo as coisas mais s\u00e9rias com ar de riso, cora\u00e7\u00e3o aberto, intelig\u00eancia acesa e tocando para a frente, firme e legal&#8221;. E outra: &#8220;Uma hist\u00f3ria de outros tempos conta que o homem feliz n\u00e3o tinha camisa. A hist\u00f3ria deste tempo conta que o homem feliz tem camisa, e \u00e9 a camisa do Flamengo.&#8221; Foi pai do tamb\u00e9m craque do jornalismo Sandro Moreyra que, vai entender, virou botafoguense empedernido.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p> <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 4:<br>Antonio Callado (1917\u20131997)<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Callado.jpg\"><img loading=\"lazy\" width=\"699\" height=\"420\" src=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Callado.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10382\" srcset=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Callado.jpg 699w, http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Callado-300x180.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 699px) 100vw, 699px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Escritor niteroiense, Callado jogou nas onze, como rep\u00f3rter, tradutor, romancista, teatr\u00f3logo. E ainda cobriu a guerra no Vietn\u00e3. Escreveu certa vez: \u201cSou Flamengo, e, portanto, Zico \u00e9 meu guru. No campeonato de 1982 o Flamengo s\u00f3 ganhou do Sport Recife, no Maracan\u00e3, pelo p\u00e1lido placar de 2 x 0. Foi vaiado pela galera, que queria uma goleada. Zico, paciente e s\u00e1bio, declarou: \u2018Temos que levar em conta que diante de n\u00f3s est\u00e3o 11 jogadores, tamb\u00e9m dispostos a ganhar\u2019. Era Zico como eco, irm\u00e3o de Sartre: \u2018O inferno s\u00e3o os outros\u2019.\u201d<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 5: <\/h2>\n\n\n\n<h2>Ant\u00f4n<strong>io Candeia Filho (1935\u20131978)<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Compositor, pensador, letrista e cantor, Candeia foi um dos fundadores da Portela e um dos m\u00fasicos mais influentes do pa\u00eds. Em 43 anos de vida, criou obras-primas da nossa m\u00fasica como o samba-enredo \u201cSeis datas magnas\u201d e as can\u00e7\u00f5es \u201cPreciso me encontrar\u201d, &#8220;Dia da Gra\u00e7a\u201d, \u201cExpress\u00e3o do teu olhar\u201d, &#8220;De qualquer maneira&#8221;, entre tantas. M\u00fasico desde garoto, foi capoeirista e policial civil. At\u00e9 que, aos 30 anos, envolveu-se numa briga de tr\u00e2nsito e levou um tiro na medula espinhal, que o deixou parapl\u00e9gico. Da sua cadeira de rodas, seu \u201ctrono de rei\u201d do samba, Candeia agitou o mundo da m\u00fasica com ideias, escolas de samba inovadoras, rodas de samba e grava\u00e7\u00f5es antol\u00f3gicas \u2013 e ainda encontrava tempo para torcer para o Flamengo, como testemunhou o talentoso aluno Arlindo Cruz. Seu livro, \u201dEscola de samba: a \u00e1rvore que esqueceu a raiz\u201d, \u00e9 refer\u00eancia at\u00e9 hoje para estudiosos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p><em>(Indicado: Arlindo Cruz)<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 6: Bussunda (1962\u20132006)<br><\/h2>\n\n\n\n<p><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Fundador da Fla-Diretas e da Fla-Geral, Bussunda foi um dos humoristas mais queridos do Brasil. Lan\u00e7ou com a turma do Casseta &amp; Planeta 20 livros, tr\u00eas discos, uma pe\u00e7a de teatro e um filme. Contava que, em Chartres, interior da Fran\u00e7a, deparou-se com o grafite num muro: \u201cMeng\u00e3o campe\u00e3o do mundo\u201d. Morreu na Alemanha ap\u00f3s uma pelada sob forte calor, e recebeu a maior das homenagens: teve seu nome, ou apelido, entoado por toda torcida do Flamengo no Maracan\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 7: <\/h2>\n\n\n\n<h2>Carlinhos Niemeyer (1920\u20131999)<\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Carlinhos-Niemeyer-e-Zico.jpg\"><img loading=\"lazy\" width=\"350\" height=\"262\" src=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Carlinhos-Niemeyer-e-Zico.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10370\" srcset=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Carlinhos-Niemeyer-e-Zico.jpg 350w, http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Carlinhos-Niemeyer-e-Zico-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Ex-piloto da FAB nos anos 1940, foi namorado de Carmen Miranda, bo\u00eamio e flamengo fan\u00e1tico. Notabilizou-se, contudo, como produtor, documentarista e cineasta. Foi o criador do cl\u00e1ssico &#8220;Canal 100&#8221;, um cinejornal exibido semanalmente nos cinemas, com imagens po\u00e9ticas captadas por c\u00e2meras em todos os cantos do Maracan\u00e3. E a m\u00fasica de fundo? Tan-tan-tan&#8230; Era o samba &#8220;Que bonito \u00e9&#8221;, de Luiz Bandeira, em vers\u00e3o instrumental de Waldir Calmon e orquestra. Toque de g\u00eanio. O &#8220;Canal 100&#8221; existiu de 1958 at\u00e9 os anos 1980. Carlinhos ainda filmou (a cores!) a Copa de 1970 no M\u00e9xico e deixou longas como &#8220;Brasil bom de bola&#8221; e &#8220;Futebol total&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 8:<br>Carmen Miranda (1909\u20131955)<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" width=\"457\" height=\"449\" src=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/portalcbncampinas.com_.br-ary-carmem.