Não, eu não tinha visto. Queria primeiro ler o livro, que a Amazon me entregaria no dia seguinte, para só depois assistir ao filme. Brinquei com ele, dizendo que nas horas em que eu podia ir ao cinema as salas estavam lotadas e, também, cinema não é como futebol, que a gente precisa ver na hora, ao vivo. Cinema pode esperar um pouquinho.
Murtinho, deixei minha tumba e resolvi dar uma voltinha aqui por cima. Por essas e outras que prefiro ficar lá embaixo no meu escurinho com minha aranhazinha e meu ratinho. Recebo a notícia, o nosso velho Carlos Moraes se foi, ele que era um admirador ferrenho de meu criador, Lima Barreto, e que nos áureos tempos batíamos longos papo por aqui, ele de lá de Brasília e eu aqui em frente ao irremovível Morro dos Cabritos que como já repeti várias vezes sempre que acordo dou uma olhada pra ver se vejo algum cabrito por lá, ou mesmo a cabra vadia dos terrenos baldios do Nelson Rodrigues. Nunca vi. Saudades dos velhos tempos. Espero que este chegue a você, não sei como a coisa aqui está funcionando. Muito bom reler você. Abraço a todos e… tristeza absoluta.
Obs. Minha tristeza é tanta que estou flertando aqui com o meu velho “professor” envelhecido em 12 minutos no supermercado com o indefectível rivotril. Será que entorno?
E.T.: escrevia bem e analisava melhor ainda
Que triste notícia! Não era ele quem sempre dizia “palmas de pé como no Theatro Municipal” (mais ou menos assim)?
Perda irreparável! Escrevi bem e analisava melhor ainda! Desfalque sensível! Que esteja em bom lugar!
Não poderia haver homenagem maior do que volta deste excelente blog! Que há de vir com muito mais força, ante o novo Ano Mágico que se anuncia!