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10334\" srcset=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/portalcbncampinas.com_.br-ary-carmem.jpeg 457w, http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/portalcbncampinas.com_.br-ary-carmem-300x295.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 457px) 100vw, 457px\" \/><figcaption>Carmen Miranda com Ary Barroso.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A \u201cPequena Not\u00e1vel\u201d tornou-se rubro-negra aos 16 anos, quando come\u00e7ou a namorar o remador flamengo Mario Cunha. Nos sete anos em que durou o namoro, at\u00e9 1932, a ilustre cantora e atriz p\u00f4de torcer pelo Flamengo em diversas provas. Segundo o bi\u00f3grafo Ruy Castro, Carmen era a \u00fanica ovelha rubro-negra em sua fam\u00edlia, toda formada por vasca\u00ednos \u2013 seu irm\u00e3o Mocot\u00f3 era remador do Vasco e da sele\u00e7\u00e3o brasileira. Carmen foi com os parentes ver o Flamengo x Vasco decisivo do bi de 1954. Vibrou tanto com o 2 a 1 nas cadeiras especiais que foi cornetada pelo cunhado. Rebateu: \u201cIh meu filho, Flamengo, Carnaval, samba, \u00e9 tudo a mesma coisa!\u201d<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p><strong>(<\/strong><em>Indicado: Ruy Castro)<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 9:<br>Celso Garcia (1929\u20132008)<\/h2>\n\n\n\n<p><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Celso-Garcia.jpg\"><img loading=\"lazy\" width=\"600\" height=\"425\" src=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Celso-Garcia.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10373\" srcset=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Celso-Garcia.jpg 600w, http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Celso-Garcia-300x213.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Em quase 40 anos de carreira, o paulista Celso Garcia criou bord\u00f5es, revelou Jos\u00e9 Carlos Ara\u00fajo e emocionou a torcida ligada no radinho. Foi locutor, rep\u00f3rter e comentarista. Fez tudo e mais um pouco, mas nem precisava, porque foi o jornalista, morador de Quintino, o respons\u00e1vel por mover mundos e fundos para levar o molecote Zico, seu vizinho, para fazer seu primeiro teste como dente-de-leite na G\u00e1vea. \u201cFoi o maior rubro-negro que conheci\u201d, definiu Zico, e isso basta.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p><em>(Indicado: J\u00e2nio de Freitas)<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 10:<br>Cyro Monteiro (1913\u20131973)<\/h2>\n\n\n\n<p><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" width=\"370\" height=\"504\" src=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Ciro-Monteiro.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10335\" srcset=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Ciro-Monteiro.jpg 370w, http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Ciro-Monteiro-220x300.jpg 220w\" sizes=\"(max-width: 370px) 100vw, 370px\" \/><figcaption>O Formig\u00e3o Cyro Monteiro.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Vinicius de Moraes o considerava \u201co maior cantor popular brasileiro de todos os tempos\u201d e ia al\u00e9m: \u201cCyro, para l\u00e1 do cantor e do homem excepcional, \u00e9 um grande abra\u00e7o em toda a humanidade.\u201d Fan\u00e1tico pelo Flamengo, a ponto de dar mantinhos sagrados para todos os beb\u00eas de amigos, Cyro era bondoso a ponto de ficar sinceramente triste quando o Flamengo goleava o time de amigos, como testemunhou S\u00e9rgio Cabral. O \u201cFormig\u00e3o\u201d, como era chamado com carinho, nos deixou antes de Zico se tornar titular, mas j\u00e1 dizia nos intervalos de suas apresenta\u00e7\u00f5es: \u201cO melhor time do mundo \u00e9 o Flamengo. O segundo melhor time do mundo s\u00e3o os reservas do Flamengo. E o terceiro \u00e9 o juvenil do Flamengo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p><em>(Indicado: Moacyr Luz)<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 11:<br>Dias Gomes (1922\u20131999)<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Dramaturgo, romancista e autor de telenovelas, o baiano Alfredo de Freitas Dias Gomes foi um grande frequentador das arquibancadas, especialmente at\u00e9 a era Zico. Escritor de pe\u00e7as e hist\u00f3rias eternas como \u201cO pagador de promessas\u201d, \u201cO Bem-Amado\u201d e \u201cRoque Santeiro\u201d, via o futebol como um grande espet\u00e1culo popular. Sobre o tema, criou a pe\u00e7a \u201cCampe\u00f5es do mundo\u201d, que tratou do cen\u00e1rio pol\u00edtico da ditadura militar durante a Copa de 1970.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 12:<br>Dolores Duran (1930\u20131959)<\/h2>\n\n\n\n<p><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Dolores-Duran.jpg\"><img loading=\"lazy\" width=\"500\" height=\"500\" src=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Dolores-Duran.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10375\" srcset=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Dolores-Duran.jpg 500w, http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Dolores-Duran-300x300.jpg 300w, http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Dolores-Duran-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s suas apresenta\u00e7\u00f5es no Rio de Janeiro dos anos 1950, Dolores costumava preparar um macarr\u00e3o para os amigos enquanto discutia Albert Camus com os mais intelectuais. Em seus mete\u00f3ricos 29 anos de vida, a apaixonada rubro-negra tornou-se uma das mais cultuadas cantoras do pa\u00eds \u2013&nbsp;era capaz de gravar em franc\u00eas, ingl\u00eas, espanhol, alem\u00e3o e at\u00e9 esperanto. Foi tamb\u00e9m atriz, instrumentista e compositora. Seus sucessos incluem \u201cPor causa de voc\u00ea\u201d (com Tom Jobim), \u201cA noite do meu bem\u201d e \u201cFim de caso\u201d. Elis Regina a chamava de a \u201cBillie Holiday brasileira\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p><em>(Indicada: Alcione)<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 13:<br>Dorival Caymmi (1914\u20132008)<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/dorival-caymmi-ary-barroso-ary-caymmi-e-dorival-barroso-1958-_-caymmi-e-seu-violc3a3o-1959-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" width=\"550\" height=\"557\" src=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/dorival-caymmi-ary-barroso-ary-caymmi-e-dorival-barroso-1958-_-caymmi-e-seu-violc3a3o-1959-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10336\" srcset=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/dorival-caymmi-ary-barroso-ary-caymmi-e-dorival-barroso-1958-_-caymmi-e-seu-violc3a3o-1959-1.jpg 550w, http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/dorival-caymmi-ary-barroso-ary-caymmi-e-dorival-barroso-1958-_-caymmi-e-seu-violc3a3o-1959-1-296x300.jpg 296w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>Um dos m\u00fasicos mais influentes do planeta, \u00eddolo de Tom Jobim e amigo de Jean Sablon, o compositor de \u201cRosa morena\u201d e \u201cO que \u00e9 que a baiana tem\u201d era flamengo e fazia quest\u00e3o de demonstrar. Vestiu o Manto Sagrado em capa de disco, ia todo pimp\u00e3o tocar e cantar na concentra\u00e7\u00e3o do Flamengo, entre tantas demonstra\u00e7\u00f5es de amor pelas cores do clube. Reconhecido por suas can\u00e7\u00f5es sobre jangadas, o mar e os pescadores, Caymmi poderia ter sido um grande remador do Mengo, mas qual nada: n\u00e3o gostava de pescar e nem sabia nadar.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p><em>(Indicada: Nana Caymmi)<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 14: <\/h2>\n\n\n\n<h2>Edigar de Alencar (1901\u20131993)<\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>Escritor cearense, Edigar de Alencar foi jornalista, poeta, cr\u00edtico, historiador e cronista especializado em m\u00fasica e carnaval. Autor da biografia de Sinh\u00f4 e do delicioso livro \u201cFlamengo, for\u00e7a e alegria de um povo\u201d (1971), Edigar escrevia com leveza e humor. Bom de prosa e poesia, este empolgado foli\u00e3o orgulhava-se mesmo de outra esp\u00e9cie de obra: sua marchinha \u201cMaracuj\u00e1 no p\u00e9\u201d, estrondoso sucesso nos carnavais em Fortaleza. \u201cSou Flamengo e Cear\u00e1 desde que me entendo por gente&#8221;, declarou. &#8220;Mas se fosse jogar um contra o outro, com muito pesar eu torceria pelo Flamengo\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2>Cadeira n\u00ba 15:<br>Edilberto Coutinho (1933\u20131995)<\/h2>\n\n\n\n<p><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Especialista na obra de Jos\u00e9 Lins do Rego, o paraibano Edilberto foi um dos mais aclamados escritores e intelectuais ligados ao futebol do pa\u00eds. Contista, ensa\u00edsta, jornalista e professor universit\u00e1rio, nos deixou belos livros, como \u201cMaracan\u00e3, adeus: Onze hist\u00f3rias de futebol\u201d, \u201cAmor na boca do t\u00fanel\u201d e o raro e essencial \u201cNa\u00e7\u00e3o rubro-negra\u201d, verdadeira enciclop\u00e9dia sobre o Flamengo.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p><em>(Indicado: Br\u00e1ulio Tavares)<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 16:<br>Geraldo Pereira (1918\u20131955)<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Mineiro de Juiz de Fora, quase dois metros de altura, tornou-se cantor, compositor e malandro de Mangueira. Aos 14 anos, sofreu um acidente de trabalho numa f\u00e1brica de cer\u00e2mica no Rio. Usou a indeniza\u00e7\u00e3o para comprar seu primeiro viol\u00e3o. Foi motorista de caminh\u00e3o de limpeza urbana at\u00e9 o fim da vida, enquanto suas can\u00e7\u00f5es se tornavam eternas nas rodas e discos. S\u00e3o de Geraldo cl\u00e1ssicos do samba sincopado como \u201cSem compromisso\u201d, \u201cFalsa baiana\u201d, \u201cBolinha de papel\u201d, \u201dAcertei no milhar\u201d, \u201cPisei num despacho\u201d, \u201cQue samba bom\u201d e \u201cCabritada mal-sucedida\u201d, dele sozinho ou com parceiros variados.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p><em>(Indicado: Bebeto, o cantor, o cantor!)<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 17:<br>Gilka Machado (1893\u20131980)<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Gilka-Machado.jpg\"><img loading=\"lazy\" width=\"640\" height=\"640\" src=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Gilka-Machado.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10345\" srcset=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Gilka-Machado.jpg 640w, http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Gilka-Machado-300x300.jpg 300w, http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Gilka-Machado-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>Remadora e nadadora rubro-negra, Gilka Machado foi aclamada nos anos 1930 como a maior poeta do Brasil. Causou rebuli\u00e7o com seus livros \u201cCristais partidos\u201d e \u201cEstados de alma\u201d. Mencionou, em seus versos, \u201cos Le\u00f4nidas e os Domingos\u201d, s\u00edmbolos do homem brasileiro. Lutou pelo direito ao voto das mulheres e, em 1910, ajudou a fundar o Partido Republicano Feminino. \u201cNunca matei, nunca roubei, nem fiz mal ao pr\u00f3ximo\u201d, escreveu. \u201cNunca bebi, nunca joguei, nunca fumei nem participei de orgias. Sonhei ser \u00fatil \u00e0 humanidade. N\u00e3o consegui, mas fiz versos. Estou convicta de que a poesia \u00e9 t\u00e3o indispens\u00e1vel \u00e0 exist\u00eancia como a \u00e1gua, o ar, a luz, a cren\u00e7a, o p\u00e3o e o amor\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2><br>Cadeira n\u00ba 18:<br>Heitor Villa-Lobos (1887\u20131959)<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Apontado como rubro-negro por Ruy Castro, o maior maestro do Brasil levou sua vida ao estilo Flamengo. Costumava girar o mundo para mostrar sua arte, da Am\u00e9rica do Sul \u00e0 Europa, sem deixar de rodar o Nordeste e o interior do Brasil para ouvir os sons e melodias do povo, em especial sambas, chorinhos, maxixes e lundus, e at\u00e9 pios de p\u00e1ssaros. Assim tornou-se o compositor sul-americano mais famoso de todos os tempos, \u00eddolo de Tom Jobim. Comp\u00f4s mais de 2 mil m\u00fasicas, entre obras orquestrais, de c\u00e2mara, instrumentais e vocais, mas sentia um prazer juvenil em dar aquela escapada para tocar viol\u00e3o com os amigos em bares. No Teatro Municipal de S\u00e3o Paulo, certa vez, chegou a reger de chinelos, por conta de um calo. Nada mais Flamengo.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 19:<br>Henfil (1944\u20131988)<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Cartunista, cronista e pioneiro nas HQs brasileiras, Henrique de Souza Filho foi um incans\u00e1vel desenhista e escritor mineiro. Um dos astros do jornal \u201cO Pasquim\u201d, o irm\u00e3o de Betinho era flamengo fan\u00e1tico e ganhou popularidade com a cria\u00e7\u00e3o dos mascotes dos clubes, lan\u00e7ados no \u201cJornal dos Sports\u201d no fim dos anos 1960. Foi a consagra\u00e7\u00e3o de Henfil, e de seus personagens Urubu, Bacalhau, P\u00f3 de Arroz, Cri-Cri e o mascotinho do Am\u00e9rica, o simp\u00e1tico Gato Pingado. Seus cartuns sobre a era Zico s\u00e3o at\u00e9 hoje um grande \u2013&nbsp;e divertid\u00edssimo \u2013 documento do time na d\u00e9cada de 1980. Grande Henfil!<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 20: <\/h2>\n\n\n\n<h2>Jackson do Pandeiro (1919\u20131982)<br><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>Autor dos cl\u00e1ssicos \u201cOl\u00e9 do Flamengo\u201d e \u201c1 a 1\u201d, o ritmista, compositor e ex-goleiro paraibano Jos\u00e9 Gomes Filho deixou mais de 400 m\u00fasicas gravadas. Al\u00e9m do samba, coco e frevo, o popular Jackson do Pandeiro cultivou at\u00e9 o fim uma devo\u00e7\u00e3o fren\u00e9tica ao futebol, em especial ao Flamengo. Contam que perto de falecer, durante a Copa de 1982, o \u201cRei do Ritmo\u201d suspirou e perguntou:<br>\u2013 O Zico fez gol?<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>(<em>Indicada: Sandra de S\u00e1)<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 21:<br>Jo\u00e3o do Rio (1881\u20131921)<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Joa\u0303o_do_Rio_1921.png\"><img loading=\"lazy\" width=\"816\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Joa\u0303o_do_Rio_1921-816x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-10337\" srcset=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Joa\u0303o_do_Rio_1921-816x1024.png 816w, http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Joa\u0303o_do_Rio_1921-239x300.png 239w, http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Joa\u0303o_do_Rio_1921-768x963.png 768w, http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Joa\u0303o_do_Rio_1921.png 1200w\" sizes=\"(max-width: 816px) 100vw, 816px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>Jornalista e escritor carioca, Jo\u00e3o do Rio \u2013 Jo\u00e3o Paulo Em\u00edlio Crist\u00f3v\u00e3o dos Santos Coelho Barreto para os \u00edntimos \u2013 narrou a \u201calma encantadora\u201d do povo do Rio de Janeiro como ningu\u00e9m. Era ferino, festeiro e flamengo. N\u00e3o por acaso, foi um dos primeiros cronistas a derramar seu amor pelo clube nas cr\u00f4nicas. Foi em 1917, com o cl\u00e1ssico relato \u201cA hora do football\u201d, sobre uma goleada do Flamengo que ele presenciou \u2013 e que terminou com carros e buzina\u00e7o pela rua Paissandu.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 22:<br>Jo\u00e3o Nogueira (1941\u20132000)<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Filho, irm\u00e3o e pai de bambas, Jo\u00e3o Nogueira estava sempre de Manto Sagrado \u2013 inclusive em algumas capas de seus LPs. Criador do bloco Clube do Samba e da escola Tradi\u00e7\u00e3o, come\u00e7ou a carreira no bloco Labareda do M\u00e9ier. De l\u00e1, embalou e comp\u00f4s sambas de costume, cr\u00f4nicas musicais, partidos altos e at\u00e9 letras pol\u00edticas. Monstro sagrado do samba, Nogueira foi um boleiro frustrado por contus\u00f5es, como cantou em \u201cEspelho\u201d, com seu parceiro fiel PC Pinheiro: \u201cUm dia chutei mal e machuquei o dedo\/ E sem ter mais o velho pra espantar o medo\/ Foi mais uma vontade que ficou pra tr\u00e1s\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p><em>(Indicado: PC Pinheiro)<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 23:<br>Jorge Curi (1920\u20131985)<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Locutor, radialista e dentista mineiro. Jorge Curi, criador do bord\u00e3o \u201cGooool-a\u00e7o-a\u00e7o!\u201d, foi um dos mais populares narradores de futebol do pa\u00eds, junto com Oduvaldo Cozzi, Waldir Amaral, Doalcey Camargo e, atualmente, o Galv\u00e3o Bueno. Narrou nove Copas do Mundo e duas Olimp\u00edadas, al\u00e9m de uma certa decis\u00e3o em T\u00f3quio, entre Flamengo e Liverpool. G\u00eanio, Curi foi quem teve a ideia de levar Jo\u00e3o Saldanha para comentar futebol no r\u00e1dio. Morreu numa porrada de carro em Caxambu.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>(<em>Indicado: Eduardo Monsanto)<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 24:<br>Jos\u00e9 Lins do Rego (1901\u20131957)<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" width=\"370\" height=\"504\" src=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Jose-Lins-do-Rego-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10338\" srcset=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Jose-Lins-do-Rego-1.jpg 370w, http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Jose-Lins-do-Rego-1-220x300.jpg 220w\" sizes=\"(max-width: 370px) 100vw, 370px\" \/><figcaption>Z\u00e9 Lins abra\u00e7a o bec\u00e3o Serv\u00edlio. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Jornalista, cr\u00edtico liter\u00e1rio, romancista, cronista, conferencista, amante do futebol e da vida, o paraibano Z\u00e9 Lins virou Flamengo depois dos 35 anos, ao chegar ao Rio com seu celebrado romance \u201cMenino de engenho\u201d (\u201cPlantation boy\u201d nos EUA). Ferrenho opositor da palavra \u201cflamenguistas\u201d e defensor de \u201cflamengos\u201d, foi arquibaldo, s\u00f3cio da G\u00e1vea e chefe de delega\u00e7\u00e3o do time na Europa. Publicou mais de 1.600 cr\u00f4nicas esportivas, de 1943 at\u00e9 morrer. \u201cA literatura para Jos\u00e9 Lins do Rego era \u2013 como o futebol \u2013 for\u00e7a do povo\u201d, definiu Edilberto Coutinho. \u201cE ele, como romancista do povo brasileiro, achava simplesmente natural ser flamengo. Que os esnobes n\u00e3o o compreendessem, estava se lixando. Sentia-se compensado no contato com a massa. E a massa era, como ele, flamenga. Sadiamente.\u201d<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 25:<br>Jos\u00e9 Maria Scassa (1911\u20131980)<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Jornalista, cronista e radialista desde os anos 1940, o carioca Jos\u00e9 Maria Scassa foi um dos pioneiros da mesa-redonda na TV, no programa \u201cGrande Revista Esportiva\u201d, que logo passou a se chamar \u201cGrande Resenha Facit\u201d por conta do patrocinador. Dono de invej\u00e1vel verve e ret\u00f3rica, costumava afirmar: \u201cQuem n\u00e3o \u00e9 torcedor do Flamengo, \u00e9 contra o Flamengo\u201d. Seus companheiros de bancada eram Luiz Mendes, o criador do programa, Nelson Rodrigues (Flu), Armando Nogueira (Botafogo), Ademir Queixada e Vitorino Vieira (Vasco). Foi colunista dos principais jornais e teve programas na TV Tupi, mas se orgulhava mesmo era da amizade que teve com in\u00fameros craques do Flamengo.<br><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p>(<em>Indicado: Fernando Calazans)<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 26:<br>Lan (1925\u20132020)<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>O italiano Lanfranco Aldo Ricardo Vaselli Cortellini Rossi Rossini, ou Lan, foi o desenhista e caricaturista mais carioca que j\u00e1 houve. Filho de instrumentista, vivia se mudando at\u00e9 parar no Rio, onde se encantou por suas belezas naturais \u2013 e pelo Flamengo. Come\u00e7ou a publicar seus desenhos em jornais sul-americanos em 1945, e n\u00e3o parou mais. Lan\u00e7ou dois livros com seus cartuns e caricaturas sobre samba, arte que tamb\u00e9m cultuava.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p><em>(Indicado: Ziraldo)<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 27:<br>Manuel Bandeira (1886\u20131968)<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Manuel-Bandeira.jpg\"><img loading=\"lazy\" width=\"768\" height=\"768\" src=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Manuel-Bandeira.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10339\" srcset=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Manuel-Bandeira.jpg 768w, http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Manuel-Bandeira-300x300.jpg 300w, http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Manuel-Bandeira-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>Pouco afeito ao futebol, o imenso poeta pernambucano autor de \u201cVou-me embora pra Pas\u00e1rgada\u201d declarou em 1957 que sim, tinha time: \u201cMeus amigos e meus inimigos, sou Flamengo e rasgado. Por que o Flamengo? Porque acho o nome bonito e porque \u00e9 o clube do Zelins.\u201d Bandeira foi tamb\u00e9m cronista, tradutor e professor de literatura. Bo\u00eamio e morador da Lapa, era capaz de fazer poesia sobre tudo, do carnaval carioca ao povo que vive na rua, do erotismo \u00e0 morte, com humor e lirismo.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 28:<br>Marcos de Castro (1934\u20132018)<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Jornalista mineiro e escritor do cl\u00e1ssico \u201cGigantes do futebol brasileiro\u201d, com Jo\u00e3o M\u00e1ximo, Marcos de Castro deixou li\u00e7\u00f5es, amigos e alunos em quase todos os grandes ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o por que passou. Revisor, tradutor e cronista, ganhou tr\u00eas pr\u00eamios Esso de jornalismo, o primeiro deles em 1963, com uma das primeiras reportagens investigativas ligadas \u00e0 bola, sobre empres\u00e1rios de jovens craques. Apaixonado pela l\u00edngua portuguesa, a defendia de modo quase quixotesco nos di\u00e1rios e emissoras, sem se dobrar. Escrevia, por exemplo, Formosa, jamais \u201cTaiwan\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 29:<br>Marilene Dabus (1939\u20132020)<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Pag_9_garrinchamarilene_1-1.gif\"><img loading=\"lazy\" width=\"945\" height=\"679\" src=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Pag_9_garrinchamarilene_1-1.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-10387\"\/><\/a><figcaption>Marilene em entrevista com outro rubro-negro de cora\u00e7\u00e3o, Garrincha.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Mulher pioneira no jornalismo de futebol, Marilene Dabus come\u00e7ou a carreira em 1969, ap\u00f3s fazer sucesso na TV Tupi em programa de perguntas e respostas sobre o Flamengo. Virou setorista do clube e colecionou furos com os jogadores, ao longo de toda Era Zico. Como assessora de imprensa e depois diretora de comunica\u00e7\u00e3o do clube, criou a express\u00e3o \u201cNinho do Urubu\u201d para o CT. Era t\u00e3o \u00edntima das coisas da G\u00e1vea que ta\u00e7as conquistadas do Campeonato Brasileiro acabavam em sua sala, ap\u00f3s as festas em boates e porres hom\u00e9ricos dos campe\u00f5es, em especial dos dirigentes.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p><em>(Indicado: Roberto Assaf)<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 30:<br>Mario Filho (1908\u20131966)<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Autor de &#8220;O negro no futebol brasileiro&#8221; e &#8220;Hist\u00f3rias do Flamengo, o pernambucano Mario Leite Rodrigues Filho nasceu chutando bola, viveu para o futebol e morreu pelo futebol, ap\u00f3s desgostos e preju\u00edzos advindos da elimina\u00e7\u00e3o brasileira na Copa de 1966. Tricolor de ber\u00e7o, o irm\u00e3o mais ruivo de Nelson Rodrigues aprendeu com o tempo a amar o Flamengo \u2013 dizia-se torcedor do Fla-Flu. Como dono e editor de jornais revolucionou de vez o esporte e a cultura do pa\u00eds. Foi o primeiro a dar manchetes de primeira p\u00e1gina para o futebol, criou torneios como a ta\u00e7a Rio-S\u00e3o Paulo e inventou o desfile de escolas de samba, tudo para atrair leitores para seu \u201cJornal dos Sports\u201d. Suas cr\u00f4nicas foram decisivas para virar a opini\u00e3o p\u00fablica em favor de um est\u00e1dio no Maracan\u00e3, em 1950, que depois ganharia seu nome. \u201cO Flamengo se deixa amar \u00e0 vontade\u201d, ensinou, po\u00e9tico. \u201cN\u00e3o imp\u00f5e restri\u00e7\u00f5es a quem o ama. Aceita o amor do pr\u00edncipe e do mendigo e se orgulha de um e de outro\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 31:<br>Moraes Moreira (1947\u20132020)<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Ant\u00f4nio Carlos Moraes Pires, ou Moraes Moreira para os f\u00e3s, foi um m\u00fasico baiano que gravou mais de 40 discos, entre eles o m\u00edtico \u201cAcabou chorare\u201d, com os Novos Baianos. Violonista e sanfoneiro, ecl\u00e9tico a ponto de misturar rock, frevo, samba, choro, bai\u00e3o e m\u00fasica erudita, Moraes era morador da G\u00e1vea, talvez para ficar mais perto do clube do cora\u00e7\u00e3o. Comp\u00f4s o cl\u00e1ssico samba flamengo \u201cSaudades do Galinho\u201d e o frevo &#8220;Vitorioso Flamengo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p><em>(Indicado: Jorge Benjor)<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 32:<br>Oscar Niemeyer (1907\u20132012)<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><br>Certa vez, disseram que Oscar Niemeyer era o Pel\u00e9 da arquitetura. O craque da sele\u00e7\u00e3o respondeu: \u201cQue nada, eu \u00e9 que sou o Niemeyer do futebol\u201d. O g\u00eanio dos tra\u00e7os simples e curvaturas certeiras chegou a ser jogador do Fluminense, mas trocou o futebol pela arquitetura. Virou Flamengo mais tarde, influenciado pelo primo Carlinhos. Oscar foi um dos tr\u00eas finalistas na concorr\u00eancia para o Maracan\u00e3, com projeto que previa arquibancada apenas de um lado. Ele depois comemorou n\u00e3o ter vencido aquela parada.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 33:<br>Otelo Ca\u00e7ador (1925\u20132006)<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Otelo-Cacador-Flamengo.jpeg\"><img loading=\"lazy\" width=\"672\" height=\"501\" src=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Otelo-Cacador-Flamengo.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10340\" srcset=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Otelo-Cacador-Flamengo.jpeg 672w, http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Otelo-Cacador-Flamengo-300x224.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 672px) 100vw, 672px\" \/><\/a><figcaption>Otelo Ca\u00e7ador, um dos colunistas mais longevos do Brasil.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Cartunista, quadrinista e humorista, Otelo Ca\u00e7ador manteve uma das mais longevas colunas da hist\u00f3ria do jornalismo brasileiro, chamada \u201cPenalty\u201d, que saiu de 1953 a 1986 em \u201cO Globo\u201d. \u00c0s segundas-feiras, publicava se\u00e7\u00f5es que ficaram c\u00e9lebres, o Diploma do Sofredor e o Placar Moral \u2013&nbsp;nesta, curiosamente, o Flamengo jamais mereceu uma derrota. Com as vendas de seu \u201cO Livro negro do Penalty\u201d, Otelo comprou um ap\u00ea em Laranjeiras, para dar uma ideia de sua popularidade. Deu fama \u00e0 express\u00e3o \u201cP\u00eanalti n\u00e3o \u00e9 coisa que se perca\u201d e foi o primeiro a chamar a camisa rubro-negra de \u201cManto sagrado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 34:<br>Paulo Magalh\u00e3es (1900\u20131972)<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Goleiro e campe\u00e3o de h\u00f3quei e basquete pelo Flamengo, Paulo Magalh\u00e3es assinou 105 pe\u00e7as teatrais, como \u201cA cigana me enganou\u201d e \u201cAventuras de um rapaz feio\u201d. Mas fez mesmo bonito com o hino musical escrito em 1916, oficializado em 1920 pelo seu clube: \u201cFlamengo, Flamengo, tua gl\u00f3ria \u00e9 lutar!\u201d Mais tarde, como assessor pol\u00edtico, cunhou a frase popular\u00edssima: \u201cFalem mal, mas falem de mim\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 35:<br>P\u00e9ricles Maranh\u00e3o (1924\u20131961)<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Criador do ic\u00f4nico personagem Amigo da On\u00e7a, o pernambucano P\u00e9ricles foi um genial desenhista e cartunista de sucesso nos anos 1940 e 1950. Mesmo de saco cheio de sua cria\u00e7\u00e3o, continuou a desenhar aquele baixote cruel de indefect\u00edvel bigodinho por 17 anos, at\u00e9 morrer. O cartum era t\u00e3o popular que ganhou a p\u00e1gina nobre da revista \u201cCruzeiro\u201d, que muitas vezes era surrupiada por moleques nas bancas, que n\u00e3o tinham dinheiro para comprar a revista mas queriam ler P\u00e9ricles. Ele teve outras tirinhas sat\u00edricas, como \u201cCenas cariocas\u201d, \u201cMiriato, o gostos\u00e3o\u201d e \u201cO r\u00e1dio por dentro\u201d, mas ficou marcado mesmo por sua obra-prima. De t\u00e3o cultuado, o Amigo da On\u00e7a continuaria a ser desenhado at\u00e9 os anos 1970, por amigos de P\u00e9ricles. Sua vida viraria pe\u00e7a de teatro, filme e document\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 36:<br>Rubem Braga (1913\u20131990)<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Poeta e cronista capixaba, Rubem Braga foi um de nossos maiores escribas, e um dos mais geniais autores de hist\u00f3rias curtas do planeta. Torceu pelo S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o quando garoto, at\u00e9 se apaixonar pelos craques da G\u00e1vea. Em 1936, o amor virou gratid\u00e3o quando um procurado Rubem foi salvo pelo Flamengo: \u201cProcurado pela pol\u00edcia, num momento em que, para viajar, era necess\u00e1rio portar um salvo-conduto expedido pelo governo (Vargas), Rubem s\u00f3 atravessou a Mantiqueira com uma carteirinha de jogador reserva do Flamengo \u2013 e mesmo assim porque o guarda que o interrogou era rubro-negro doente e n\u00e3o queria criar nenhum problema para um companheiro de Domingos da Guia e Le\u00f4nidas da Silva\u201d, narrou seu bi\u00f3grafo, Marco Antonio de Carvalho.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 37:<br>Rubens Gerchman (1942\u20132008)<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Foi poeta, pintor, desenhista, gravador, escultor. Autor da cultuada capa do disco \u201cPanis et circencis\u201d, o artista pl\u00e1stico carioca transp\u00f4s para o universo da arte \u00eddolos da bola como Zico, Garrincha, Domingos da Guia e, claro, a torcida do Flamengo. Em 1965, Gerchman pintou a obra-prima \u201cFutebol, Flamengo campe\u00e3o\u201d, sobre a qual comentaria: \u201cEu ficava impressionado quando entrava no Maracan\u00e3 e via aquela massa maravilhosa, n\u00e3o dava para saber quem era quem, s\u00f3 reconhecia as cores e quando era gol, tudo vibrava. Eu sentava na torcida do Flamengo porque l\u00e1 todos se levantavam produzindo ondas humanas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\"><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 38:<br>Victorino Chermont (1973\u20132016)<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Chermonts.jpg\"><img loading=\"lazy\" width=\"640\" height=\"400\" src=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Chermonts.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10377\" srcset=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Chermonts.jpg 640w, http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Chermonts-300x188.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>Jornalista carioca, foi um dos mais destacados e criativos rep\u00f3rteres de televis\u00e3o de sua gera\u00e7\u00e3o. \u201cRep\u00f3rter de corpo e alma\u201d, nas palavras do amigo L\u00facio de Castro, Chermont criou e apresentou programas memor\u00e1veis, como o \u201cEncontros para a Hist\u00f3ria\u201d, nos tempos do Sportv, em que reuniram, entre outros, Zeca Pagodinho e Rom\u00e1rio, Suassuna e Juninho Pernambucano, Zico e Ruy Castro, Pel\u00e9 e Renato Arag\u00e3o, Eduardo Galeano e Reinaldo, Verissimo e Abel\u00e3o, PC Caju e MV Bill, Neguinho da Beija-Flor e Maestro J\u00fanior, Drauzio Varela e Dr S\u00f3crates. Incans\u00e1vel guerrilheiro da not\u00edcia, Victorino fazia quest\u00e3o de ir ao Maracan\u00e3 com o filho, Vituzinho, ambos com a camisa do clube. E se algu\u00e9m achasse ruim, o doce Victorino entrava duro: \u201cTanto FDP fazendo coisa errada em Bras\u00edlia e eu n\u00e3o posso ir ao Maracan\u00e3 com meu filho de camisa do meu time?\u201d<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2>Cadeira n\u00ba 39:<br>Wilson Baptista (1913\u20131968)<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Wilson-Batista.jpeg\"><img loading=\"lazy\" width=\"635\" height=\"762\" src=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Wilson-Batista.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10344\" srcset=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Wilson-Batista.jpeg 635w, http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Wilson-Batista-250x300.jpeg 250w\" sizes=\"(max-width: 635px) 100vw, 635px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p><em>\u201cO mais querido<\/em><br><em>Tem Rubens, Dequinha e Pav\u00e3o<br>Eu j\u00e1 rezei pra s\u00e3o Jorge<br>Pro Mengo ser campe\u00e3o\u2026\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Apenas o \u201cSamba rubro-negro\u201d, com o parceiro Jorge de Castro, j\u00e1 garantiria o ingresso de Wilson Baptista no pante\u00e3o das letras flamengas. Mas o cantor e ritmista nascido em Campos, RJ, foi muito al\u00e9m da letra que ganharia vers\u00f5es m\u00faltiplas \u2013&nbsp;com Zico, Ad\u00edlio e Ad\u00e3o, Gabi, Bruno Henrique e Ar\u00e3o, e at\u00e9 Souza, Obina e Juan. Era flamengo fan\u00e1tico, compunha no bonde na volta dos jogos, tornou-se amigo de craques como Zizinho e cantava nas concentra\u00e7\u00f5es. Para a capa do disco \u201cPol\u00eamica\u201d, pediu ao amigo N\u00e1ssara: \u201cVeja se me desenha com a camisa do Flamengo\u201d. Deixou 720 can\u00e7\u00f5es, cinco delas sobre o clube do cora\u00e7\u00e3o: \u201cCoisas do destino\u201d, \u201cE o juiz apitou\u201d, \u201cMem\u00f3rias de um torcedor\u201d, \u201cFlamengo tricampe\u00e3o\u201d e o cl\u00e1ssico samba j\u00e1 citado.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p><em>(Indicada: Elza Soares)<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<h2>Cadeira n\u00ba 40:<br>Z\u00f3zimo (1941\u20131997)<\/h2>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>O carioca Z\u00f3zimo Br\u00e1ulio Barrozo do Amaral foi um dos mais influentes jornalistas brasileiros de sua \u00e9poca. Mestre no texto curt\u00edssimo, era capaz de sacudir Bras\u00edlia em poucos caracteres. Fino filho de um magnata e apreciador dos bons u\u00edsques, transformava-se no Maracan\u00e3 num torcedor desbocado e furioso \u2013 ao celebrar um gol do Flamengo, num certo domingo, mordeu um naco da n\u00e1dega da imortal Marilene Dabus. Pelo Flamengo, brigou de rolar no ch\u00e3o com o cartola Marcio Braga, cornetava deus Zico e, ap\u00f3s as derrotas, sa\u00eda pelo Rio \u00e0 procura dos \u00e1rbitros n\u00e3o para uma declara\u00e7\u00e3o, mas para sentar a m\u00e3o neles mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fundada a 15 de novembro do ano da gra\u00e7a de 2021, a Academia Flamenga de Letras n\u00e3o tem como objetivo de modo algum rivalizar com a centen\u00e1ria ABL. Aceitaremos, contudo, todo e qualquer desafio para uma pelada com churrasco contra a turma de Gilberto Gil &amp; cia. A Academia Flamenga de Letras (AFL) nasce guiada &#8230; <a class=\"read-more-link\" href=\"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/nasce-a-academia-flamenga-de-letras\/\">Read More <i class=\"ico-946\"><\/i><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":10347,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[43,103,107],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10328"}],"collection":[{"href":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10328"}],"version-history":[{"count":53,"href":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10328\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10603,"href":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10328\/revisions\/10603"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10347"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10328"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10328"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/republicapazeamor.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10328"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}